LUTE

Combata o bom combate da fé. Tome posse da vida eterna, para a qual você foi chamado e fez a boa confissão na presença de muitas testemunhas - 1 Timóteo 6:12

SE DEIXE TRANSFORMAR

Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus - Romanos 12:2

ACEITE O SACRIFÍCIO

Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna - João 3:16

VÁ NA CONTRA-MÃO

Converta-se cada um do seu caminho mau e de suas más obras, e vocês permanecerão na terra que o Senhor deu a vocês e aos seus antepassados para sempre. Não sigam outros deuses para prestar-lhes culto e adorá-los; não provoquem a minha ira com ídolos feitos por vocês. E eu não trarei desgraça sobre vocês - Jeremias 25:5-6

REFLITA A LUZ DE JESUS

Pois Deus que disse: "Das trevas resplandeça a luz", ele mesmo brilhou em nossos corações, para iluminação do conhecimento da glória de Deus na face de Cristo - 2 Coríntios 4:6

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26 de outubro de 2010

TRON: Legacy - Derezzed video

6 de julho de 2010

O FILÓSOFO E O LOBO

Best seller 'O Filósofo e o Lobo' vai virar filme

Em entrevista ao 'Estado', Mark Rowlands fala como aprendeu com um lobo a reprogramar sua mente

06 de julho de 2010 | 6h 00
fonte: ESTADÃO

Antonio Gonçalves Filho - O Estado de S. Paulo

Divulgação
Rowlands, como Wittgenstein que adorava filmes BG, não liga as críticas por popularizar a filosofia

SÃO PAULO - Mark Rowlands, 48 anos, é um tipo especial de pensador wittgensteiniano. Quase foi engenheiro, mas, reprovado, decidiu seguir seu instinto e conseguiu um título de doutor em filosofia em Oxford. Bon vivant, sua vida era uma festa sem fim, até que decidiu se isolar na Irlanda e escrever livros de filosofia, alguns deles lançados no Brasil, como Tudo o Que Aprendi Com a TV (Ediouro, 2008). A nova provocação de Rowlands é um livro original, O Filósofo e o Lobo (Editora Objetiva), em que relata a inusitada experiência de viver com um lobo por mais de uma década.

A principal lição que Brenin lhe ensinou não poderia ter aprendido nos livros de Nietzsche e Heidegger, seus mentores filosóficos. Brenin, que uivava em suas aulas quando elas se tornavam chatas, provocando risos dos alunos, ensinou a Rowlands a não pensar como primata, isto é, a ter experiências não baseadas no puro interesse. "Somos mais primatas que lobos", diz ele, concluindo que a esperteza do símio, ditada por seu obtuso imediatismo - macacos só fazem algo se isso lhes trouxer algum benefício - não lhe servirá de nada na hora da morte. "No final", diz ele, "o primata sempre nos deixará na mão".

Dizem que você era um misantropo antes de dividir sua casa com Brenin, mas agora você está casado, tem um filho e um cão, Hugo, que parece não ter substituído o lobo. É muito diferente o seu relacionamento com Hugo?

Eu não era um misantropo antes de encontrar Brenin. Transformei-me num deles à medida que fomos convivendo. Suspeito que houve sempre um misantropo dentro de mim. Quanto às diferenças entre Brenin e Hugo, devo dizer que o lobo era muito mais calmo e sério que o cão , embora não pudesse deixar Brenin livre. Se isso acontecesse, minha casa amanheceria destruída. Lobos são como crianças: eles seguem você por todos o lugares e fazem tudo o que você faz. Por causa disso, eles acabam dominando sua vida.

Por que você preferia a companhia dos lobos? Havia, digamos, alguma coisa de espiritual entre você e Brenin? Você era feliz com ele?

Não penso muito em minha vida em termos espirituais. Acho que isso poderia suscitar equívocos. A felicidade é o que sempre foi e essa é uma ideia que desejei desenvolver no livro: ela não é tão importante assim.

Você faz uma distinção entre o modo de vida dos lobos e o dos primatas. Que parte nós deixamos para trás quando deixamos de ser macacos?

A oposição entre primatas e lobos é puramente metafórica. Não acho que tínhamos algum parentesco com lobos antes de sermos macacos ou alguma coisa do gênero. Somos, sim, mais primatas que lobos, porque os primeiros enxergam o mundo em termos de vantagens que podem tirar dele. O que você pode fazer por mim? Esta é a pergunta que o símio dentro de nós faz o tempo todo. E somos todos parecidos, em maior ou menor grau, embora os ardis dos símios quase sempre resultem em fiasco. É o que resiste do lobo em nós que compensa esses valores obtusos. Nossa inteligência, nossa moralidade e tudo o que nos distingue dos outros animais devemos, no entanto, ao macaco. Como dizem os primatólogos, herdamos do macaco sua maquiavélica inteligência para manipular pessoas e para o disfarce: o que de melhor temos vem, portanto, do pior. Temos de lembrar disso porque o macaco deixou essa marca indelével em nossos cérebros. Nossa inteligência é a inteligência dos macacos; nossa moralidade é moldada por eles.

Você diz que pretende criar uma filosofia original com O Filósofo e o Lobo, e não uma mera introdução filosófica, mas muitos pensadores antes de você tentaram o mesmo e acabaram criando uma ideologia. Quem são seus heróis filosóficos?

Nietzsche disse certa vez que um aluno recompensa mal seu professor quando permanece um aluno a vida toda. Por concordar com ele, não tenho heróis filosóficos. É o que precisamente ninguém precisa ter. Heróis resultam da fé - e uma das principais mensagens de meu livro é que atingimos nossa plenitude quando perdemos a fé.

