Falando sério, estou preocupado mesmo e quero fazer ele parar com esse comportamento. O pior é que muitas vezes eu dou risada, e ele deve pereceber isso.
Em busca por certezas em um mundo de dúvidas
Combata o bom combate da fé. Tome posse da vida eterna, para a qual você foi chamado e fez a boa confissão na presença de muitas testemunhas - 1 Timóteo 6:12
Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus - Romanos 12:2
Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna - João 3:16
Converta-se cada um do seu caminho mau e de suas más obras, e vocês permanecerão na terra que o Senhor deu a vocês e aos seus antepassados para sempre. Não sigam outros deuses para prestar-lhes culto e adorá-los; não provoquem a minha ira com ídolos feitos por vocês. E eu não trarei desgraça sobre vocês - Jeremias 25:5-6
Pois Deus que disse: "Das trevas resplandeça a luz", ele mesmo brilhou em nossos corações, para iluminação do conhecimento da glória de Deus na face de Cristo - 2 Coríntios 4:6
Que delícia esse frio! Hoje de manhã estava fazendo 9ºC e de madrugada deve ter ficado abaixo disso! Adoro frio! E não estou sendo sarcástico. Eu gosto mesmo!

Não quero me deixar reclamar do Papito, mas fico preocupado de deixá-lo boa parte do dia sozinho no apartamento. Não tanto pelo que ele possa destruir, mas sim por causa da psique dele. Eu já tinha lido antes e voltei a ler hoje alguns sites que dizem ser o Jack Russel um cão não muito bom para apartamentos, ao contrário do que a criadora que arrumou o Xaveco pra gente disse. Prefiro confiar na criadora do que em um site escrito por sei lá quem. Ainda mais porque ela não ganhou nada com isso, afinal ele nos foi doado.
Queria ter uma casa com um quintal gramado de tamanho médio. Queria tem um bom espaço para deixá-lo correr e brincar. Mas não tenho e nem terei por alguns anos. E agora, tenho medo que ele não se adapte.
O pior: ele não se dá bem andando de carro. Enjoa muito. Ontem fomos no veterinário novamente (por conta do cocô mole que ele vinha fazendo fora do lugar normal, quase que sem controle), e ele deu um show de horrores no carro. Na ida, chegando na clínica, vomitou fartamente no pano em cima do banco traseiro, que cumpriu bem seu desígnio de "guardião do estofado". Chegando lá a veterinário o pesou (engordou 200g o safado, mesmo com todo aquele cocô) e constatou o que já suspeitava: giárdia. Está uma epidemia disso nos cães de Campinas.
A vacina de giárdia só vai rolar daqui a um mês mais ou menos com a 3ª dose da V10, e depois dela, um reforço por ano e ele fica livre desses vermes intestinais. Foram-e mais 100 reais, dentre remédio para giárdias e uma grade de xixi (pra ele não pisar nele e espalhá-lo pela casa).
Na volta, ele deu a segunda parte do show, que sempre é a mais poderosa. Ao colocá-lo no banco do carro, ele gemeu, arriou o quadril e soltou o barro mais fétido e molenga da história. Com o guardião ferido em bravo combate, o estofamento recebeu todo o impacto do golpe, e morreu sem nem gritar. Eu quase pirei, seja pelo fedor, seja pelo estofamento agora morto. OK, sei que ele não teve culpa nessa, ele não esta conseguindo segurar nem em casa por causa da giárdia, quanto mais esperar chegar em casa. Mas quer foi horrível, foi.
A Cris limpou o ex-banco e arrumou um dos refis da grade que compramos (absorvente) para colocá-lo em cima. Ainda bem, porque na metade do caminho, ele gorfou o resto de comida que tinha guardado no estômago justamente para o “grand finale”, ou bis. Após isso, totalmente desnorteado, dormiu até chegarmos em casa. Pensava que, chegando lá, ele ficaria de bode por um tempo, mas tocando o chão do apartamento, imediatamente se recompôs e passou a se comportar como se nada tivesse ocorrido, querendo brincar e tal, como se estivesse dizendo "espero que tenham entendido o recado, agora vamos brincar?".
O que chegamos à conclusão é que vai ser muito complicado passear com ele. Próximo a nossa casa não existe muitos lugares bons para ele passear (sei lá, de casa à casa do meu irmão, ou um pouco mais do que isso), e pelo visto ele ficará restrito a esta área pelo seu enjôo no carro, que usaríamos para deslocá-lo a outros lugares melhores.
