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17 de outubro de 2013
THE BIBLE 1 - ABRAÃO
Ontem teve início, na Record, a exibição nacional da minissérie “The Bible”, uma produção moderna da TV norte-americana que visa exibir as principais passagens das escrituras da melhor forma possível, visto que exibir tudo o que as escrituras trazem em episódios de uma hora de duração é algo humanamente impossível.
Assim, dividido em 10 episódios, a série começa mais ou menos pelo início, com a primeira aliança que Deus faz com um homem, a saber, Abrão (mais adiante renomeado para Abraão).
O interessante é que, com uma boa produção, ver a mesma história na TV leva a outros tipos de reflexão. A primeira delas é que nem todos naquela época eram crentes. É interessante observar que muitas pessoas descritas na Bíblia sequer acreditavam em Deus, e muitas eram crentes nominais, que se revelavam quando um problema real surgia e sua fé precisava ser praticada.
Abraão fala a sua família que Deus falou com ele (prometendo terras e descendência). A reação dos atores foi interessante, demonstrando a descrença deles diante do exposto. Deus? Por que Deus falaria com ele? Estraria Abraão louco?
Descrentes, ainda assim o seguiram, provavelmente por ser ele um líder. Logo houve diversas divisões e dores devido basicamente a falta de fé daqueles que com ele estavam. Inclusive sua esposa, Sara, arrumou sua serva Hagar para ter um filho com Abraão e depois se comportou de forma ciumenta e magoada, inclusive fazendo Abraão mandar a mulher e o filho embora, para o deserto, após Isaque nascer.
Depois disso, quando Isaque cresceu e Abraão foi impactado pelo pedido de seu sacrifício por Deus, e ele levou o garoto disposto verdadeiramente a sacrificá-lo, mesmo com profunda tristeza e sofrimento por ter que matar seu único filho – uma apologia ao sacrifício que o próprio Deus faria séculos depois por meio de Jesus – Abraão demonstrou fé ao realmente estar pronto para tal ato, do qual foi poupado por Deus em cima da hora.
E ai, outra reação que julgo bastante humana demonstrada pelos atores, foi que Sara sentiu ódio de Abraão por ele ter estado disposto a matar seu único filho em sacrifício a Deus. Não sei se ela teve maturidade espiritual para entender o que Abraão fez ali, mas a alegoria é interessante.
Quando ouvimos a voz de Deus (ou seja, quando lemos as escrituras, oramos, descobrimos a sua vontade para nossas vidas e passamos a nos comportar segundo esta vontade) as pessoas a nossa volta acham que estamos loucos, que somos estúpidos. É a loucura da salvação citada por Paulo.
E então, quando sacrificamos aquilo que mais amamos – quando conseguimos – por ser o correto perante Deus, algumas pessoas nos odeiam, mesmo as mais próximas.
Assim, a história de Abraão me fez refletir que nossa relação com Deus é de fato pessoal, e não pode depender do entendimento de ninguém externo. Não se deve esperar que entendam, nem que aceitem, nem que nos sigam, nem que nos amem. É impossível agradar a Deus e aos homens ao mesmo tempo. E disso seria falado mais adiante nas escrituras, que não podemos ter dois senhores.
O próximo capítulo será sobre Moisés. Espero conseguir assistir. Creio que novas reflexões surgirão, já que a minissérie realmente é muito boa.
13 de janeiro de 2012
HOUSE E O DESEJO DE SER BABACA
Dificilmente você não sabe quem é o Dr. House. Caso não saiba, a Wikipedia diz o seguinte:
House, M.D.,[1] também conhecida como Dr. House ou simplesmente House, é uma aclamada série médica norte-americana, criada por David Shore e exibida originalmente nos Estados Unidos pela Fox desde 16 de Novembro de 2004. Já recebeu vários prémios, entre eles dois Globos de Ouro.[2]
O personagem principal é o Dr. Gregory House, interpretado pelo ator inglês Hugh Laurie.
House é um infectologista e nefrologista que se destaca não só pela capacidade de elaborar excelentes diagnósticos diferenciais, como também pelo seu mau humor, ceticismo e pelo seu distanciamento dos pacientes, comportamento anti-social (misantropia), já que ele considera completamente desnecessário interagir com eles.