Como deve ser um filósofo no século 21?

Cético e humilde - o que vem a dar no mesmo, no fim das contas. A coisa mais importante que aprendi nesses 30 anos de filosofia é que não sei muita coisa. Essa foi também a lição que Sócrates aprendeu há mais de dois mil anos, sobre a qual devemos refletir mais do que em qualquer outra época. No entanto, é raro ouvir hoje alguém ter a humildade de assumir: ‘Não tenho o direito a uma opinião por não ter refletido muito a essa respeito.’

Como você vê a religião e a política?

Ambas lidam com a fé. Ambas funcionam prometendo um futuro que certamente não podem garantir. Devemos sempre lembrar que a fé é o carro usado em oferta da existência humana: atraente, mas nada confiável.


4 de novembro de 2009

GIGOT

Gigot, de Gene Kelly, 1962, 104min
IMDB: http://www.imdb.com/title/tt0056017/

Este foi mais um filme que vi em minha infância na sessão da tarde e que me marcou muito pelo ar decrépito e melancólico. A descrição do filme foi traduzida por mim de parte da Wikipédia Inglesa.

Gigot é um francês mudo que mora no bairro Montmartre de Paris, em 1920. Ele leva uma vida simplória como faxineiro vivendo em um apartamento no prédio de sua senhoria. Embora tratado com condescendência pela maioria de seus vizinhos (sendo muitas vezes alvo de piadas), ele é muito querido pelas crianças do locais e pelos animais, os quais muitas vezes alimentava. Ele parece satisfeito com sua vida, embora tenha uma estranha paixão: ele comparece a todos os funerais locais, conhecendo ou não o morto, caminhando e chorando junto aos outros enlutados.

Em uma noite chuvosa, ele está voltando para casa quando se depara com uma mulher chamada Collette e com sua jovem filha Nicole sentadas em um porta tentando se manter secas. Com pena ele as deixa permanecer em seu apartamento. Collette suspeita de Gigot desde o início, mas a jovem Nicole se aquece ao lado dele, demonstrando confiança.

Um dos pontos altos do filme é a cena em que Gigot faz uma pantomima deslumbrante, levando Nicole à igreja apenas para descobrir que ela não é batizada e que é completamente ignorante sobre a igreja e sobre Deus. A pequena Nicole aponta para um crucifixo e pergunta a Gigot quem era ali na cruz.

Gigot, claramente triste pela incapacidade de falar, resolve contar a história de Cristo a encenando para Nicole, começando com Maria segurando o menino Jesus, passando por sua infância e indo até o horror da crucificação. Quando Gigot abre os olhos ao final de sua encenação ele vê Nicole olhando para ele com uma lágrima em seu rosto. Nicole, em seguida, olha para o crucifixo e lança um beijo para Cristo na cruz.

Depois disso Gigot entretém a menina, às vezes dançando ao som de sua velha vitrola, e em outro, vestindo-se como garçom para alimentar seu rato. De fato ele se torna o guardião de Nicole, inclusive andando ao lado dela na escola para se certificar que ela não caia ao correr. É este zelo que que o leva a fazer com que Collette evite se aproximar de um homem em uma praça perto da escola (ela era prostituta). Gigot foi então espancado pelo homem, que estava frustrado.

Furiosa, Collette ameaça sair com Nicole, mas resolve ficar quando Gigot alega que tem dinheiro. Sem saber o que fazer exatamente ele vai à padaria aonde costumava pegar biscoitos quebrados para dar aos pombos, e aproveitando-se da confiança do dono do lugar, relutantemente rouba o dinheiro das vendas do dia. Ele então leva Collete e Nicole às compras, comprando roupas para a menina, pagando por um bom jantar para eles. Mas os bons tempos estavam para acabar.

O ex-namorado de Collete resolve tê-la de volta, e Collete concorda. Ela quer levar Nicole com ela, mas Gigot a convence a esperar pelo dia seguinte. Ele vê Collete e seu namorado indo embora e fica arrasado. Na manhã seguinte, quando Collette volta para buscar a filha, ela não a encontra encontra e nem a Gigot.

Neste meio tempo o padeiro descobre o roubo e logo desconfia de Gigot. Todos começam a procurar por ele, mas ele e Nicole estavam em um porão abandonado ouvindo a velha vitrola enquanto Gigot dançava para a menina. O telhado do lugar acaba desabando e Gigot escapa ileso, mas Nicole se fere e fica inconsciente. Assustado, ele leva a menina para a igreja, onde o padre da paróquia chama um médico.

Pensando que a vitrola poderia ajudar a menina, ele volta para recuperá-la, mas acaba se deparando com uma multidão furiosa que desejava pegá-lo pelo roubo e pelo desaparecimento da menina. A multidão persegue Gigot até uma calha de carvão perto do rio, pela qual ele cai e não ressurge mais. A multidão imagina que Gigot está morto, e então organizam um funeral para ele. Mas Gigot não estava morto, estava apenas se escondendo.

Ele vê a marcha fúnebre e, como sempre, a segue, porém a certa distância. Quando chega a hora para o discurso, ele percebe que o funeral é para ele. De repente, uma das pessoas presentes vê Gigot, e a perseguição recomeça.

Uma das coisas interessantes sobre a história de Gigot é que ela tem muitas semelhanças com o conto “Gimpel the Fool” escrito por Isaac Bashevis Singer.