Novamente: quero dar a ele o melhor, mas venho me sentindo incapaz de cuidar dele direito. Um quintal grande em uma casa próxima a bons locais para ele passear me deixariam 100% tranqüilo com relação a isso. Pelo bem dele e não meu.
Parece que o Xaveco vai ser um assunto constante aqui agora, afinal ele não para quieto e sempre faz alguma coisa memorável todos os dias.
O Papito deu uma pequena trégua neste final de semana. Achamos que foi devido à considerável queda de temperatura que ele ficou sonolento a beça, sendo um cãozinho bem comportado. Como ele foi bonzinho e no sábado eu fechei a parte de baixo da nossa cama (de forma que ele não pudesse mais entrar no forro para zoar como vinha fazendo nos últimos dias) deixamos ele dormir na porta do quarto de novo com a porta aberta. Ele adorou e dormiu a noite todinha.
Já de ontem para hoje, tivemos que fechar a porta de novo. Ainda sofrendo do “jet lag” que todo filhote mamífero parece apresentar no começo de sua vida, ele se levantou, alegre e saltitante, exigindo que brincássemos com ele... de madrugada. Não vi que horas eram, mas devia ser algo entre 4 e 5 da manhã.
Como eu havia combinado com a Cris que esta semana era a vez dela ser a vilã (aquela que dá broncas pesadas e palmadas nele), eu penas me virei e continuei a dormir. Ouvi ela mandando ele ficar quieto, colocando-o em sua caminha e fechando a porta. Ele começou a chorar de leve, e ignoramos. Logo parou.
O Xaveco é muito sacana quando quer. Tem feito cocô fora do lugar as vezes e não sabemos se é de bronca por causa das comidas de toco que damos nele por causa de seus maus hábitos ou se ele está com dor de barriga e não tem tempo de ir até o banheiro (minha esposa vai ligar pra veterinária dele hoje). O fato é que ele continua a apresentar aquele mesmo comportamento cabeça dura e teimoso, que eu fico repetindo para mim mesmo que vai sumir quando ele tiver seus 10 ou 12 meses.
Outra coisa que eu não entendo é porque ele fica louco para morder meu rosto e minha boca. Pensei que ele queria apenas lamber, e deixei que ele se aproximasse de minha bochecha. Levei uma série de mordidinhas velozes e doloridas, iguais a aquelas que ele nos dá nas mãos quando tentamos brincar com ele. Fiquei bem bravo, é claro. Mas ele continua a mirar minha boca... será que eu estou com bafo e ele pensa que é comida?

Quando observo as coisas que o Xaveco foi capaz de fazer nesta primeira semana em casa não posso deixar de pensar no livro “Marley e Eu” (que aliás está sendo filmado com o Owen Wilson no papel principal). Não li, mas sei como é a história de tanta gente que leu e me contou.
É preciso entender que filhotes são como crianças: não tem hora certa para ter sono e muito menos para querer fazer folia. Como ontem, por exemplo. Plena meia-noite e meia ele surtou. Conseguiu rasgar o forro da parte de baixo de nossa cama e se enfiou lá dentro, correndo por dentro do forro como um maluco. A Cris até chorou de nervoso por não conseguir fazê-lo sair (afinal ela ainda não está 100%). “Mardito” cachorro (mardito no bom sentido, é claro).
Ok, eu consegui tirar o Papito (é o apelido dele) de lá, e ele entrou de novo! Tirei novamente, e vendo que ele ia entrar outra vez, eu o peguei e o fiz entender as coisas como elas são: o mundo é cão, e não ia deixar de ser cão para um cachorro, mesmo que filhote. Não o machuquei, mas ele ficou assustado com as palmadinhas (afinal ainda é filhote) e com a fala brava. Tanto que pela primeira vez nesta semana ele dormiu fora do quarto e com a porta fechada sem reclamar (muito). Nas duas tentativas que fez de ficar chorando alto, eu fui lá e refresquei a memória dele.
Ele estava de bode. Tava na cara que ele tinha se tocado que estávamos putos com ele por causa daquela bagunça, por causa de uma atitude que nós não queremos mais ver nele. Hoje de manhã ele levou mais um gelo, e ao sair, vi como ele estava meio constrangido.
