LUTE

Combata o bom combate da fé. Tome posse da vida eterna, para a qual você foi chamado e fez a boa confissão na presença de muitas testemunhas - 1 Timóteo 6:12

SE DEIXE TRANSFORMAR

Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus - Romanos 12:2

ACEITE O SACRIFÍCIO

Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna - João 3:16

VÁ NA CONTRA-MÃO

Converta-se cada um do seu caminho mau e de suas más obras, e vocês permanecerão na terra que o Senhor deu a vocês e aos seus antepassados para sempre. Não sigam outros deuses para prestar-lhes culto e adorá-los; não provoquem a minha ira com ídolos feitos por vocês. E eu não trarei desgraça sobre vocês - Jeremias 25:5-6

REFLITA A LUZ DE JESUS

Pois Deus que disse: "Das trevas resplandeça a luz", ele mesmo brilhou em nossos corações, para iluminação do conhecimento da glória de Deus na face de Cristo - 2 Coríntios 4:6

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16 de fevereiro de 2004

SAMURAIS DE DEUS

A algumas semanas vi o filme "O Ultimo Samurai", com Tom Cruise, e posso dizer que é um dos melhores, se não o melhor filme da temporada. Sou aficionado pela história japonesa a alguns anos (devido ao meu amor pelo anime e manga), e gostei muito do que vi no filme: um respeito muito grande à como as coisas de fato eram naqueles anos turbulentos do período pós restauração Meiji.

No filme vi algumas coisas com as quais tracei um paralelo na vida cristã. A história fala sobre o capitão do exército norte americano Nathan Algrey, capturado pelos samurais (que admiraram sua bravura e batalha e o pouparam da morte), que carrega um sentimento de culpa e remorso tremendos em seu coração, devido ao que fez no passado. Era um homem sem honra. Afundava-se na bebida para esquecer dos horrores que fez contra nações indígenas nos EUA, e uma vez capturado pelos samurais se viu obrigado a encarar a realidade e enfrentar seu passado. Da mesma forma que o ser humano tem que encarar seus pecados e reconhecê-los para se arrepender dos mesmos e pedir perdão à Deus, alcançando assim perdão real.

O capitão passa então por um longo processo de redenção, que inclui muitos estágios, todos eles envolvendo, de alguma forma, a sua humilhação e conseqüentemente o aprendizado da humildade e do reconhecimento de suas falhas (assim como a descoberta de que ele tem que fazer algo para mudar sua vida, que tem que tomar uma atitude para restabelecer sua honra, o que seria o mesmo que restabelecer nossa comunhão com Deus através do nosso arrependimento e entrega de vida à Jesus Cristo). Ele teve que mudar, tomando uma decisão, e foi fiel à ela até o fim, assim como nós devemos ser fiéis à nossa fé em Cristo até o fim, não importa o que aconteça nem o que nos digam.

Nesta jornada de redenção, o capitão deve tomar algumas atitudes que todo aquele que diz acreditar no Senhor e de fato crê também deveria tomar. A mais marcante delas, ao meu entender, é sem dúvida nenhuma a perseverança. O capitão parece ser um homem feito de terra e ferro. Nada é capaz de pará-lo, ele não se intimida com nada, nem mesmo com o perigo da morte (assim como os crentes devem ser em sua fé em Cristo).

Um exemplo mais explicito da perseverança do capitão Nathan no filme foi quando ele estava treinando luta de espada com um garoto. Um dos samurais, que era um dos líderes daqueles guerreiros e que não gostava nada de Nathan, pega então a espada de madeira do garoto, e dá uma surra no capitão, que vai ao chão naquela terra lamacenta, que assim estava devido à forte chuva que caia naquele momento. O samurai lhe dá as costas, achando que ele está derrotado, mas o capitão, mesmo com muita dor, se levanta e se põe em posição de guarda para tentar novamente derrotar seu inimigo. O samurai o derruba de novo... e o capitão se levanta outra vez! Isso acontece umas 4 ou 5 vezes, até que Nathan perde os sentidos. Mas algo estava demonstrado ali: ele não desistia mesmo sabendo que não tinha forças por si mesmo de vencer. E isso fez os samurais o respeitarem cada vez mais.

Sua perseverança era a sua arma, e era também o que lhe dava seu ar heróico. Da mesma forma a perseverança deve ser a marca registrada do crente, que a deve usar como uma arma na boa batalha do Senhor, afinal, como li em um livro certa vez, todo crente nasce com a tarefa de ser um herói, a imagem do maior herói da história humana, que é Jesus.