Como eu disse, foi mais um filme marcante em minha infância. É um bom filme? Li muitas coisas boas a respeito dele, e a pantomima que ele faz com certeza é espetacular. Mas não sei se uma criança compreenderia o filme muito bem.

29 de outubro de 2009

O ÚLTIMO GUERREIRO DAS ESTRELAS

“The Last Starfighter”, de Nick Castle, 1984, 101min
IMDB: http://www.imdb.com/title/tt0087597

Podia jurar que já havia escrito a respeito deste filme aqui no blog antes, mas não achei nada.

“O Último Guerreiro das Estrelas” é, para mim, um marco. Como todos os filmes da minha infância, não se acha ele em lugar algum exceto na Internet.

A trama é bastante revolucionária para a época do filme, 1984. O mundo estava encantado com a primeira geração de vídeo-games, o Atari. Arcades e fliperamas eram bastante desejados pela molecada, e eram icônicos como ainda o são hoje.

Um rapaz chamado Alex mora com a mãe e o irmão em um acampamento de traillers. A vida deles é um pindaíba só, e ele vive ajudando o pessoal do acampamento fazendo pequenos reparos no lugar. Ele sonha em ir para a faculdade com a namorada, mas as coisas não dão muito certo para ele.

A única coisa que o rapaz faz de bom e que o ajuda a superar aquela situação é jogar um arcade que ninguém sabia como havia ido parar lá. O nome da máquina era “O Guerreiro das Estrelas” (The Starfighter), e no jogo ele era o atirador de uma nave espacial avançadíssima que lutavam contra alienígenas ruins. Alex era muito bom, e numa noite enquanto discutia com a namorada sobre o futuro, ele bate o recorde da máquina e todo o acampamento festeja.

As coisas ficam estranhas quando um sujeito em uma limousine hi-tech aparece e peque que ele entre. A limosine se transforma em uma nave espacial e leva Alex a uma base alienígena aonde ele descobre que a história do jogo é real. O arcade era na verdade um módulo de treinamento e detecção de atiradores em potencial, e ele havia sido recrutado para ser um guerreiro das estrelas.

O negócio é demais para o rapaz, que desiste. Ele volta para casa e vê que o cara que o havia levado havia deixado um robô clone dele no seu lugar enquanto ele estava fora, e este robô é uma das coisas mais divertidas e legais do filme.

Os alienígenas ruins atacam a base dos guerreiros das estrelas por causa de um maldito traidor, e todos são mortos exceto um piloto, que não tinha atirador. Alex passa a ser perseguido por um caçador de recompensas mas o homem que o havia levado inicialmente aparece e é ferido mortalmente. O robô clone de Alex se sacrifica e salva Alex, e este por sua vez volta com o homem moribundo à base dos Guerreiros das Estrelas para ver o que havia acontecido.

O piloto que havia sobrado, um ser meio reptiliano, lhe diz que estava desenvolvendo uma nave revolucionária que era muito poderosa e que podia lutar contra as forças inimigas, mas ele precisaria de um atirador. Alex aceita depois que o piloto lhe diz que se eles não fizessem nada a Terra seria invadida também mais cedo ou mais tarde.

O filme habitou minha mente por muitos anos. Sonhava com uma nave vindo me pegar para ser o herói da galáxia e fazer algo grandioso. Me deu muito combustível para a imaginação.

Este filme também mostra o arco completo do herói clássico, que tem que sair de sua zona de conforto, enfrentar perigos, realizar uma tarefa, vencer o desafio final e então voltar à paz. É mitológico como todo filme do gênero portanto. E por isso mesmo, é capaz de gerar identificação imediata com que o assiste.

MERCENÁRIOS DAS GALÁXIAS

"Battle Beyond the Stars", de Jimmy T. Murakami, 1980, 104min
IMDB: http://www.imdb.com/title/tt0080421

“Mercenários das Galáxias” é mais um filme da minha infância que consegui rever estes dias graças à Internet. Não adianta procurar o filme em VHS, DVD ou o que você imaginar: ele simplesmente desapareceu do mercado brasileiro, se é que ele realmente aportou por aqui fora as exibições do filme na Sessão da Tarde na década de 80. Só graças à Internet é possível rever estas pérolas.

A trama é bastante simples: no planeta Akir os habitantes pacíficos são invadidos pelo terrível ditador Sador. Shad, um rapaz do planeta Akir, é escolhido pelo povo para vagar pelo espaço e contratar mercenários que os ajudem a combater o vilão, com direito a uma guerreira valquíria, um cowboy espacial e os Nestor, uma raça de indivíduos que é apenas um, com uma consciência coletiva.

Se o esquema “vilão domina fracos que buscam mercenários para se defenderem” lhe parece familiar, saiba que é proposital. O filme foi baseado na mesma trama do clássico japonês “Os 7 Samurais”, se Akira Kurosawa. Aliás o planeta se chama Akir justamente como homenagem do produtor deste filme, Roger Corman, que é conhecido como “O Rei dos Filmes B”. Outra coisa interessante é que a direção de arte deste filme é de ninguém menos que James Cameron (Titanic, Avatar, Terminator, Aliens). Lógico em em início de carreira.

O filme é típico daqueles filmes loucos e descompromissados dos anos 80, um clássico trash para muitas pessoas. Algumas cenas marcantes do filme são a nave que o herói pilota e que parece um alce e tem um computador com opiniões bem definidas sobre um monte de coisas, os alienígenas Nestor que são um só ser, o cowboy espacial divertido e a cena em que o vilão implanta a mão de um dos Nestor e quase é morto por ela porque os outros Nestor podiam controlá-la, obrigando-o a amputá-la. Outras cenas engraçadas são a Valquiria ensinando uma garota como conseguir um homem e também a cena em que é sugerido ao rapaz Shad fique em uma base espacial e passe a vida copulando com a filha do chefe do lugar.