Como série, HOUSE é muito boa. As histórias são interessantes, os personagens são elaborados, as interpretações são convincentes, a produção é de alto nível. Mas de qualquer forma, eu parei de assistir anos atrás porque enjoei. Séries que não tem uma história muito cronológica não me atraem por muito tempo, e a fórmula deste tipo de série é sempre a mesma, todo capítulo é um ou mais casos de doenças que ninguém sabe qual é, vários diagnósticos errados, piadinhas sarcásticas, e então o diagnóstico final. Não foge muito disso, salvo os momentos em que a vida pessoal dos personagens aparece. E ai vemos um House com a vida pessoal em frangalhos, viciado em analgésicos, quase sem amigos, sem a esposa, etc.
Se você tem Twitter, Orkut ou Facebook, é quase certo que já viu pelo menos algumas pessoas de sua lista de contato publicando fotos como a acima, ou então a esta aqui:
Sabe, que as pessoas queiram ser aceitas como elas são é legal. Que as pessoas aprendam a aceitar os outros como são é uma coisa muito bacana e bonita. Ser autêntico é muito bom, ser verdadeiro, melhor ainda.
Mas achar que é legal ser chato, antipático, grosso, cruel, mal, sem educação e não pensar nas pessoas a sua volta é uma estupidez, é uma babaquice, é perverso. Não pensar na consequência de seu comportamento é imaturidade pura. Vivemos em relacionamento um com os outros, e para que ele sejam agradáveis devemos nos esforçar para torná-lo leve, agradável e harmonioso. Mesmo que tenhamos que mudar nosso comportamento, a forma como falamos, nossas atitudes, etc.
Uma coisa é ser fiel a suas convicções, como eu sou em minha convicção sobre Jesus e sobre Deus. Outra coisa é ser babaca. E o que as pessoas querem não é defender suas convicções (porque como eu disse no post passado ter convicções é praticamente um pecado mortal para a sociedade atual), mas sim serem babacas. Só isso.
Uma coisa é ser fiel a suas convicções, como eu sou em minha convicção sobre Jesus e sobre Deus. Outra coisa é ser babaca. E o que as pessoas querem não é defender suas convicções (porque como eu disse no post passado ter convicções é praticamente um pecado mortal para a sociedade atual), mas sim serem babacas. Só isso.
Sei que nem todos pensam assim, mas cada vez mais as pessoas acham o House um exemplo a ser seguido, um modelo de comportamento adequado ao mundo em que vivemos. Caramba, o cara é um personagem fictício! Você acha mesmo que um médico como ele conseguiria ficar mais do que algumas semanas trabalhando em um mesmo hospital? Ele é muito competente no trabalho dele, mas é intragável como pessoa e como profissional! Você acha que uma coisa justifica a outra? A genialidade dá a ele uma licença para ser babaca? Porque o que me parece é que todo mundo quer ter uma licença dessas.
O que mais me chama a atenção nessa história toda é que a adoração ao House me parece ser fruto do próprio conjunto de valores da sociedade atual. Pode observar, House tem todos os atributos que se vê em maior ou menos grau na sociedade.
- É bom ser grosseiro porque ser gentil é sinal de fraqueza.
- É melhor não ligar para o que os outros pensam porque refletir e possivelmente mudar meu comportamento da trabalho e não é o que eu quero fazer. Os outros é que tem que mudar e se adaptar a mim.
- É melhor ser ingrato do que reconhecer a ação de outras pessoas em meu benefício porque isso me torna dependente delas.
- É melhor acreditar só no que eu vejo e analiso porque o resto é apenas fé, e a fé é algo errado.
- É melhor as pessoas me aceitarem chato como sou porque se elas se distanciarem, quem perde mais são elas.
Não se vê mais as pessoas reconhecendo os antigos valores, defendendo a bondade, a gentileza, a educação, a colaboração, a inserção, a doação, o amor, a paz, a cordialidade e a honra (nossa, honra é um conceito praticamente medieval para a sociedade atual). Tudo o que se vê são as pessoas dizendo que o mundo precisa aceitá-las como elas são.
Paulo nos diz em Romanos que o reino de Deus vem ao mundo por meio da transformação não do outro, mas de nós mesmos:
Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional.