Assim sendo, devemos ter perseverança na nossa fé e amor por Jesus. Mas assim como Nathan, podemos insistir também em derrotar o inimigo com nossas próprias forças. Se assim fizermos, nosso destino é sempre a lama. Só o Senhor pode derrotar o inimigo,seja nos capacitando por meio de seu amor, seja nos protegendo com seus anjos. Se podemos derrotar o inimigo, não é devido à nossas próprias forças, mas sim graças ao poder supremo de Deus. Nossas batalhas pertencem ao Senhor.

Dentre tantas outras coisas que vi no filme, mais uma me chamou bastante a atenção, que é o fato do líder dos samurais (Katsumoto) falar à Nathan, em certa hora do filme, que a busca pela flor perfeita pode consumir todos os anos de uma vida, mas que ainda assim aquela vida não teria sido desperdiçada. No momento de sua morte, no final do filme, Katsumoto observa uma cerejeira repleta de flores (sakuras), e exclama, em suas ultimas palavras, que todas elas eram perfeitas.

Algumas pessoas podem ter entendido que somente aquelas flores em específico eram perfeitas e que ele teve a felicidade de contemplá-las no instante de sua morte, realizando assim um grande objetivo pessoal em sua vida. Mas pensando de uma forma mais subjetiva, eu entendi aquela cena como uma forte apologia à crítica do conceito humano da perfeição.

Entendi que aquele homem, no momento de sua morte, ao olhar para aquelas flores, percebeu que na verdade não haviam flores imperfeitas. Todas elas eram perfeitas em si mesmas, pois a natureza, criada por Deus, é perfeita. Desta forma, ele ficou muito mais feliz ainda. Assim como aquele homem perseguia a flor perfeita (isso é subjetivo, é uma nuance da filosofia oriental japonesa), nós seguimos a perfeição de várias coisas em nossas vidas. Como ele, devemos perceber que tudo o que acontece na vida daqueles que amam ao Senhor é perfeito. Não existem flores imperfeitas assim como não existem eventos imperfeitos na vida daqueles que amam ao Senhor. Pois a vontade Dele é seguida e tudo o mais que nos acontece é para o nosso bem, mesmo que sejam coisas que não possamos compreender como boas naquele momento.

Os caminhos de Deus podem, muitas vezes, não ser compreendidos pelo homem, mas eles não deixam de ser perfeitos assim mesmo. Da mesma forma foi com esta história, onde acontecem muitas coisas aparentemente ruins com Nathan, mas que no final se mostraram boas, pois sem elas, ele não teria se tornado o homem que se tornou ao final do filme. Ele não teria recobrado a sua honra.

Existem outros pontos em que notei semelhanças com o modo de vida cristão neste filme, como a dependência e amor que eles tinham para com suas espadas (e nós para com a nossa espada, a Bíblia), o treinamento e convívio constante que tinham uns com os outros (para crescermos na fé só a exercitando e convivendo com os irmãos em comunhão) e sua própria força de fé e falta de medo da morte.

Mas isso não está atrelado ao filme apenas, mas sim ao modo de vida dos antigos guerreiros samurai (que infelizmente eram todos budistas ou shintoístas) mas que tinham um conjunto de valores (bushidô) que tinha muitos aspectos semelhantes aos valores cristãos. A começar por seu próprio nome. A palavra "samurai" como já sabia antes e revi no filme, significa "servo" ou "aquele que serve a alguém". Assim como eles, somos servos, não de homens (shoguns e imperadores no caso deles), mas sim de Deus.

Vendo o amor, perseverança, dedicação e desprendimento com que os samurais (não só no filme mas muito mais dentre os verdadeiros e históricos samurais que conhecemos nas páginas da história nipônica), não tenho dúvidas em dizer que quero ser um samurai também. Um samurai cujo senhor amado é Deus, e apenas Deus. Um Senhor por quem não tememos dar a vida, pois ele já a deu para aqueles que em Jesus crêem.

9 de fevereiro de 2004

MAIS UM RELATÓRIO

Sábado retrasado eu assisti ao Ultimo Samurai com minha noiva. Ia escrever um texto bem extenso sobre algumas comparações que eu havia traçado entre o modo de vida que os Samurais levavam e o modo de vida que um cristão deve ter, mas desisti por que o texto estava muito grande, e quem o lesse poderia ficar meio confuso quanto ao que eu de fato queria dizer.