No âmbito mitológico pode-se ver ainda o arco completo do herói clássico, que tem que sair de sua zona de conforto, enfrentar perigos, realizar uma tarefa, vencer o desafio final e então voltar à paz.

De qualquer forma, é um filme que me marcou muito a infância, e redescobri-lo foi muito divertido.

5 de fevereiro de 2009

THE MAN FROM EARTH

"The Man From Earth", de Richard Schenkman, 2007, 87min
IMDB: http://www.imdb.com/title/tt0756683

Imagine um filme que se passa, cerca de 95% do tempo, em um só lugar: a sala de uma casa que está vazia devido à mudança de seu proprietário. Coloque neste lugar um punhado de grandes professores de biologia, antropologia, religião, arqueologia, psicologia e história, fazendo-os conversar sobre um assunto que a princípio parecia mera brincadeira, mas que a cada instante se manifesta assustadoramente verdadeiro (na trama): o dono da casa, que é professor de história colega daqueles outros professores, lhes revela que estava se mudando porque tinha nada mais nada menos do que 14 mil anos de idade (aproximadamente). Ele era um cro-magnon, um homem das cavernas que se descobriu não imortal (pois achava que podia morrer), mas que apenas não envelhecia.

De fato, estava de mudança porque as pessoas começaram a notar que ele não havia envelhecido nada naqueles 10 anos em que estava ali. Mudava-se a cada 10 anos para ocultar este fato das pessoas, e assim, nunca criava laços afetivos muito fortes... mas com aquele grupo de amigos havia sido diferente, e ele resolve contar a verdade, mesmo que não tenha como provar o que diz, e nem que seus amigos tenham como provar que ele de fato está mentindo.

Este é o começo de um dos filmes mais interessantes que vi nos últimos anos. “The Man From Earth” (O Homem da Terra) é um filme independente de baixo orçamento que teve seu download liberado na Internet, e que é, em seu âmago, uma grande história de ficção científica aonde os personagens navegam pelo passado histórico e pré-histórico da Terra em suas conversas, que os levam cada vez mais a acreditar no protagonista, mesmo mantendo-se o máximo possível protegidos por seu ceticismo. Conversa esta que leva-os a ouvir declarações incríveis, como a de que o protagonista foi, dentre outras pessoas, o homem conhecido como Jesus Cristo, e que seus ensinamentos nada mais eram do que o budismo (que ele havia aprendido com o próprio Buda muito tempo antes) em uma versão adequada à cultura do oriente médio na época, e que seus milagres na verdade eram fruto de técnicas de medicina chinesa conhecidas mundialmente nos dias atuais, mas que na época eram mistérios considerados sobrenaturais.

A personagem que era especialista em religião, cristã fervorosa, cai aos prantos e não acredita no que ele dizia, dizendo-se totalmente ofendida, da mesma forma que os espectadores cristãos que não notarem que o filme nunca disse ser mais do que isso: um filme, e um filme de ficção.

Não pretendo contar o fim do filme, mas ele é muito interessante, e acima das possíveis ressalvas que se possa ter quanto a parte em que ele revela ter sido Jesus, o filme é muito bom e demonstra como um bom roteiro, um diretor talentoso e bons atores podem fazer um filme extremamente empolgante apenas sentados em uma sala conversando.

Vale a pena ver, e relaciono-o como um dos filmes mais interessantes que vi até hoje.

E sobre o lance com Jesus? Ora essa... aprenda a separar realidade de ficção!

2 de janeiro de 2009

BLACK DYNAMITE

QUERO VER:


3 de outubro de 2008

PORCARIA



Cá estou eu, com um "brain drain" fortíssimo devido a uma montanha de trabalho e de prazos apertados, e quando vou tentar arejar a cuca um pouco, me deparo com isso aqui (você precisa do Quick-time para ver).

É o teaser trailler do filme do DRAGON BALL. Me pergunto como conseguem estragar uma história que é de certa fporma perfeita e transformá-la em um lixo. E em como conseguem pegar alguns dos personagens mais completos e famosos do mundo deixá-los totalmente diferentes do que eles são.

Não é mera incompetência. É maldade. Alguém vai ter que segurar o Akira Toriyama para que ele não corte os pulsos diante dessa monstruosidade que fizeram com sua obra-prima.

É difícil saber se um filme vai ser bom ou ruim antes que ele definitivamente seja mostrado a público. Nem mesmo MULHER-GATO pode ser medido antes da estréia. Mas DRAGON BALL parece deixar muito claro sua qualidade desde o começo, e confirmar suas intensões com um simples teaser trailler.

Infelizmente o filme É uma porcaria. Por mais difícil que isso fosse, afinal fazer uma cópia exata do mangá, mesmo que com maquiagens ruins e efeitos toscos, seria muito mais digno se tentasse se manter fiél ao original. Coisa que evidentemente este filme nem tentou ser.

Alguém prenda esta gente. Estupraram a obra máxima dos quadrinhos japoneses.

4 de fevereiro de 2008

Iron Man


Em 2008 Iron Man tem tudo para ser o filme do ano pra mim. Não viu os traillers? Veja e entenda... o filme tá bem feito demais!