E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus.
Romanos 12:1-2
Como elemento transformador interno a religião de uma forma geral tem um papel muito grande. Mas a religião tem sido combatida fortemente pelo movimento humanista secular. E conforme eles ganham terreno as coisas acontecem de uma forma totalmente oposta ao que eles pregam.
Dizem que o secularismo traria a paz ao mundo, mas ao contrario, o mundo nunca esteve tão violento e em crise, porque o conceito de transformação e submissão a um ente maior, a algo transcedental, não pressiona mais o ser humano à mudança para adequação, e o resultado disso é puro conflito entre as pessoas.
Finalizando, gostaria de compartilhar uma letra de música. Um dos poucos artistas contemporâneos que eu vi falando sobre o assunto e entendendo a realidade desta questão foi Micheal Jackson em sua canção "Man in the Mirror":
Man In The Mirror
I'm gonna make a change
On once in my life
It's gonna feel real good
Gonna make a difference
Gonna make it right
As I turn up the collar on
My favorite winter coat
This wind is blowing my mind
I see the kids in the streets
With not enough to eat
Who am I to be blind?
Pretending not to see their needs
A summer disregard
A broken bottle top
And a one man soul
They follow each other on the wind, ya' know
'Cause they got nowhere to go
That's why I want you to know
I'm starting with the man in the mirror
I'm asking him to change his ways
And no message could have been any clearer:
If you wanna make the world a better place
Take a look at yourself and then make a change
I've been a victim of a selfish kind of love
It's time that I realize
That there are some with no home
Not a nickel to loan
Could it be really me
Pretending that they're not alone?
A willow deeply scarred
Somebody's broken heart
And a washed-out dream
They follow the pattern of the wind, ya' see
'Cause they got no place to be
That's why I'm starting with me
I'm starting with the man in the mirror (Oh!)
I'm asking him to change his ways (Oh!)
And no message could have been any clearer:
If you wanna make the world a better place
Take a look at yourself and then make a change
I'm starting with the man in the mirror (Oh!)
I'm asking him to change his ways (Oh!)
And no message could have been any clearer:
If you wanna make the world a better place
Take a look at yourself and then make that CHANGE!
I'm starting with the man in the mirror
(Man in the mirror - Oh yeah!)
I'm asking him to change his ways (Better change!)
No message could have been any clearer
(If you wanna make the world a better place)
(Take a look at yourself and then make the change)
(You gotta get it right, while you got the time)
('Cause when you close your heart)
You can't close your, your mind!
(Then you close your mind!)
That man, that man, that man, that man
With the man in the mirror
(Man in the mirror, oh yeah!)
That man, that man, that man
I'm asking him to change his ways (Better change!)
You know... that man
No message could have been any clearer
If you wanna make the world a better place
Take a look at yourself and then make the change
I'm gonna make a change
It's gonna feel real good
Come on! (Change)
Just lift yourself, you know
You've got to stop it, yourself!
(Yeah! Make that change!)
I've got to make that change, today!
(Man in the mirror)
You got to, you got to not let yourself, brother
(Yeah! - Make that change!)
You know, I've got to get
That man, that man... (Man in the mirror)
You've got to, you've got to move!
Come on! Come on! You got to...
Stand up! Stand up! Stand up!
(Yeah! - Make that change)
Stand up and lift yourself, now!
(Man in the mirror)
(Yeah! - Make that change!)
Gonna make that change.
Come on! (Man in the mirror)
You know it! You know it
You know it! You know it
(Change) Make that change
Homem No Espelho
Eu vou fazer uma mudança
De uma vez em minha vida
Vai ser bom de verdade
Vou fazer uma diferença
Vou fazer isso direito
Enquanto eu dobro a gola
Do meu casaco de inverno favorito
O vento assopra em minha mente
Eu vejo as crianças nas ruas
Sem o suficiente para comer
Quem sou eu para estar cego
Fingindo não perceber suas necessidades
Uma indiferença de verão
Uma tampa de garrafa quebrada
E a alma de um homem
Eles seguem uns aos outros no vento, você sabe
Porque eles não tem nenhum lugar para ir
É por isto que eu quero que você saiba
Estou começando com o homem no espelho
Estou pedindo a ele que mude seus modos
E nenhuma mensagem poderia ter sido mais clara:
Se você quer fazer do mundo um lugar melhor
Olhe para si mesmo e faça uma mudança
Eu tenho sido vítima de um tipo de amor egoísta
É hora de eu compreender
Que existem alguns sem casa
Nenhum centavo para emprestar
Seria realmente eu
Fingindo que eles não estão sozinhos?