Hoje recomeçam minhas aulas na faculdade. Este ano é, na teoria, o ultimo (aleluia!). Ano que vem terei que fazer mais um semestre para matar uma ultima matéria, mas isso é de menos. Este vai ser um ano desafiador, mas desde agora já o deposito nas mãos do Senhor. Terei muitos desafios e sem Jesus não conseguirei fazer nada. Haverá as matérias comuns, o projeto final (que vai me consumir muito fosfato e neurônios meus e da minha equipe), os trabalhos no fanzine Tupiniquim (nos quais coloco meu coração, pois curto de montão mangá e animê e nunca escondi que sonho em ser roteirista profissional um dia), e os trabalhos na igreja, além do meu próprio serviço. Entende o que eu digo quando afirmo que sem Jesus não dá pra fazer nada? Não dá mesmo...

Ontem fiz a prova da IM@ (segunda fase). Se eu passar e conseguir ser aprovado para trabalhar lá, eu consigo me casar ano que vem! Olhe só que coisa boa! Mas não sei se fui bem nas provas.

Está nas mãos de Deus, dei o meu melhor! Se for da vontade dEle que eu entre, entrarei... gosto do CpqD, e muito! Mas infelizmente preciso de um emprego em que eu ganhe razoavelmente bem para quitar minhas dívidas com a PUCC, terminar minha faculdade e ao mesmo tempo ter a possibilidade de sonhar e efetivar meu casamento com a Cris. Além de tudo, na IM@ é concurso público, e como concursado terei uma certa estabilidade, que é o que preciso para ter segurança de me casar, ter filhos, etc.

Sei que a segurança que temos que ter é Deus. Tenho esta segurança, mas creio que Deus me deu discernimento para saber quando devo casar ou não. Ele me dará subsídios que possibilitem isso de uma forma tranqüila e segura, segurança esta dada por Ele devido ao seu amor por mim e por seu nome, e não obtida por mim.

Quando o resultado sair, com certeza postarei aqui, mas seja lá qual for, o que me importa é que a vontade de Deus seja feita. Ele sabe que quero me casar, que quero realizar uma série de coisas. Está tudo nas mãos dEle. Ele sabe o momento certo, assim como sabe se algo deve ou não acontecer. Casar com a Cris eu tenho certeza que vou. Estou tranqüilo quanto a isso. Resta me saber a data. Por mim, podia ser agora mesmo, mas o tempo de Deus não é necessariamente o tempo dos homens.

Por ultimo, quero declarar que desisti de escrever aquele livro de ficção científica que eu havia falado que estava escrevendo. Na altura da página 60... eu estava preso em uma parte da história em que não encontrava saída, e tinha percebido que este tipo de trama não atrai muitas pessoas no país, mas tudo bem. Desta vez, a história que eu estou começando a escrever tem um conjunto muito bom: estou gostando dela, está divertida e ao meu entender é uma história que o povo gosta de ler. É mais próxima da nossa realidade, tem a ver comigo e vai me dar a oportunidade de conhecer muitos países do mundo, mesmo que através da Internet. Creio que este, desta vez, eu termino. A própria trama me obriga a tal. Está curioso? Espere + ou menos 1 ano para que eu a termine...

1 de fevereiro de 2004

NO MINISTÉRIO DE LOUVOR

Ontem comecei a participar dos ensaios da equipe de louvor de Nova Canaã. Levei meu contra-baixo e meu cubo, e fiquei tocando com fones de ouvido enquanto o Bruno, baixista oficial, ia ensaiando. A idéia é que como eu estudei pouco de música (tive que parar de fazer aulas ano passado por falta de dinheiro, assim como Kung Fu, assim como os planos de casamento), deverei ficar ali, com fones, me aperfeiçoando até que eu esteja com um conhecimento adequado do instrumento e possa louvar à Deus adequadamente com meu instrumento. Isso me deixa muito feliz! Principalmente por que desta forma eu vou me sentir mais seguro. O Rubinho (ministro de música) até brincou sobre minha segurança. Ele disse que, me conhecendo como me conhece, que no máximo em 3 anos eu estou tocando com o pessoal... ^_^ eu ia dizer que ele estava, obviamente exagerando... poderia botar mais uns 2 anos neste prazo!