4 de junho de 2007

A METÁFORA DE ROCKY BALBOA

"Let me tell you something you already know. The world ain't all sunshine and rainbows. It is a very mean and nasty place and it will beat you to your knees and keep you there permanently if you let it. You, me, or nobody is gonna hit as hard as life. But it ain't how hard you hit; it's about how hard you can get hit, and keep moving forward. How much you can take, and keep moving forward. That's how winning is done. Now, if you know what you're worth, then go out and get what you're worth. But you gotta be willing to take the hit, and not pointing fingers saying you ain't where you are because of him, or her, or anybody. Cowards do that and that ain't you. You're better than that!"

Rocky Balboa trazendo seu filho de volta à realidade em "Rocky Balboa".


Muitas pessoas acham que Rocky Balboa é um filme ridículo em que Silvester Stallone tenta ganhar mais dinheiro tentando forçar a barra mesmo velho como está, e nem se dão ao trabalho de assisti-lo. Mas quem não vê o filme, perde uma história e tanto. Compartilho da opinião de algumas pessoas, que acham que este é um dos melhores filmes de 2006 e um dos melhores da carreira do ator, sendo tão bom quanto "Rocky: Um lutador", o primeiro filme da franquia. Principalmente porque este ultimo filme, por mais estranho que possa parecer, não trata de boxe.

Analogias e metáforas são recursos que muitas pessoas usam para contar histórias de maneira mais efetivas e profundas, pois quando uma pessoa entende a metáfora, aquilo tem um impacto maior nela do que se a história fosse mais explícita. Ao mesmo tempo, poucas histórias sabem usar metáforas de maneira adequada. "Rocky Balboa" soube utilizá-las maravilhosamente bem. Como conclusão da história de um dos maiores personagens da história do cinema, pode-se dizer que fechou com chave de ouro. Rocky nunca foi um boxeador. Rocky foi e é uma metáfora sobre a vida.

Rocky está velho. Tem um restaurante e uma vida um tanto quanto triste. Sua esposa está morta (ela sempre teve a saúde frágil, se você se lembra) e seu filho não lhe dá atenção. No aniversário de sua esposa, ele visita seu túmulo, e junto com Polly (seu cunhado e "estorvo humano") percorre as ruas da cidade indo aos lugares aonde teve os momentos mais importantes de sua vida com sua esposa. É uma volta ao passado, e então se percebe no quanto Rocky está solitário, triste, saudosista e... furioso. Furioso consigo mesmo, com sua vida, e com o fato de ter se deixado viver naqueles últimos anos sem ser quem ele de fato era: um lutador.

Muitas coisas acontecem no filme. Mas fica claro o mesmo arco que se viu em todos os filmes da série: Rocky poderia ser um cavaleiro do zodíaco tamanha a sua capacidade de resistir e lutar. Não importa a dificuldade (física, emocional ou espiritual). Não importa a força com que lhe batem. "O que importa é quanto você consegue aguentar e continuar em frente"... e ele se levanta e luta, sempre, em todas as circunstâncias. Dentro do ringue, com seus amigos, com sua família. Não importa a idade. Nem a dor. Nem a vergonha. Nem o medo. Nem a solidão. O que importa é quanto você aguenta estas pancadas que a vida te dá sem se entregar.

Fiquei com a sensação de que aquelas palavras eram para mim. Reclamando de tudo. Lamentando. Procurando culpados e razões. Caindo de joelhos após tantas pancadas, como muitos de nós caímos. Nem todos tem a mesma força, nem todos tem a mesma resistência. Mas se eu quero ser alguém para mim mesmo e para os que me importam, se eu quero viver, se eu quero amar, e ser feliz e tudo o mais, eu tenho que me levantar. Mesmo porque minha esperança habita em Deus, e nEle tudo posso e tudo suporto.

Para muitas pessoas, pode parecer filosofia barata e simplista. Mas as vezes as palavras de um personagem de filmes que acha que a Jamaica fica na Europa podem ser mais profundas que as de um filósofo real. Quem nunca foi espancado pela vida sem dó nem piedade (desemprego, doenças, relacionamentos ruins, mortes, violência)? Quem nunca ficou de joelhos diante dela e se viu no fio da navalha entre ficar caído (se entregar às drogas, se matar, ficar em um estado de tristeza profunda indefinidamente) e se levantar e seguir em frente?

Eu já fiz comentários uma vez sobre "O Último Samurai" com Tom Cruise. No meu entendimento ambos os filmes falam exatamente sobre a mesma coisa. Não importa que um fale sobre um militar da guerra civil americana que luta ao lado de samurais ou sobre um boxeador de 50 anos que resolve aceitar uma luta contra o campeão mundial. Ambos são metáforas sobre a vida, suas dificuldades e como lidar com elas.

É claro que perseverança apenas não resolve, e ela por si só pode acabar se tornando meramente teimosia. Mas sem ela, nada se consegue nesta vida.

22 de fevereiro de 2007

CINEMA E CARNAVAL

Carnaval bom é carnaval aonde não se tem encheção se saco e nem aborrecimentos. Enfim, este carnaval foi bem sossegado. Campinas estava admiravelmente ordeira nestes dias, e agora sei o que os paulistas sentem ao ficar em sua cidade nestes feriados. É muito bom andar em um transito bem menos pesado, ir ao shopping sem esbarrar nas pessoas e não encontrar filas aonde normalmente encontrava.