Um salgueiro profundamente marcado
O coração partido de alguém
E um sonho desanimado
Eles seguem o rumo do vendo, você vê
Porque não tem lugar para ir
É por isso que estou começando comigo
Estou começando com o homem no espelho (Oh!)
Estou pedindo a ele para mudar seus modos (Oh!)
E nenhuma mensagem poderia ter sido mais clara:
Se você quer fazer do mundo um lugar melhor
Olhe para si mesmo e faça uma mudança
Estou começando com o homem no espelho (Oh!)
Estou pedindo a ele para mudar seus modos (Oh!)
E nenhuma mensagem poderia ter sido mais clara:
Se você quer fazer do mundo um lugar melhor
Olhe para si mesmo e faça uma mudança
Estou começando com o homem no espelho
(Homem no espelho - Oh, sim!)
Estou pedindo a ele que mude (É melhor mudar!)
Nenhuma mensagem poderia ter sido mais clara:
(Se você quer fazer do mundo um lugar melhor)
(Olhe para si mesmo e faça a mudança)
(Você tem de fazer bem, enquanto tem tempo)
(Porque quando você fecha seu coração)
Você não pode fechar sua, sua mente!
(Então você fecha sua mente!)
Aquele homem, aquele homem, aquele homem...
Com o homem no espelho...
(Homem no espelho, oh, sim!)
Aquele homem, aquele homem, aquele homem...
Estou pedindo a ele para mudar ( É melhor mudar!)
Você sabe... aquele homem
Nenhuma mensagem poderia ter sido mais clara:
Se você quer fazer do mundo um lugar melhor
Olhe para si mesmo e faça a mudança
Eu vou fazer uma mudança
Vai ser bom de verdade
Vamos! (Mude)
Apenas levante-se, você sabe
Você tem de parar isso, você mesmo!
(Sim! Faça aquela mudança!)
Eu tenho de fazer aquela mudança, hoje!
(Homem no espelho)
Você tem de não deixar seu próprio irmão
(Sim! - Faça a mudança!)
Você sabe, preciso entender
Aquele homem, aquele homem... (Homem no espelho)
Você precisa, você precisa se mexer!
Vamos! Vamos! Você tem de...
Levantar-se! Levantar-se! Levantar-se!
(Sim! - Faça aquela mudança)
Levante-se e eleve a si mesmo, agora!
(Homem no espelho)
(Sim! Faça aquela mudança!)
Vou fazer aquela mudança
Vamos! (Homem no espelho)
Você sabe! Você sabe como!
Você sabe! Você sabe como!
(Mude) Faça aquela mudança
30 de março de 2009
O FIM DA BATTLESTAR GALACTICA
No final de semana passado terminou nos EUA uma das séries mais bacanas que já vi: BATTLESTAR GALACTICA. E devo dizer que, se o final foi previsível de certa forma, de outra me surpreendeu totalmente: no final das contas, era sobre o plano de Deus!
O resumo da série é esse: haviam 12 colônias de humanos (12 tribos israelenses?) em um sistema estelar distante, cada planeta tendo sua cultura própria e função (uns agricultores, outros religiosos, etc). Estes planetas eram presididos por um governo único (colonial). Chamavam-se de colônias porque de acordo com suas escrituras sagradas os deuses que adoravam tinham vindo de um planeta de localização desconhecida chamada Kobol (o paraíso?).
Os humanos se desenvolveram naqueles planetas e criaram inteligência artificial: os Cylons, robôs que lhes serviam. Estes no entanto se rebelaram e teve início a uma guerra, que teve por fim uma trégua aonde os Cylons simplesmente desapareceram no espaço profundo. Após 50 anos eles retornam, agora evoluídos para alguns modelos que em nada diferiam de humanos. Disparam bombas atômicas nas 12 colonias e matam toda a humanidade, com exceção daqueles que estavam em espaçonaves indo de um planeta a outro, e, no caso, os tripulantes de uma antiga nave de batalha que estava para ir para o ferro-velho: a Battlestar Galáctica.
