LUTE

Combata o bom combate da fé. Tome posse da vida eterna, para a qual você foi chamado e fez a boa confissão na presença de muitas testemunhas - 1 Timóteo 6:12

SE DEIXE TRANSFORMAR

Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus - Romanos 12:2

ACEITE O SACRIFÍCIO

Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna - João 3:16

VÁ NA CONTRA-MÃO

Converta-se cada um do seu caminho mau e de suas más obras, e vocês permanecerão na terra que o Senhor deu a vocês e aos seus antepassados para sempre. Não sigam outros deuses para prestar-lhes culto e adorá-los; não provoquem a minha ira com ídolos feitos por vocês. E eu não trarei desgraça sobre vocês - Jeremias 25:5-6

REFLITA A LUZ DE JESUS

Pois Deus que disse: "Das trevas resplandeça a luz", ele mesmo brilhou em nossos corações, para iluminação do conhecimento da glória de Deus na face de Cristo - 2 Coríntios 4:6

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14 de abril de 2008

MAS SERÁ O ABSINTO?

Ontem a noite vi no Discorvery Channel o especial “Impacto Final”, que demonstra com seqüências dramáticas os prováveis desdobramentos e eventos que decorrerão do impacto da Terra com um cometa/asteróide, basicamente feito de gelo e com 13Km de diâmetro, para efeitos de análise. Não se tratava portanto de Eros, o asteróide de 442Km² que é monitorado de (bem) perto pela sonda NEAR e que já se sabe ser de uma rocha duríssima. Este, pelos cálculos atuais, só vai bater na Terra entre 1,5 e 5 milhões de anos. Se fosse ele, os eventos mostrados no especial seriam fichinha...


Eu tinha alguma noção sobre o que provavelmente aconteceria, mas alguns eventos muito dramáticos eu nem sequer imaginava. Imagine que uma área de 800Km² em torno do ponto de impacto seriam totalmente devastadas, e que independente de onde fosse a queda, um tsunami global ocorreria, devastando todas as cidades costeiras.


Um pulso eletro-magnético inutilizaria permanentemente todos os componentes eletrônicos do mundo, de avançados computadores até as injeções eletrônicas dos carros. E então começaria a chuva. Uma chuva radioativa, tóxica e ácida devido à quantidade de detritos que o impacto teria arremessado na atmosfera.


Ai começaram a ocorrer as coisas que eu não sabia. Toda forma de vida que não tivesse encontrado um abrigo subterrâneo simplesmente morreria queimada. O que ocorreu é que, devido à grande quantidade de detritos arremessados pelo impacto na atmosfera, eles começaram a cair de volta no planeta. Mas a quantidade de detritos estava bem espalhada pelo globo (impedindo a passagem da luz do sol), e na queda, o material começou a queimar como qualquer outra coisa. Só que em uma escala dessas, esta queima elevará a temperatura da superfície da Terra a temperaturas extremas de até 300ºC, queimando todas as florestas e formas de vida desprotegidas no processo.


Quem tivesse sobrevivido a isso enfrentaria o inverso a partir de então. Depois do calor passar, a espessa nuvem de fuligem que cobriria todo o planeta impediria que a luz do sol entrasse, matando a pouca vegetação que teria sobrado dando lugar aos fungos, que cresceriam de maneiras nunca antes vistas, mas por pouco tempo. Sem aquecimento no planeta, uma nova era glacial se iniciaria, e seria muito mais intensa no centro das grandes massas de terra, ou seja: no interior dos continentes. Como a água retém temperatura, as regiões próximas ao mar (que haviam sido devastadas pelo tsunami) teriam temperaturas relativamente suportáveis, aonde os sobreviventes poderiam recomeçar a civilização.


As relações sociais seriam reestruturadas, levando a vantagem intelectual e técnica serem sobrepujadas pelas capacidades de sobrevivência básicas, como pesca, caça e força para proteger pessoas. A cooperação entre desconhecidos seria instintivamente vista como primordial, pois qualquer um compreenderia que sem cooperação não haveria sobrevivência.


O mais interessante é que, apesar de tudo isso, a humanidade teria uma grande base para não recomeçar do zero. As “ruínas” da civilização ainda teriam muito daquilo que é o bem mais precioso que se poderia preservar em uma situação como esta: conhecimento, seja em forma de livros, seja em mídia digital, cujos leitores, em um futuro não muito distante, poderiam ser arrumados ou re-fabricados.


O interessante é ver o que eu já imaginava: a humanidade entraria em pânico, e nenhum governo seria capaz de promover a retirada de toda uma nação, tão pouco seria capaz de dar a brigo adequado a todos. Como tentativas de retirada individuais tem uma probabilidade muito baixa de darem resultado, a maioria absoluta da humanidade sucumbiria. Mas assim como boa parte das formas de vida no mundo, não seria extinta. A natureza teria condições de se recuperar em um espaço de tempo muito menor do que o esperado, com um vigor inimaginável.



Para quem não sabe, Absinto é a "estrela" que o livro de Apocalipse diz que cairá na Terra no final dos tempos, após o toque da 3ª trombeta (seria a 3ª onda econômica que vivemos hoje?) tornando 1/3 das águas amargas (envenenamento radioativo/tóxico), matando aqueles que dela beberem.

14 de março de 2008

Cosmólogo recebe prêmio defendendo existência de Deus

Um padre e cosmólogo polonês que sustenta a possibilidade de comprovar matematicamente a existência de Deus é o vencedor do mais polpudo prêmio acadêmico do mundo.

da BBC Brasil

O professor Michael Heller, 72, de formação religiosa, com estudos em filosofia e doutorado em cosmologia, receberá em maio, em Londres, o prêmio Templeton, outorgado pela fundação homônima de estudos religiosos sediada em Nova York. O valor da premiação é de 820 mil libras esterlinas (cerca de R$ 2,87 milhões).