No sábado eu estava cansado e não queria fazer nada além de ver um filme e ir dormir. Fui com a Cris ao cinema então, assistir "O Mestre das Armas" (Fearless) com o Jet Li. Havia lido uma crítica ao filme aonde dizia que ele seguia o caminho comum dos filmes de artes marciais/filosofia chinesa sem correr muitos riscos, e isso é verdade. Mas isso está muito longe de significar que o filme é ruim. Com grandes cenas de luta e uma história de aprendizado de vida, é um filme muito bacana para quem gosta de artes marciais e histórias de moral.

Bem, já sobre o casamento, mandamos fazer os convites e vamos pegar as provas dele no dia 3 de março. E o apartamento está enrolado de sair. Tudo devido à falta de um documento que a prefeitura tem que emitir. Só falta isso, e estou preocupado de que isso não saia a tempo de ajeitar o lugar até o casamento. Caso isso ocorra, temos um plano "B", mas não gostaria de recorrer a ele. Gosto de fazer as coisas certas.

Ainda tem tanta coisa pra ver... estou começando a notar a urgência das coisas. Mas vai valer muito a pena, se Deus quiser.

10 de novembro de 2006

NO CINEMA EM 2007

Em 2007 não vai ter para ninguém. "SPIDER-MAN 3" e "300" serão os filmes do ano, pelo menos para mim isso já é uma realidade. Esse é o novo trailler do Spider Man 3, que estréia em Maio (como sempre) de 2007. Simplesmente demais! Não canso de ver!

Quem conhece a história do Homem-Aranha dos quadrinhos, principalmente o arco que vem depois das Guerras Secretas (aonde aparece o Simbionte e termina com Brock se fundindo a ele, criando o Venom) vai chapar ao ver cenas clássicas, como Peter tentando se livrar do Simbionte na torre de uma igreja enquanto os sinos dobram. Se você não sabe porque ele tinha que estar na torre do sino, não vou contar, porque vai estragar a surpresa.

Já 300 eu espero paciêntemente pelo trailler.

E se tudo der certo, este final de semana eu vejo ao THE PRESTIGE (O Grande Truque). Provavelmente este deve ser um dos ultimos filmes bacanas do ano para ver no cinema, então não quero perder.

16 de outubro de 2006

HOSTEL (O ALBERGUE)

Ontem a noite eu assisti HOSTEL (O Albergue). Não gosto de filmes de terror, mas como Hostel é um daqueles filmes que as pessoas vão comentar por um bom tempo, eu resolvi assistir. Não devia...

Hostel é um filme doentio, sádico, depravado, repulsivo e desesperador. Há muito tempo eu não assistia um filme aonde eu tinha que virar o rosto para não ver algumas cenas. Demorei para dormir a noite, não por medo, mas porque eu acabava revendo aquelas imagens.

A premissa é básica e vai ser copiada por muitos filmes daqui para frente. Jovens mochileiros viajam pela Europa em busca de sexo e diversão. Acabam recebendo uma indicação para irem para o leste europeu pós-guerra, aonde haviam mulheres lindíssimas e totalmente promiscuas em um albergue em uma determinada cidade.

Chegando lá, o lugar parece um sonho. As mulheres são melhores do que eles pensavam e tal... mas ai cada um dos mochileiros vai desaparecendo. Eles estavam sendo sequestrados por um clube que cobrava milhares de dólares de seus sócios, de todas as partes do mundo. Estes sócios tinham então o direito de matar essas pessoas sequestradas lá. Não de uma forma "normal", é claro, se é que isso seja possível.

As pessoas sequestradas eram algemadas a cadeiras de ferro, completamente imobilizadas. Os sócios então as matavam com os requintes de crueldade mais sádicos e doentios que já vi em minha vida. Eram furados aos poucos com furadeiras, fatiadas pouco a pouco com bisturis, queimadas pedaço por pedaço com maçaricos, e por ai vai...

O que mais assusta é que este tipo de coisa existe de verdade. Pelo menos em países pobres da Ásia, aonde as pessoas mortas na verdade se oferecem para tal, desde que uma quantia substancial seja entregue para a sua família.

O filme é muito bom em alcançar seu propósito, mas o seu propósito é horrível para mim. Eu vou ficar com medo de viajar por um bom tempo agora...

5 de outubro de 2006

300

Mais conhecido no Brasil como "Os 300 de Esparta". Desde já quero muito ver este filme.

29 de setembro de 2006

I'M A CYBORG, BUT THAT'S OK

Saiu no site do Omelete uma matéria sobre este filme coreano, "I'm a Cyborg, but that's OK". Fala sobre um jovem internado em um hospício que imagina ser um ciborgue de combate. O filme é uma comédia romântica e pelo trailler já deu pra me apaixonar pela história. O filme ainda não saiu, está sendo finalizado. Mas de qualquer forma, é uma pena que não saia nos cinemas daqui. Dificilmente filmes orientais passam no circuito comercial. O Tigre e o Dragão só passou porque estava concorrendo ao Oscar na época. Heroi só passou porque era com o Jet Li. Acha que esse ai, com atores desconhecidos, vai passar? Vamos torcer para ser indicado ao Oscar, né...

O pior de tudo é, provavelmente, que daqui a uns 2 anos Hollywood vai fazer uma versão desse filme com atores horríveis e um roteiro que vai jogar a história no lixo, como tantos outros que eu já vi (TAXI, O CHAMADO, etc). Será que um dia as pessoas vão tomar vergonha na cara e perceber que os americanos não tem metade da poesia e da estética dos asiáticos para fazer filmes e animações?