Ontem, mesmo sendo o primeiro dia, eu gostei muito, mesmo me sentindo um pouco deslocado (o que no final do ensaio desapareceu, graças à Deus)! Das 3 músicas que tocamos havia uma bem fácil que consegui tocar normalmente. Outra era mais ou menos fácil, eu consegui tocar também (mas fora de compasso, sou ruim para marcar ritmo) e a terceira, um sambinha, eu me embaralhei todo... vou ter que trabalhar muito em cima disso para poder tocar adequadamente, mas estou disposto a dar o meu melhor.

Tenho a consciência de que não vou estar ali para aparecer, ou mostrar aos outros que eu sei tocar (seria uma mentira) ou por que eu simplesmente gosto de tocar (o que é verdade). Vou estar ali para louvar à Deus e levar a congregação à uma adoração genuína. Portanto, a responsabilidade é enorme mesmo, tanto para com os irmãos quanto para com Deus.

Com isso, serão 3 trabalhos que terei na igreja este ano: evangelismo, o website da igreja (que eu quero terminar o quanto antes, estou me sentindo mal, como se eu tivesse enrolando muito para fazê-lo) e a equipe de louvor. Espero que isso seja da vontade de Deus, e não só minha. E que Ele me ajude a desempenhar estas atividades adequadamente, não para minha satisfação, mas para a glória e amor Dele.

26 de janeiro de 2004

QUANDO PASSAMOS PARA A ETERNIDADE

Hoje pela manhã faleceu uma jovem irmã da minha igreja. A Simone tinha 28 anos e estava em Nova Canaã desde criança. Semana passada foi internada e entrou na UTI com suspeita de Dengue Hemorrágica ou Leptospirose. Nossa igreja se uniu em oração ao Senhor, levantando um clamor. Intercedemos por ela em várias ocasiões, tanto separadamente quanto coletivamente. Nos reunimos para orar na casa do Pr. Rubem e do Rubinho, nos reunimos no templo... mas ela faleceu, e de uma doença até o momento desconhecida. Nenhum exame consegui detectar o vírus ou bactéria que lhe causou esta infecção mortal.

Muitas pessoas poderiam agora olhar para nós e dizer que oramos em vão, ou que Deus não nos ouviu. Oramos, é verdade, pela recuperação total da Simone. Era o nosso desejo que ela estivesse sã agora mesmo. Mas oramos, acima de tudo, para que a vontade de Deus se realizasse, este desejo estava acima de qualquer outro. Caberia à Deus decidir o que seria melhor. E temos certeza de que a vontade Dele se realizou. Para a sua glória e para nossa benção. Ou seja, ele ouviu sim a oração de seus filhos. Ele sempre as ouve.

Sentiremos muita saudade da Simone, mas acima de tudo, sabemos que agora ela está com o Senhor. Sua morte, mesmo trágica, teve um significado muito importante no plano de Deus. Podemos, é verdade, não compreender o motivo agora, devido à nossa ignorância humana. Mas os caminhos de Deus são mais altos que os caminhos dos homens. São caminhos perfeitos cujo significado está aquém da compreensão humana. Portanto, ficamos felizes por que a Simone foi fiel ao que Paulo disse: quando nos entregamos à Jesus, passamos a viver para Cristo, assim como quando morremos, morremos também para o louvor e glória de Jesus.

Como a morte de uma pessoa poderia servir para a glória de Deus? Bem, a simples atitude que seus pais tiveram, de orarem por sua filha e também orarem por algumas pessoas que estavam lá naquele leito de hospital junto à sua filha (sendo tão fortes em sua fé), ou a atitude das pessoas mais próximas à ela, criadas como irmãs, que mesmo diante de tanto sofrimento, glorificando à Deus! Este testemunho para as pessoas crentes e não crentes foi uma benção, assim como a própria união que a igreja teve nestes dias. Tudo teve seu significado, tão ou mais maravilhosos do que estes que aqui citei.

A Simone não morreu. Sua carne jaz inerte nesta terra, mas seu verdadeiro eu, livre das paixões deste mundo, agora habita com o altíssimo, na glória de Cristo. Ela vive com Deus e eternamente estará no lugar ao qual tanto desejamos também. Vamos nos reencontrar no paraíso e cantar louvores ao Rei Jesus eternamente por sua bondade. Ele morreu na cruz pela Simone, ela aceitou e compreendeu isso, portanto não foi julgada, e passou da morte para a vida eterna. Glórias à Deus por isso! Glórias à Deus por que a Simone é crente em Jesus Cristo. E note que eu disse que ela é, e não era. Ela é e será para todo o sempre!