Sei que ele tem necessidades como qualquer outro ser vivo, e nós, como donos, queremos muito supri-las. Não é só dar água, ração e um carinho de vez em quando. Ele precisa brincar, correr, morder, pular, cavar e bagunçar. Precisa de muita educação também, e assim como crianças, educar é um trabalho de tempo integral e por muitas vezes difícil e desestimulante. Mas ao mesmo tempo os Jack Russel, por mais maravilhosos e inteligentes que sejam (e eles são mesmo), são cães muito teimosos que ficam testando a paciência do dono, ultrapassando todos os limites em certas ocasiões. É preciso saber como fazer as coisas com eles.
Todos os criadores são unânimes: eles precisam de donos que sejam extremamente firmes com eles para que sejam bons cães ao virarem adultos, caso contrário o cão vai deitar e rolar, e vai ser um eterno fanfarrão que só dá trabalho e dor de cabeça, sendo que um cão deve dar é alegria e amor. É preciso ter um coração de pedra com eles em algumas situações como esta, vencendo aquele olhar meigo que esconde por trás um enorme potencial para confusões. É para o bem dele mesmo, afinal.
Ele ainda precisa tomar mais 3 vacinas para poder sair de casa sem maiores riscos para sua própria saúde. Até lá, vai ser uma batalha, porque ao poder sair, pretendemos cansá-lo bastante com as caminhadas e com a sobrecarga de estímulos visuais e principalmente olfativos.
Sobre suas artes, lá em casa o Papito já detonou o forro de baixo da cama (como eu já disse), está se entretendo roendo o canto de um vaso de plantas que fica ao lado do aquário (é de plástico), não terá deficiência de ferro porque adora mascar o pé das cadeiras de aço da sala, sem contar as sucessivas tentativas de comer as lombadas dos livros que ficam próximos ao chão (a gente está tentando ver outros lugares para guardá-los) e de mascar nossos dedos com cada vez mais força (o que brigamos feio com ele para que pare logo).
Roupas com fios pendurados são como imãs para os dentes dele. Adora rasgar e comer jornal e papelão, e faz de tudo para subir no sofá (e pelo menos isso ele AINDA não conseguiu fazer). Qualquer coisa que caia no chão próxima a ele vai para sua boca, e pelo menos assim conseguimos treiná-lo para nos deixar tirar coisas de sua boca.
Enfim, é um cachorro como outro qualquer, mas ligado no 220. Paciência para lidar com ele nos momentos de má-criação é fundamental, mas como aquela frase atribuída a Che (e muita gente duvida que ele disse mesmo isso), “Temos que endurecer, mas sem jamais perder a ternura”.
Assim, como a tempos ela choramingava por um bichinho de estimação (um cachorro), resolvi arriscar algo e tentar arrumar um para nós. Cães tem um grande poder terapêutico, ainda mais em pessoas como minha esposa, que amam cachorros.
Queríamos um Welsh Corgi Penbroke, como já relatei aqui antes. Mas era impossível devido ao preço. Observávamos então outras raças que poderiam se adaptar à vida em um apartamento, e chegamos ao Jack Russel.
O preço do filhote era metade do de um Welsh Corgi, e mesmo tendo temperamentos bem diferentes entre si (o Welsh Corgi é sossegadão e meio bonachão enquanto que o Jack Russel é ativo e adora exercícios), entendemos que ambos poderiam se adaptar bem conosco.
Como o valor ainda era alto para nosso orçamento(sabe como é que é o primeiro ano de casamento né... pagamento de cozinha, armários, cadeiras, etc) e como só teríamos tempo para dar atenção ao cãozinho e sua adaptação inicial conosco em nossas férias, havíamos resolvido esperar pelo final do ano. Mas o estado emocional de minha esposa estava piorando, mesmo com a licença.
A psicóloga dela havia lhe dito para não ficar sozinha em casa durante o período, sob pena de piorar seu estado. Como os amigos dela estão todos trabalhando, assim como eu, ela não tem tido outra opção a não ser aquela que haviam lhe recomendado não fazer. O resultado foi que ela piorou um pouco.
Como ela vai deixar as aulas no Estado e vai ficar com as aulas só no SESI (pelo menos nos próximos meses), o fator tempo deixou de ser um problema, mas por outro lado o fator dinheiro se tornou mais problemático ainda, devido ao corte em nosso orçamento. O que fazer então?