Os humanos fogem pelo espaço em busca de um sonho: em suas escrituras havia menção a uma 13ª mítica tribo (a mítica 13ª tribo de Israel?) que havia se separado dos humanos em Kobol, e rumado para um planeta chamado TERRA. Assim os humanos partem em busca da Terra com os Cylons na sua cola, e pelo espaço enfrentam dificuldades enormes por longos anos (semelhante ao êxodo bíblico?).
Depois de 4 anos de luta e do nascimento de uma criança de pai humano e mãe Cylon (o que não tem muito destaque até o final da série), os humanos acham a Terra. Mas estava devastada por bombas nucleares a pelo menos 2.000 anos.
Pesquisando um pouco mais eles descobrem que os restos mortais dos humanos não eram bem humanos, mas sim Cylons, como aqueles de modelo humano! O que significa uma coisa que não foi bem explicada na série: a 13ª tribo humana na verdade eram os Cylons que seus descendentes (que eles chamavam de deuses) haviam criado e contra os quais haviam guerreado.
Não podendo ficar ali, eles partem sem rumo e totalmente desesperados para o espaço profundo. A menina mestiça é raptada pelos Cylons que haviam perdido a capacidade de ressurreição (que era a habilidade que eles tinham de fazer o download de suas consciências para outros corpos vazios de sua espécie, tornando-se virtualmente imortais). Eles buscavam um meio de se reproduzir para que sua espécie não deixasse de existir, e estavam dispostos a dissecar a menina para descobrir em seu DNA a resposta para poderem se reproduzir.
No fim resgatam a menina, e após uma série de batalhas épicas no espaço, eles saltam no hiperespaço para uma localização que um dos tripulantes imaginou ser a correta para salvá-los, encontrando ESTA TERRA (Canaã?). A tripulante, Starbuck, estava envolvida com outras histórias estranhas, inclusive tendo achada a si mesma morta na primeira Terra.
Um humano (dr. Baltar, que havia dado sem saber os meios para que os Cylons bombardeassem as colônias no começo da história) e uma Cylon modelo 6 chamada Caprica viam ilusões um do outro, que imaginavam serem apenas isso, ilusões. Mas na verdade, no final da história, se revelaram na verdade como ANJOS!
O objetivo final fora concluído. O resto da humanidade das colônias e alguns Cylons que haviam se juntado a eles encontraram esta Terra, com civilizações tribais ainda. Resolveram jogar as naves no Sol e nem construíram cidades, ficando apenas com as roupas do corpo e dividindo-se as pessoas pelos continentes a fim de aumentar as chances de sobrevivência. Lee, o filho do Almirante Adama (que comandava a Battlestar Galactica), que já havia sido presidente das colônias, havia dado a idéia e todos toparam: começar do zero, se misturando aos humanos nativos da Terra e dando a eles o que de melhor tinham: seu conhecimento, sua bondade e seus alertas sobre o que não fazer.
Cerca de 150 mil anos depois, vemos a Terra em nosso presente (sim, a Galáctica também é “A long long time ago”), e a humanidade vivendo sua vida. Os mesmos anjos daquela época caminham na rua conversando. Entende-se a partir da conversa que a garotinha mestiça, que tinha o nome de HERA, era na verdade o que os humanos chamam de EVA. A humanidade era mestiça entre humanos puros e Cylons (entre judeus e gentios?), como se o DNA Cylon fosse EVA e o DNA humano das pessoas no planeta naquela época fosse ADÃO.
Nas escrituras dos humanos coloniais havia uma idéia constante: a de que tudo o que estava acontecendo já havia acontecido e voltaria a acontecer no futuro, em um eterno ciclo sem fim. Os anjos debatem sobre isso, com um deles dizendo que pela teoria das médias um sistema complexo que é executado diversas vezes uma hora tenderá a apresentar resultados diferentes.
Mas o outro anjo diz que não sabia que ela pregava o otimismo, e ao sair andando, mostra-se na televisão matérias sobre o estado atual da robótica no mundo, como um alerta: iremos repetir os passos de nossos antepassados e criar robôs que nos matarão no futuro?