19 de janeiro de 2004

DIÁRIO

Novamente a demora. Escrevi uns 3 ou 4 posts para colocar aqui, mas vários motivos me impediram de postá-lo. Eram tópicos bons, mas achei melhor, agora que tive tempo de publicar aqui, escrever outra coisa. Nada de tão pesado. Na verdade, é mais um relatório do que vem acontecendo comigo nestes dias. Nada demais, coisas bem normais e que tem me acariciado e me machucado a alma.

Nunca deixei de amar minha noiva, este blog é prova cabal desta afirmação. Por mais briguinhas que possamos ter, sempre a amei e sempre vou amá-la. Mas nos últimos dias não sei o que está acontecendo, a saudade que sinto dela está muito maior (provavelmente foi a viagem dela). A vontade de estar ao lado dela está crescendo cada vez mais. O desejo de abraçá-la está gigantesco. Me dói ter que ficar a semana toda longe dela. Além de amá-la demais, também estou completa e perdidamente apaixonado por esta mulher. Hoje de manhã, quando vim trabalhar, fui beijá-la em seu quarto, e vê-la ali, deitada, dormindo toda enrolada nas cobertas, foi uma visão suficientemente boa para me deixar feliz o dia todo.

Temos orado constantemente para que possamos nos casar logo, e é atualmente meu maior desejo. Oro por isso a mais de dois anos. Uma das conquistas para viabilizar meu casamento com a Cris será a minha conclusão da faculdade, que se tudo der certo, ocorrerá neste ano (orem por mim). Outra coisa é um emprego descente para mim, onde eu ganhe o suficiente para termos um padrão de vida ao menos igual ao que temos hoje, o que não ocorre atualmente. Mas Deus sabe o que faz. E mesmo sofrendo assim, ainda tenho minha noiva ao meu lado nos finais de semana, e o importante é que a vontade Dele seja feita e não a nossa. Ele sabe o que é bom. A Bíblia diz que sua vontade é boa, agradável e perfeita. Ele sabe o que eu necessito e o que minha noiva necessita, mas se ainda não nos deu isso, é para o nosso bem, disto tenho certeza.

O website da Nova Canaã, que eu estou projetando atualmente, está começando a tomar forma. Ontem tive um primeiro contato dele com algumas pessoas da diretoria da igreja e a impressão geral foi boa. Algumas modificações foram sugeriras (coisa básica) e creio que em breve ele possa tomar uma forma mais apurada e assim possa ser colocado no ar. Obviamente, quando isso ocorrer, eu coloco o link aqui, mas acho que vai demorar um pouco ainda...

A primeira reunião, na semana passada, do ministério de evangelismo só contou comigo e com o Miltom, coordenador e diretor do grupo. Isso oficialmente, pois haviam mais a minha noiva e o irmão Lucas, que foi abrir o templo para nós.Terça feira (amanhã) teremos um repeteco desta reunião, e esperamos que os demais membros da equipe venham (foi feita outra convocação no culto de ontem a noite). Estou empolgado com este trabalho, mas os outros também que estar empolgados.

Fora isso, ainda ocorrem coisinhas que me chateiam (afinal o próprio Jesus disse-nos que teríamos aflições neste mundo, mas sei que o que ele disse também, para que nós não temêssemos e confiássemos nele, é a verdade na qual me apóio). Uma destas coisas é minha timidez e sentimento de inferioridade, que vem fazendo um tremendo estrago comigo. Tem algumas pessoas na igreja das quais eu realmente gostaria de ser bastante amigo. São várias, mas vou dar o exemplo de duas, basicamente: o Rubens, ministro de música, e o Marcinho, que é jogador de futebol no São Caetano. Não tem nada a ver o fato das posições "de destaque" deles. São irmãos como outro qualquer, e não quero ser amigo deles por causa disso, mas por que os acho pessoas muito bacanas! Mas eu tenho este sentimento de inferioridade que me faz ficar com pensamentos bobos do tipo "ah, ele não vai querer falar comigo" ou "ah não, ele está preocupado com outras coisas, não vou atrapalhar ele agora para ir lá dar um oi e jogar conversa fora". Tudo completamente da minha cabeça, pois sei que eles estão completamente abertos, pois vejo que são assim como todo mundo.

Este tipo de pensamento não se limita a estas duas pessoas, nem à igreja. Ela se estende por tudo em minha vida e me prejudica pessoal, emocional e profissionalmente. É a famosa síndrome "Bicho do Mato". Acredita que o Marcinho se casou a quase um mês e por que eu não pude ir no casamento dele (eu estava doente ou coisa do tipo, não lembro) estou com vergonha de ir lá dar os parabéns para ele até hoje? O cara deve me achar muito metido, mas não é nada disso...