Fora isso estou empolgado porque amanhã eu vou finalmente cancelar o meu Speedy. Chegou na minha rua o Virtua. Assim, vou ter uma conexão 8x mais veloz pela metade do preço atual. A Telefonica tem mais é que se danar mesmo, quem manda cobrar caro e não se modernizar, oferecendo serviços ruins? Como disse Russell Crowe, eu faço caridade, mas não pra empresa milionária e salafrária que nem a Telefonica. Se não acredita vai lá no PROCON perguntar porque ela é uma das campeãs de reclamação...

23 de julho de 2006

SUPERMAN RETURNS

Eu sou viciado em cinema, e também sou viciado em quadrinhos. Quando as duas mídias se unem, eu sempre fico apreensivo porque, convenhamos, só depois do primeiro X-Men é que começaram a fazer bons filmes baseados nos comics.

Eu sempre tive preferência pelos heróis da DC, sobretudo pelo Lanterna Verde e pelo Batman. Mas o Super Homem nunca deixou de me chamar a atenção. O filme de 1978 sempre esteve entre um dos meus filmes preferidos, então imagina quando fiquei sabendo, a quase 2 anos atrás, que estavam começando finalmente um novo filme do azulão.

Foram meses de expectativa em que eu acompanhei cada nova notícia, foto e trailler com apreensão e uma grande fé de que o filme seria no mínimo tão bom quanto fora Batman Begins.

E ontem, dia 22/07/2006, eu assisti ao filme pelo qual eu esperava a tanto tempo.

Difícil explicar o que senti quando aquilo começou a ser projetado e a música tema tocou tão impressionante quanto da primeira vez que eu a ouvi quando era criança.

"Simplesmente... perfeito" era o que eu conseguia dizer. Somente isso. Que me desculpem os fãs dos filmes do Homem Aranha e dos X-Men dos quais eu também gostei e gosto muito. Mas nenhum personagem fica tão bem e elegante nas telas quanto o Super Homem.

Eu quase chorei em diversas passagens do filme devido à profundidade com que lidaram com as emoções dos personagens. Senti ódio de Lex Luthor como nunca senti de outros vilões de filmes, o que prova que Kevin Spacey é um dos melhores atores da atualidade sem dúvida. O filme é maravilhoso. Compará-lo a Batman Begins é pecado. Batman Begins foi ótimo, Superman Returns foi perfeito!

É estranho dizer isso, mas estou pasmo. Passar tanto tempo esperando um filme e gerando uma expectativa grande sobre ele, e ao ver o filme perceber que ele na verdade foi muito melhor do que você esperava é algo pelo qual eu, fã de quadrinhos e cinema, nunca passei até Brian Singer finalizar este filme.

Este homem sabe fazer filmes de super-heróis como nenhum outro. Disso tenho certeza absoluta.

17 de julho de 2006

QUEM SOMOS NÓS?

Neste final de semana eu vi um filme muito diferente. Mistura de documentário com drama, ele fala basicamente sobre física quântica, e tem por objetivo quebrar todos os paradigmas do modo de pensar e ver a realidade. O filme é "Quem Somos Nós" (What The Bleep do we Know) de 2005.

Quando você ouviu algumas pessoas falarem que vivemos em uma Matrix de verdade, mas totalmente diferente daquela apresentada no filme de mesmo nome, é nas teorias de física quântica abordadas neste documentário a que se referem.

O filme em si trás mensagens básicas que eu já conhecia e com as quais concordava e concordo totalmente. Você é responsável pela construção da sua própria realidade por meio de seus atos e escolhas. E muitos dos seus atos e escolhas são tomados de forma viciada, sem pensar, sem interação, praticamente por condicionamento, reflexo ou reação.

Quebrar seu condicionamento e construir sua realidade diária suplantando seus vícios é o que o filme propõe. Simplesmente ele alega aquilo que eu sempre defendi: questionar, pensar e tirar conclusões livre de pré-conceitos, com domínio próprio e por que não, sabedoria.

É verdade que o filme fala muitas besteiras sobre Deus. Recheado de cientistas extremamente gabaritados (dentre filósofos, teólogos, físicos e neurologistas) seria estranho não ouvir idéias consideradas besteira para os cristãos. Então, faça como eu: simplesmente ignore-as.

Mas na maioria, a idéia do filme é muito aproveitável, e não foge muito da mensagem que o próprio Jesus já pregava. Ele mesmo propôs uma grande mudança de paradigma para a humanidade, que no fundo, não é muito diferente daquela apresentada pela física quântica. Você é responsável por suas escolhas. Elas constroem sua realidade, da mesma forma que suas escolhas o levam para perto ou para longe de Deus. O que é o livre arbítrio se não isso?

3 de maio de 2006

SUPERMAN RETURNS

Justificar
Não sou assim um super fã do Super Homem nos quadrinhos, fora em alguns albuns especiais como "O Reino do Amanhã" e a fase até "A Morte e o Retorno do Super Homem". Mas sou muito fã dos desenhos animados e, principalmente, dos filmes.

E qual não foi o meu deleite ao ver que as minhas esperanças de que o novo filme do azulão será um dos melhores do ano estão sólidamente fundamentadas, já que o trailler ( http://www.omelete.com.br/superomelete/filmes/paginas_db/superman_o_retorno_-_trailer.asp ) demonstra que Brian Singer é de fato o melhor diretor para filmes baseados em quadrinhos existente! De boa, o cara é fera demais!