Os anjos discutem falando que, se a história iria se repetir ou não, não cabia a eles saber, mas sim a Deus. O estranho é que um dos anjos fala ao outro após ouvir isso: “você sabe muito bem que ele detesta este nome”.
O resumo da série é esse: haviam 12 colônias de humanos (12 tribos israelenses?) em um sistema estelar distante, cada planeta tendo sua cultura própria e função (uns agricultores, outros religiosos, etc). Estes planetas eram presididos por um governo único (colonial). Chamavam-se de colônias porque de acordo com suas escrituras sagradas os deuses que adoravam tinham vindo de um planeta de localização desconhecida chamada Kobol (o paraíso?).
Os humanos se desenvolveram naqueles planetas e criaram inteligência artificial: os Cylons, robôs que lhes serviam. Estes no entanto se rebelaram e teve início a uma guerra, que teve por fim uma trégua aonde os Cylons simplesmente desapareceram no espaço profundo. Após 50 anos eles retornam, agora evoluídos para alguns modelos que em nada diferiam de humanos. Disparam bombas atômicas nas 12 colonias e matam toda a humanidade, com exceção daqueles que estavam em espaçonaves indo de um planeta a outro, e, no caso, os tripulantes de uma antiga nave de batalha que estava para ir para o ferro-velho: a Battlestar Galáctica.
Os humanos fogem pelo espaço em busca de um sonho: em suas escrituras havia menção a uma 13ª mítica tribo (a mítica 13ª tribo de Israel?) que havia se separado dos humanos em Kobol, e rumado para um planeta chamado TERRA. Assim os humanos partem em busca da Terra com os Cylons na sua cola, e pelo espaço enfrentam dificuldades enormes por longos anos (semelhante ao êxodo bíblico?).
Depois de 4 anos de luta e do nascimento de uma criança de pai humano e mãe Cylon (o que não tem muito destaque até o final da série), os humanos acham a Terra. Mas estava devastada por bombas nucleares a pelo menos 2.000 anos.
Pesquisando um pouco mais eles descobrem que os restos mortais dos humanos não eram bem humanos, mas sim Cylons, como aqueles de modelo humano! O que significa uma coisa que não foi bem explicada na série: a 13ª tribo humana na verdade eram os Cylons que seus descendentes (que eles chamavam de deuses) haviam criado e contra os quais haviam guerreado.
Não podendo ficar ali, eles partem sem rumo e totalmente desesperados para o espaço profundo. A menina mestiça é raptada pelos Cylons que haviam perdido a capacidade de ressurreição (que era a habilidade que eles tinham de fazer o download de suas consciências para outros corpos vazios de sua espécie, tornando-se virtualmente imortais). Eles buscavam um meio de se reproduzir para que sua espécie não deixasse de existir, e estavam dispostos a dissecar a menina para descobrir em seu DNA a resposta para poderem se reproduzir.
No fim resgatam a menina, e após uma série de batalhas épicas no espaço, eles saltam no hiperespaço para uma localização que um dos tripulantes imaginou ser a correta para salvá-los, encontrando ESTA TERRA (Canaã?). A tripulante, Starbuck, estava envolvida com outras histórias estranhas, inclusive tendo achada a si mesma morta na primeira Terra.
Um humano (dr. Baltar, que havia dado sem saber os meios para que os Cylons bombardeassem as colônias no começo da história) e uma Cylon modelo 6 chamada Caprica viam ilusões um do outro, que imaginavam serem apenas isso, ilusões. Mas na verdade, no final da história, se revelaram na verdade como ANJOS!
O objetivo final fora concluído. O resto da humanidade das colônias e alguns Cylons que haviam se juntado a eles encontraram esta Terra, com civilizações tribais ainda. Resolveram jogar as naves no Sol e nem construíram cidades, ficando apenas com as roupas do corpo e dividindo-se as pessoas pelos continentes a fim de aumentar as chances de sobrevivência. Lee, o filho do Almirante Adama (que comandava a Battlestar Galactica), que já havia sido presidente das colônias, havia dado a idéia e todos toparam: começar do zero, se misturando aos humanos nativos da Terra e dando a eles o que de melhor tinham: seu conhecimento, sua bondade e seus alertas sobre o que não fazer.