Sim, tenho que superar isto. Sei que não é algo que venha de Deus. Mas Senhor... tem tantas coisas em nossas vidas que não provêm de ti... queria eu que tudo isso fosse expurgado de mim, e em minha vida permanecesse somente o que de ti veio. Mas isso só ocorrerá no dia de nossa morte, não é mesmo? Estamos no mundo, não pertencemos a ele, mas estando aqui, e somos infectados em maior ou menor grau por ele. Todos somos pecadores, portanto todos estamos infectados e temos algo que de ti não veio.

Eis aí a maravilhosa graça de Jesus Cristo, que nos lava desta condição, nos perdoa pela nossa fé em seu amor e sacrifício de cruz, e nos livra pelo desejo que temos de entregarmos o rumo de nossas vidas à Ele.

Quero superar meus medos. Quero superar tudo o que me limita no crescimento do meu amor para com Deus, para com Cristo e para com meus irmãos, não importa qual deles seja. Que Deus me ajude.

12 de janeiro de 2004

AS 3 PALAVRAS DIVINAS

A algumas semanas atrás teve um programa com a Regina Casé na Globo (o Cena Aberta) onde ela levava alguns atores a uma comunidade qualquer do Brasil para encenar histórias. O ultimo que vi (e pelo que eu saiba foi o ultima vez que este programa foi exibido), achei fantástico. Era uma adaptação do conto "As Três Palavras Divinas" de Leon Tolstoi. Se não viu a história, recomendo que a leia. Se viu, também recomendo que leia o texto, pois o original é bem mais completo e forte do que a adaptação feita pela Globo. Para ler o texto (é um pouco comprido, mas não deixe que isto te desestimule, a história é bacana).

Sobre o que a história trata? Sobre as virtudes que Deus deu ao homem, e sobre sua benevolência para conosco. Ela demonstra no quanto Deus pensa em cada um de nós, a ponto de ter nos dado as 3 palavras divinas. Preciso falar mais alguma coisa?

A história se passa em uma Rússia miserável, provavelmente antes mesmo da revolução comunista que resultou na União Soviética. Tudo gira em torno de um casal muito pobre e de um anjo. Para saber o resto, leia o conto. 10 minutos e você já o terá lido.

9 de janeiro de 2004

KUNG FU - ADEUS... OU ATÉ LOGO

Desculpem pelo texto enorme. Mas queria falar tudo o que vou falar agora, não dava pra resumir.

Hoje de fato "caiu a ficha" que vou ter que parar de treinar Kung Fu. Uma paixão que eu tenho e da qual terei que abrir mão não por que quero, mas por que preciso: não tenho dinheiro para continuar a pagar a academia, então estarei parando por no mínimo um ano. Ao atenuantes são: depois que eu terminar a faculdade posso voltar a treinar, e além disso, estarei treinando neste ano, aos sábados, com o JP. Como ele é faixa preta, tem gabarito para me treinar e, ao menos, não esquecerei o que aprendi até hoje. Pelo contrário, aprenderei até mesmo algumas coisas novas, se bobear.

Durante este tempo todo (foram 4 anos exatos, com início em janeiro de 2000, o ano do dragão dourado na cultura chinesa) aprendi muitas coisas. Passei por apertos tremendos, e sofri muito preconceito. Arte marcial não é vista com bons olhos por muitas pessoas, principalmente pelo meio evangélico. Esta visão marginalizada nem sempre é justificável, como pude constatar.


O Kung Fu, ou qualquer outra arte marcial, é como qualquer outra capacitação que o ser humano tem e desenvolve. É como o conhecimento adquirido durante a vida acadêmica de uma pessoa, ou uma habilidade de negociação por exemplo, ou uma habilidade profissional qualquer. Como tal, pode ser usada para o bem ou para o mal. Tudo depende da motivação que esta no coração de cada um. Então você vê alguns praticantes de artes marciais fazendo coisas erradas, se metendo em coisas ligadas ao ocultismo ou mesmo entrando em brigas e arruaças. Mas também vê alguns artistas marciais fazendo coisas boas, tendo na arte marcial em si apenas um esporte, uma atividade física que pode, apenas em casos extremos, servir como defesa pessoal quando sua vida e integridade física estão ameaçadas. Um político ou empresário velho, gordo, sedentário e que não consegue dar um tapa em alguém pode fazer (e geralmente fazem) um mal infinitamente maior do que o melhor e mais selvagem artista marcial. Por que então eles não são mal vistos então?