Quem me conheçe sabe que eu sou completamente viciado em cinema. Este ano haverá muitos ótimos lançamentos que eu não quero perder de jeito nenhum. Se tiver que ver só estes filmes este ano, me darfei pos satisfeito: X-Men 3, Superman Returns, e mais dois filmes com o hilário Jack Black: Natcho Libre, e o filme do Tenacious D, a banda doida que ele e um amigo (Kyle) tem.

17 de abril de 2006

FILMES PARA PASSAR O TEMPO

Falta de dinheiro faz mal pro cérebro. É sério! Tomo como exemplo o que aconteceu comigo neste final de semana. Sem dinheiro para fazer mais nada até outubro, pela minha estimativa atual, tentei fazer um programa barato com a Cris neste feriado.

Na sexta, não fizemos nada demais, jogamos UNO e comemos na minha casa. Mas no sábado a coisa ficou barra pesada. Sugeri alugarmos uns filmes de catálogo (por que são mais baratos), e dessa forma fechamos que eu escolheria um e a Cris escolheria outro.

Eu escolhi o ótimo EQUILIBRIUM, com meu ator preferido, o Christian Bale (Batman Begins). Esse filme é muito bom, é de ação mas tem tem uma idéia forte por trás dele. Nada como V for Vendetta, mas é do mesmo nível de Matrix.

A Cris então, com seu espírito desbravador (sem dizer mal-gosto para escolher filmes), pegou um DVD e me cutucou, perguntando se podíamos levar aquele que ela escolhera. Ela estava com uma cópia de BARBARELLA, de 1968, nas mãos.

OK, pensei eu. No máximo, vejo a Jane Fonda em forma com roupas minúsculas, e além disso eu já havia ouvido falar de Barbarella como algo especial nos meios de Sci-Fi. Topei.!

Resumo do filme: a Barbarella dá pra todo mundo com que ela se encontra (até pra uma máquina, a qual ela funde de tão potente que ela era), as falas são as mais surreais que eu já vi e as interpretações são canastronas. Flash Gordon detona, pra você ter uma idéia...

O que salva no filme é a própria Jane Fonda: eu não sabia que ela era tão bonita e voluptuosa (tradução: gostosa) em sua juventude. Quem vê ela hoje (praticamente irmã gêmea do Robert Redford) nem imagina que essa mulher era um furação!

Tudo bem que o filme é extremamente fetichista, com a Barbarella em roupas muito interessantes, inclusive uma de plástico, uma coisa doida! Aliás acho que é por isso que fez tanto sucesso esse filme, já que conheço muita gente que já assistiu: as roupas fetichistas e a nave de pelúcia.

Depois de ver "Barbarella doing her things" como disse o narrador no trailler, meu cérebro teve um GAP de alguns segundos. Eu vi um genuíno e autêntico filme B! Achava que "Plan 9 from Outer Space" havia sido o meu fundo do posso, mas eu descobri que tinha como cavar mais fundo...

Se foi divertido? É claro que sim... e muito!

16 de fevereiro de 2006

MARATONA STAR WARS


Neste carnaval, mais uma vez eu e a Cris não iremos a nenhum acampamento, por que o da nossa igreja vai ser junto com outra igreja e nós não iamos nos sentir bem com isso (isso não vem ao caso agora).

De qualquer forma, é claro que me sinto um pouco mal com isso. As vezes chego a pensar que eu estou trocando Deus por outras coisas, o que de alguma forma não deixa de ser verdade. Ir até lá seria mais um ato mecânico do que espiritual, mas eu sei muito bem que isso, de alguma forma, refletiria na questão espiritual, mesmo que pouco.

Como já está decidido que nós não vamos, eu começei a pensar em coisas pra fazer no feriado de Carnaval. Já que tudo fica uma loucura e eu estou mais a fim de descansar (férias só em setembro) eu armei de fazer algo que queria fazer a um bom tempo.

Sou fã confesso de Star Wars desde que assisti à trilogia original pela primeira vez, isso quando eu tinha, sei lá, uns 10 anos. Vi todos os filmes da trilogia clássica pelo menos umas 4 vezes no mínimo, e da nova trilogia uma ou duas vezes apenas. Mas nunca na seqüência.

Como a Cris se rendeu à ordem Jedi e virou minha padawan (ela também é fã agora, e eu, se não sou mestre Jedi, sou no mínimo cavaleiro em termos de conhecimento e gosto), eu resolvi armar uma super MARATONA STAR WARS e fazer ela sentir na pele o que é ser um NERD como eu sou. Meu plano é assistir pelo menos 2 filmes por dia nesta seqüência:

1 - STAR WARS EPISÓDIO 1 - A AMEAÇA FANTASMA
2 - STAR WARS EPISÓDIO 2 - O ATAQUE DOS CLONES
3 - ANIMAÇÃO CLONE WARS ANO 1
4 - ANIMAÇÃO CLONE WARS ANO 2
5 - STAR WARS EPISÓDIO 3 - A VINGANÇA DOS SITH
6 - STAR WARS EPISÓVIO 4 - UMA NOVA ESPERANÇA
7 - STAR WARS EPISÓDIO 5 - O IMPÉRIO CONTRA ATACA
8 - STAR WARS EPISÓDIO 6 - O RETORNO DE JEDI

Vai ser duro, mas tendo em vista que não vamos em nenhum acampamento, acho que esse vai ser o melhor programa que poderemos fazer, considerando que estamos sem grana pra viajar ou sair. Pipoca, guaraná e Star Wars... melhor que isso, só se chover o carnaval inteiro e fizer frio! Um cobertor e bolinho de chuva completariam com chave de ouro!