Cerca de 150 mil anos depois, vemos a Terra em nosso presente (sim, a Galáctica também é “A long long time ago”), e a humanidade vivendo sua vida. Os mesmos anjos daquela época caminham na rua conversando. Entende-se a partir da conversa que a garotinha mestiça, que tinha o nome de HERA, era na verdade o que os humanos chamam de EVA. A humanidade era mestiça entre humanos puros e Cylons (entre judeus e gentios?), como se o DNA Cylon fosse EVA e o DNA humano das pessoas no planeta naquela época fosse ADÃO.
Nas escrituras dos humanos coloniais havia uma idéia constante: a de que tudo o que estava acontecendo já havia acontecido e voltaria a acontecer no futuro, em um eterno ciclo sem fim. Os anjos debatem sobre isso, com um deles dizendo que pela teoria das médias um sistema complexo que é executado diversas vezes uma hora tenderá a apresentar resultados diferentes.
Mas o outro anjo diz que não sabia que ela pregava o otimismo, e ao sair andando, mostra-se na televisão matérias sobre o estado atual da robótica no mundo, como um alerta: iremos repetir os passos de nossos antepassados e criar robôs que nos matarão no futuro?
Os anjos discutem falando que, se a história iria se repetir ou não, não cabia a eles saber, mas sim a Deus. O estranho é que um dos anjos fala ao outro após ouvir isso: “você sabe muito bem que ele detesta este nome”.
13 de novembro de 2006
HEROES
Outra grata surpresa que tive neste final de semana foi o de conhecer uma série muito bacana que ainda está no começo lá nos EUA. Chama-se HEROES, e é uma história sobre pessoas que de uma hora para outra descobrem-se dotadas de super poderes, como nos quadrinhos, e de como elas lidam com essas situações fantásticas. Sei que a premissa parece estúpida, mas acredite em mim quando eu te digo que a coisa toda é feita de maneira muito bem elaborada, sem recorrer a chavões dos quadrinhos. Assisti a todos os 7 capitulos que foram lançados até agora, e concordo quando dizem que no momento a única série que pode fazer frente a LOST é HEROES. De fato muito boa. Recomendo muito!
Mas comigo nem tudo são flores, não é meu chapa? Este final de semana foi mais um daqueles em que as coisas correram bem, em paz, graças a Deus. Mas há alguma coisa que me deixa desconfortável ultimamente, inquieto e apreensivo. Para ser sincero eu não sei do que estou falando, mas sei que tenho me sentido como que deslocado e com a sensação de que algo não está certo. Não sei é comigo, com o mundo ou com ambos.
Acho que tudo se deve ao fato de que eu não levo a vida que eu gostaria de levar. Não sou quem queria ser, e as vezes a gente fica meio frustrado com isso, sabe? Alguém pode até dizer que isso se deve a uma mente de caráter fraco, o que não vou negar. Infantil talvez. Adultos deveriam saber lidar com frustrações, não? De certa forma eu até lido bem com boa parte das frustrações pelas quais passo, mas é complicado quando você se olha no espelho e vê outra imagem diferente daquela que projetava antigamente.
Queria não ter uma mente tão fantasiosa. As pessoas que me conhecem me julgam criativo, mas ultimamente eu tenho me julgado um tanto quanto estúpido. Esta criatividade deve na verdade fazer com que as pessoas nunca me levem a sério de fato, mesmo me considerando alguém inteligente, capaz e interessante.
Eu sou nerd estranho que gostaria de ser um personagem de histórias em quadrinhos ao invés de ser quem é de fato.
Queria que algo de fantástico (fantásticamente bom, é claro) acontecesse em minha vida, como nos livros, filmes e histórias em quadrinhos. Mas essa coisa já aconteceu, mas pelo visto não da maneira que eu considero fantástica. Cristo me salvou e nada no mundo deveria ser mais fantástico do que isso. Então o que eu tenho, no fundo, é uma imensa deturpação de valores? Acho que nem precisa me responder...