Muita gente acha que defesa pessoal é contra Deus. Que como crentes que somos, Deus tem o dever de nos proteger do mal deste mundo, diga-se, a violência urbana cotidiana. Estas pessoas então não deveriam ter medo de andar de noite pelas ruas da cidade, nem deveriam colocar grades em suas casas, alarmes no carro ou outras coisas do tipo. No fundo, é tudo a mesma coisa. Não estão tomando medidas para se proteger, afinal? E Davi? E o povo Judeu e suas infindáveis guerras? Mesmo sob a luz de Jesus Cristo, a cultura marcial genuína é errada?

Acredito que Deus nos protege de todo e qualquer mal, mas principalmente do verdadeiro mal, da morte real, da nossa separação Dele! Não estou falando que devemos "dar uma forcinha" para Deus, pois ele é Deus e não precisa de forcinha nenhuma de nós, apenas nossa fé e amor devotado bastam! Mas a verdade é que todos estamos sujeitos às adversidades deste mundo, não importa se somos crentes ou não. Sei o que a Bíblia diz, sei da mensagem de Jesus. Dar a outra face é nobre e belo e deve ser feito em afrontas e em certas situações, mas e quando estamos correndo perigo real de morte? Devemos entregar nossas vidas assim, por exemplo, para um marginal drogado que está nos assaltando e quer nos matar mesmo com nossa total cooperação? E se a vida de pessoas inocentes estiverem em jogo? E se pessoas a quem amamos estiverem ameaçadas?

Na série Deixados para Trás (a qual gosto muito, li todos os livros lançados no Brasil até agora) os personagens da história, crentes no final dos tempos, chegam a matar pessoas do exército do anti-cristo (que não sabiam que ele era o que era) quando estavam em perigo real de morte, e em alguns momentos eles ficam com dúvidas se haviam pecado. Um deles matou uma mulher militar para fugir de seu cárcere, a esmagando com o peso de seu corpo. Buck (um dos personagens), em certo momento, mata um soldado (que fuzilaria ele e sua esposa com uma metralhadora) dando-lhe apenas um forte soco, e diz que gostaria de ter aprendido defesa pessoal ou artes marciais, pois assim, provavelmente, apenas o teria nocauteado, e não o teria matado como o fez por descuido. Você já pensou nisto antes? Que tais habilidades poderiam evitar coisas piores?

Como eu disse, o que importa é a motivação que está no coração de cada pessoa. Fazer-se a pergunta do por que aprender uma arte marcial é importante. Na época, quando comecei a praticá-la, eu não era crente, mas tinha uma motivação relativamente pacífica. Minha motivação na época era a da busca do equilíbrio espiritual entre mente e corpo, pois sabia que se meu corpo estivesse bem minha mente estaria bem também (e isso é verdade em alguns casos, como disse no tópico passado). Buscava a verdade espiritual, mas glórias a Deus que a encontrei em Jesus Cristo.

Mas após minha conversão, e mesmo com os autos e baixos da senóide da minha vida, minha motivação agora é apenas a de praticar um esporte, e ter como me defender e defender quem estiver ao meu lado, isso se for real e extremamente necessário. Não tenho medo da morte (mas temo uma morte dolorosa) pois sei exatamente para onde vou quando deixar este corpo, mas eu não seria louco de reagir a um assalto, não defendo isso a não ser que eu perceba que o assaltante quer me ferir ou me matar de qualquer jeito, ai vale a pena tentar uma reação, pois não teria então nada a perder. Falo se assalto, mas outros tipos de pessoas podem colocar nossas vidas e saúdes em ameaça iminente. Temos que confiar em Deus para que ele nos proteja destas coisas, mas e se acontecer, devemos simplesmente entregar os pontos?

Não estou (e acho que ninguém está) disposto a entregar sua vida por uma coisa fútil. Por Jesus e por Deus estou disposto sim a oferecer a minha vida (se eu tiver que escolher entre a morte e a vida pela negação de Jesus, escolho a morte, ao menos assim espero que Deus me permita escolher, que não me permita fraquejar se tal momento chegar). Mas me dar por vencido diante de uma ameaça à minha vida, isso não.