Entrei em contato com a Antonella, uma criadora da raça Jack Russel, dona de um canil em Tatuí. Minha esposa havia conversado com ela tempos atrás para obter informações sobre o Jack Russel, e ela foi muito atenciosa (a mais dentre todos os criadores que consultamos). Resolvi contar a ela a situação pela qual eu e minha esposa estávamos passando, e vendo que o website do canil dela se encontra com um design não muito moderno, fiz uma proposta a ela: fazer um website totalmente novo para ela em troca de um desconto na compra de um filhote.
Sinceramente eu não sabia se ela aceitaria isso. Não esperava necessariamente caridade dela, mas sim uma troca, desde que um novo website fosse vantajoso para ela. Esperei a resposta, e ela me surpreendeu totalmente, assim como Deus surpreendeu também.
Ela ficou sensibilizada com nossa história, e estava a procura de um filhote para nos doar. Um amigo dela, o Elcio, de quem ela já havia comprado alguns reprodutores de seu canil, tinha um filhote sobrando de sua última ninhada.
Como este filhote não tem pedigree (o registro) e ainda falta as doses restantes da vermifugação e demais vacinas, além de não ter as cores esperadas pelo padrão da raça (ele é branco e preto), estava complicado vendê-lo. E ele precisava dar um destino ao filhote logo, pois vai viajar por um tempo. Então, ao saber de nossa história, ele se dispôs a doá-lo para nós! Bastava que fossemos pegá-lo lá em São José dos Campos até o final deste mês de maio. A surpresa de Deus foi esta: de alguma forma, ter guardado ele para nós. Tudo se encaixou! Olha ele ai:
Quando minha esposa soube, chorou de alegria. Ela queria muito um cãozinho, e agora teremos um, lindo lindo lindo! Seremos ternamente gratos à Antonella e ao Elcio por este gesto, final eles vivem de vender estes filhotes e doar um não é algo comum, creio eu. Da mesma forma, seremos eternamente gratos a Deus por esta providência e a este cãozinho que vai entrar em nossas vidas. Sabemos que ele nos dará muita alegria, e esperamos dar a ele muito amor e carinho, além de todos os cuidados necessários a seu bem-estar físico e emocional.
O nome dele? Eu me dei o direito de escolher. Havia começado como “Angel” mas creio que nunca iriamos chamá-lo pelo nome. Resolvi dar um nome divertido e gostoso de falar: Xaveco. Porque? Ora essas, porque ele é fruto do maior xaveco que eu já passei até hoje!
A Antonella disse que não precisava me preocupar de fazer um novo site para ela, mas vou fazer sim, e de graça. Preciso agradecê-la de alguma forma, e isso é o mínimo que posso fazer.

Eu já vinha pensando na raça Welsh Corgi há um bom tempo. Sempre pensei que, se fosse para ter um cachorro, que fosse um destes. Por ser muito parecido com uma vira-latas que eu tive há muito tempo e da qual gostava muito, a Duska, eu sempre fiquei de olho neste cachorro que, aliás, é bem difícil de achar no Brasil, infelizmente. E quando se acha, parece que é bem caro.
Mas diga a verdade: não é o cachorro mais bonitinho que você já viu? Parece uma raposinha comprida! Ele tem tudo de bom pra viver em apartamentos, sem dizer que é muito dócil, inteligente e late pouco. Além de ser daquele tipo de cachorro que adora ficar no seu colo no sofá enquanto você vê um filme.
Outra raça que uma veterinária amiga de minha esposa indicou, e que por mais incrível que pareça se adapta muito bem em apartamentos, é o Whippet. Como um cão velocista pode se adaptar a um lugar pequeno?
É claro que em ambos os casos tem que sair com o animal para dar uma volta, se possível, todos os dias. Mas o whippet tem o instinto de correr, afinal o corpo dele é feito pra isso. Ou seja, teria que arrumar um lugar aberto pra ele dar uns piques as vezes.
Além do mais, é um cachorro que conheço bem o temperamento brincalhão e dócil: a Lua, vira-latas que a gente tem lá na casa da minha mãe, deve ser no mínimo 75% whippet, pois o formato da cabeça, o corpo esguio, magro e musculoso são iguais, e ela adora correr e pular como um bom whippet (e como ela pula alto!).
Mas não adianta: o que eu quero mesmo é um Welsh Corgi. Nem que leve alguns anos, ainda hei de ter um.