Por fim, a Cris parece se sentir bem na Batista Memorial do Centenário (http://www.igrejabatistamemorial.com.br). Eu ainda estou naquela fase do "tanto faz". Não sei ainda se é lá que vamos congregar a partir de agora, mas definitivamente me sinto muito melhor lá do que na Bola de Neve Church, que é animada e tal, mas que não é a minha praia não.
13 de setembro de 2006
MAIS UMA
Eu já gostava de Galactica desde a versão original de 1978, a qual eu assistia quando era criança (então faz tempo). Mas este remake está demais! Com efeitos especiais muito bons e uma roupa nova na história, ficou muito bom. Para fãs de Sci-Fi como eu, que adoram naves espaciais e batalhas no espaço, é 100% diversão.
A série também está indo para a terceira temporada nos EUA, como LOST. Ainda estou vendo a primeira temporada, e espero ver a segunda a tempo de acompanhar a terceira nos mesmos moldes que eu já assisto LOST.
9 de maio de 2005
PERDIDO
A série está se transformando em um dos maiores fenômenos de audiência e crítica, e com mérito. Sua trama é muito misteriosa e gira em torno de eventos muitas vezes inexplicáveis, para não dizer surreais e sobrenaturais.
Tudo começa quando um avião comercial de passageiros, saíndo da Austrália com destino aos EUA, sobre um misterioso e violentíssimo acidente (o avião se racha em 3 partes em pleno ar). Para o espanto do telespectador, 48 pessoas sobrevivem ao mortal acidente quase sem ferimentos, de forma inexplicável.
Aos poucos vamos entendendo que existe um significado (não humano) por trás daquele acidente e por trás de cada evento bizarro que vai ocorrendo com os sobreviventes (como monstros gigantes que parecem haver na mata da ilha, tetraplégicos que voltam a andar e fantasmas que aparecem para algumas pessoas).
Algumas daquelas pessoas se desesperam, outras conseguem encontrar dentro de si mesmas uma força e determinação que nunca julgaram possuir. Todos aguardam uma equipe de resgate que parece que nunca os achará, e enquanto isso, perguntam-se calados o que aquela ilha tem de especial que encanta a alguns e faz outros morrerem de medo.
Gostei demais da série. Tem um roteiro muito bem amarrado, intrigante e inteligente, e está ocupando na minha preferência o vácuo deixado por ARQUIVOS X. Mas o que mais gostei foi a analogia... sim, encontrei analogia desta série com relação à própria vida.
Muitas vezes estamos voando tranqüilamente em nossas vidas quando algo horrível e que sabemos que muitos não encarariam acontece conosco, e sobrevivemos a isso mesmo sem entender o motivo. As vezes caímos em ilhas (situações) que são completamente desconhecidas, e perante isso alguns demonstram pânico, outros medo, e alguns a encaram com uma coragem e força que julgavam não possuir. Coisas insanas e estranhas acontecem, e ficamos esperando que alguém apareça para nos salvar, mas por fim somos capazes de entender que existe um motivo para que estas coisas aconteçam conosco.
Existe sim um motivo para que tenhamos que lutar, do por que passamos por problemas, muitas vezes sérios o bastante para acreditarmos que não tem saída para ele: Deus.
Deus permite que passemos por algumas coisas muitas vezes não para nos provar, como muitos gostam de pensar. Tão pouco por que goste de nos ver sofrendo. Ele faz isso por amor. Por que a luta e a dificuldade nos fortalecem e nos ensinam muitas coisas! Nos ensinam a sermos perseverantes em alguns casos, ou fortes, ou ainda, a sermos humildes, a nos quebrantarmos. Nos ensina a pedirmos ajuda, a derrubarmos barreiras que nós mesmos colocamos em nossos corações e vidas, a compreendermos o que não compreendíamos: que dependemos uns dos outros, que sozinhos não somos nada, e que Deus nos ama e está ao nosso lado. O que ele ensina a cada um é pessoal, pois cada pessoa é diferente e cada pessoa precisa aprender algo em específico.
Não estamos perdidos como pensamos que estamos. Se conseguirmos olhar em um patamar um pouco acima de nossos problemas, de nossas lágrimas e nossas dores, aprenderemos a confiar em Jesus e assim deixaremos de sermos perdidos para sermos salvos de fato.