Termino citando o que aprendi sobre Kung Fu, em parte com meu antigo professor Armando (convertido ao Senhor e não mais no meio de Kung Fu), em parte com o professor Ortega e com outros alunos e instrutores aficionadas pela história desta arte. Quero falar isso por que não vou poder praticá-la por um bom tempo:

O Kung Fu é provavelmente a arte marcial mais antiga da história humana. Teve suas raízes nos templos budistas da Índia a mais de 4000 anos para que os monges pudessem passar horas e dias meditando sem parar. Inspirou-se nos movimentos dos animais, trabalhando alongamento, tonificação muscular e resistência física. Levado aos templos da China, foi aprimorado e desenvolvido de forma metódica, tornando-se no que conhecemos hoje. Foi desenvolvida como estilo de luta para que os monges pudessem guardar os templos (cheios de tesouros) de bandidos e salteadores. Protegiam o povo que vivia perto dos templos. É difícil imaginar, mas na época em que Jesus disseminava seu evangelho em Israel, o Kung Fu já era praticado a mais de 1000 anos na Ásia.

As armas foram incorporadas de forma natural. Uma das primeiras armas da história da humanidade ainda é usada no Kung Fu. Trata-se do bastão. Foi uma das primeiras por que encontra-se diretamente na natureza, em bambuzais, bosques e florestas. Foi usada primeiramente para colher frutas e até mesmo para ajudar na lida com animais (Moisés usava um bastão chamado cajado, não para finalidades marciais mas para ajudá-lo a andar e a pastorear ovelhas). Sua evolução para a lança foi lógica, bastando adicionar uma ponta de pedra lascada ou mais tarde uma ponta de ferro. As demais armas, como facões, facas, espadas e leques foram sendo incorporadas com o passar dos anos. Hoje em dia alguns estilos de Kung Fu usam qualquer coisa como arma de defesa, de pedras a sapatos, de canetas a banquinhos e cadeiras.

O Kung Fu sempre foi visto como uma arte praticada por pessoas educadas e de boa índole na China. Após o fenômeno Bruce Lee e a disseminação da arte pelo ocidente (já que o Kung Fu era mantido como segredo guardado a 7 chaves pelos mestres chineses, que não queriam que os "demônios brancos" tivessem tais conhecimentos pois era uma arma de guerra poderosa na visão deles) a arte chegou ao Brasil pelos anos 70, por meio dos portos. Muitas pessoas de índole não tão boa passaram a praticar Kung Fu no país e a arte passou a ser vista como marginalizada. Karatê tinha livre acesso à mídia, mas o Kung Fu era uma coisa obscura, quase arcana, dita do mal.

O tempo passou e a arte saiu da escuridão, indo para a luz. Pessoas normais passaram a praticá-la quando professores sérios passaram a ensiná-la, e hoje vemos crianças, jovens, adultos e idosos praticando-a sem problemas, usufruindo dos benefícios físicos e psicológicos que ela nos trás.

Em 4 anos de prática não vi nada de sobrenatural, demoníaco ou malévolo nesta arte marcial. O que vi foi pessoas com muita força de vontade e determinação, que superavam seus limites e obstáculos, e conseguiam melhorar sua técnica e condicionamento físico. Kung Fu, em chinês, significa "trabalho árduo", ou seja, treino e determinação. Nosso professor Ortega sempre nos disse que Kung Fu pode e deve ser usado em tudo em nossas vidas, por que Kung Fu não é luta. Kung Fu é determinação e força de vontade, é dedicação a alguma coisa. Que eu e você apliquemos então Kung Fu naquilo que é mais importante: em nosso relacionamento com Jesus Cristo. Que eu me derrame Nele e me dedique totalmente a Ele, seguindo seus preceitos e sua vontade, como diz a palavra de Deus, lutando o bom combate do Senhor.

Sinto uma vontade enorme de dizer algo agora. Não me pergunte por que, só sei que deu vontade de escrever: JESUS, TE AMO MUITO, MAIS DO QUE A TUDO. ME PERDOA SE EU FALHO, E ME AJUDA A SER AQUELE QUE VOCÊ QUER QUE EU SEJA. QUERO SUPERAR TODAS AS DIFICULDADES QUE PINTAM NA MINHA VIDA POR AMOR A TI. QUERO DEMONSTRAR A TODOS E A TI QUE CREIO NA VERDADE DE QUE VOCÊ É MAIOR DO QUE QUALQUER PROBLEMA QUE EU POSSA VIR A ENFRENTAR. TE AMO MESMO...