Os trabalhos mais recentes de Heller abordam a questão da origem do universo debruçando-se sobre aspectos avançados da teoria geral da relatividade, de mecânica quântica e de geografia não-comutativa.

"Vários processos no universo podem ser caracterizados como uma sucessão de estados, de maneira que o estado anterior é a causa do estado que o sucede", explicou o próprio Heller em um comunicado divulgado por ocasião do anúncio do prêmio.

"Ao questionar (a causalidade primeira) não estamos apenas falando de uma causa como qualquer outra. Estamos nos perguntando sobre a raiz de todas as possíveis causas", disse.

Ele rejeitou a idéia de que religião e ciência são contraditórias. "A ciência nos dá o Conhecimento, e a religião nos dá o Sentido. Ambos são pré-requisitos para uma existência decente".

"Invariavelmente eu me pergunto como pessoas educadas podem ser tão cegas para não ver que a ciência não faz nada além de explorar a criação de Deus."

Críticas

Alguns céticos atacam a Fundação Templeton por sua inclinação a favor de ideologias conservadoras da religião.

Um dos principais críticos à instituição é o biólogo evolucionista Richard Dawkings, que já descreveu o prêmio Templeton como "uma soma de dinheiro muito grande que se concede normalmente a um cientista disposto a falar coisas boas da religião".

Para os jurados, Heller mereceu o prêmio por desenvolver "conceitos precisos e notavelmente originais sobre a origem e as causas do universo, muitas vezes sob intensa repressão governamental".

A biografia do filósofo e cosmólogo polonês diz que ele foi perseguido sob a era soviética, cuja ideologia comunista abertamente atéia ia contra o perfil católico conservador dominante no país.

Heller conhecia o Papa João Paulo 2º, nascido polonês sob o nome de Karol Wojtyla, que personificou a reação da Igreja Católica contra o avanço do comunismo nos países do Leste Europeu.

"Apesar da opressão das autoridades comunistas polonesas a intelectuais e padres, a Igreja, impulsionada pelo Concílio Vaticano 2º, garantiu a Heller uma esfera de proteção que o permitiu alcançar grandes avanços em seus estudos", diz sua biografia.

Heller disse que usará o dinheiro do prêmio Templeton para financiar futuras pesquisas.



Bem, pela reação do Sr. Richard Dawkings, que é o tipo de reação que a comunidade científica costuma ter com relação a casos como este, não tenho mais nenhuma dúvida de que os papéis foram totalmente invertidos. Se antes a religião (cristão pelo menos) renegava a ciência, hoje é a ciência que renega a religião (cristã principalmente), mesmo que esta tenha se redimido quanto a sua ignorância no passado. E mesmo que esta se esforce para manter um diálogo na linguagem científica de fato.

O problema que eu vejo é que o ato de renegar a Deus por parte do meio científico me parece fruto não mais da lógica e da razão: já há tempos me parece ser apenas fruto do mais puro rancor. Rancor com o fato de que a religião desdenhava da ciência no passado, alegando que apenas ela era detentora da verdade suprema e absoluta. Coisa que todos nós já sabemos que nunca foi e nunca será de fato uma verdade. Porque por mais certeza que eu tenha da existência de Deus por exemplo, sei que nunca poderei conhecê-lo totalmente, somente partes dEle, e fazer suposições sobre as lacunas é uma grande besteira e arrogância.

A comunidade científica deveria se preocupar mais em descobrir e decifrar como as coisas funcionam e podem ser usadas (para o bem de preferência), e não tentar encontrar o sentido, a origem e o objetivo para elas, que está meio fora do campo de ação da ciência, sendo ao meu ver algo sob responsabilidade das áreas de antropológica, ética e filosofia, que são ciências, mas ciências focadas no tênue e incerto reino dos pensamentos, da mente e da alma.

Se ela (a ciência) pudesse se ater por exemplo ao funcionamento e compreensão do genoma humano, sem ficar declarando e supondo que ele é produto de milhões de anos de evolução... se ele é produto de evolução ou se ele foi criado divinamente por Deus, o que vai mudar a forma de construção e funcionamento dele? Nada!

Saber que o genoma humano tem relação com o genoma de todas as formas de vida do planeta é útil para estudar modelos mais simples e poder chegar a uma maior compreensão do que realmente interessa ( no exemplo, entender o genoma humano para melhorar a qualidade de vida da raça humana).

Mas ficar querendo fazer isso até uma suposta e improvável sopa orgânica que originou formas de vida unicelulares primitivas de maneira totalmente aleatórias... isso é se perder em falácias, porque não existe cientista no mundo capaz de provar estas argumentações de maneira coerente e definitiva (caso assim fosse, não haveria nenhuma discussão a respeito, certo?). Isso é ser rancoroso e tentar destruir algo que no passado foi seu inimigo, mas que hoje quer se tornar um aliado.

A ciência, neste aspecto, precisa rever seus conceitos. A tolerância e a complementação podem ser um caminho muito bonito a ser seguido no futuro. Pelo menos, creio que assim deveria ter sido desde o início. Se alguém errou primeiro, foi a igreja, a religião. De fato. Mas hoje ela reviu seus conceitos (em uma boa parte) e isso não pode ser justificativa para que a comunidade científica se comporte com o mesmo erro. Seria vingança... e a vingança, sendo um ato totalmente passional, desmoralizaria a frieza e a metódica lógica e razão das quais a ciência pelo menos se diz cativa.