LUTE

Combata o bom combate da fé. Tome posse da vida eterna, para a qual você foi chamado e fez a boa confissão na presença de muitas testemunhas - 1 Timóteo 6:12

SE DEIXE TRANSFORMAR

Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus - Romanos 12:2

ACEITE O SACRIFÍCIO

Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna - João 3:16

VÁ NA CONTRA-MÃO

Converta-se cada um do seu caminho mau e de suas más obras, e vocês permanecerão na terra que o Senhor deu a vocês e aos seus antepassados para sempre. Não sigam outros deuses para prestar-lhes culto e adorá-los; não provoquem a minha ira com ídolos feitos por vocês. E eu não trarei desgraça sobre vocês - Jeremias 25:5-6

REFLITA A LUZ DE JESUS

Pois Deus que disse: "Das trevas resplandeça a luz", ele mesmo brilhou em nossos corações, para iluminação do conhecimento da glória de Deus na face de Cristo - 2 Coríntios 4:6

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10 de julho de 2007

O TREKKING DA VIDA

Para você ver como o longe fica perto e como uma jornada de 1000km começa com um simples passo, não é mesmo? Nem acredito que já está tão perto, mas o fato é que eu me caso já neste próximo sábado no civil, e sábado da semana que vem no religioso.

Este momento é estranho para mim. É como a maioria dos homens nesta situação se sente: “estou andando pelo gume da navalha tentando não me cortar”. Ou então “me sinto com a corda no pescoço”.

Sem balelas, não posso dizer que este momento não é de felicidade e de realização pessoal. Eu sempre quis isso, ora bolas! Desde pequeno eu associava a minha maturidade com 3 coisas: morar em um lugar meu, ter uma profissão e um emprego que me dessem um mínimo de independência financeira e... me casar!

Com quase 30 anos nas costas acho que chego a este momento da maneira mais serena, madura e amparada possível. O caminho até aqui foi longo, tortuoso e muito acidentado em certos momentos... durante estes mais de 6 anos juntos vagando por estas estradas, as vezes paramos de andar e acampamos por longos invernos na beira do caminho. Mas o inverno sempre dá lugar à primavera e então conseguimos desmontar o acampamento e continuar o trekking da vida.

Não é segredo para ninguém que, em se falando de temperamento, eu e a Cris somos tão parecidos quando ouro e chumbo. Mas nos completamos em muitas áreas, gostamos de muitas coisas em comum (muitas mesmo) e temos certeza de que é um com o outro que queremos ficar, mesmo com aqueles momentos de briga, de conflito e de “azedume” (normalmente da minha parte).

Momentos estes, aliás, dolorosos, mas superados. Momentos estes de incerteza, dúvida e medo. Mas que não foram capazes de quebrar nosso relacionamento. Pelo contrário! Temperam-no como a forja tempera o ferro com carbono, fazendo dele aço: e o que é a forja se não as dificuldades, felicidades e vivências do mundo, e o carbono se não o Espírito Santo de Deus que, misturado a nós, torna esta liga mais resistente do que antes?

O casamento é uma aposta, de certo modo. Mas como bom apostador, calculo o risco para saber se vale a pena. E neste caso, sei que vale. Se tenho medo, é das incertezas das quais, pensando bem, o simples fato de não me casar de nada me protegeria.

Minha esperança, portanto, é depositada não só agora mas já há tempos em Jesus. De forma que humildemente mantenho minha fé posta na esperança de que Deus tenha misericórdia de mim (mesmo sabendo que não mereço).

Espero que tal misericórdia seja manifesta da maneira que Deus sabe ser a mais correta: me poupando do juízo no dia da minha morte, me levando para vida eterna. E que ele me dê forças para de uma vez por todas aplicar totalmente o ensinamento de buscar primeiro o reino de Deus, pois assim sendo, todas as outras coisas nos serão adicionadas.

Espero de Deus o sustento. Não só financeiramente (me permitindo ser um profissional competente, honesto, preparado e com emprego), mas também moral, de forma a ser exemplo.

Espero também sustento espiritual, para cumprir com a vontade de Deus em tudo o que eu fizer.

Espero sustento intelectual, para ser sábio e ponderado de modo a tomar decisões e fazer escolhas corretas e sábias daqui para frente.

Espero também sustento psicológico, para lidar com as dificuldades e responsabilidades que assumo daqui para frente (já que agora serei chefe do meu lar).

E, por ultimo, espero sustento emocional, para ser um marido e um pai (se assim tiver que ser) amoroso, que saiba se alegrar nas alegrias, que não se afogue nas tristezas e que saiba como e quando ser rígido e afiado como uma espada, mas que também saiba como e quando ser flexível como o bambu verde diante do vento.

1 de julho de 2007

SÓ COISA BOA

No ultimo dia 28/06 meu primeiro sobrinho nasceu: Tales Takashi.

Ele teve algumas complicações (nasceu de 8 meses) e ainda está na UTI pré-natal, mas já no primeiro dia teve uma grande melhora e tudo indica que logo ele sairá de lá. Com mais de 3kg e 47cm, ele é forte como um touro, mas ainda tem que ficar sob monitoração por segurança.

Não tenho dúvidas de que o "Tales-chan" logo logo vai estar ai correndo de um lado para o outro deixando todo mundo maluco de alegria.

Já da kitnet, eu e a Cris fomos novamente neste sábado limpar outra parte do lugar: está imundo! Ainda falta o quarto, que está muito empoeirado, mas nesta semana acho que terminamos.

Nossa, falta tão pouco! Duas semanas para o casamento civil, e 3 para o religioso!

Graças à Deus pela vida do Tales, e graças à Deus por meu casamento e pele sustento que o Senhor tem nos dado. Não merecemos todas estas graças, mas Te louvo ainda mais porque Tu assim mesmo as dá.

15 de junho de 2007

DIRIGIR PRA QUE?

Pode até ser coisa de nerd, mas me interessa profundamente (afinal eu sou um nerd):

Quem me conhece sabe que eu não dirijo. Tenho carteira há anos, mas não pego um volante nem que me paguem. Detesto trocar marchas e lidar com trânsito, sinto até medo. Eu não tenho prazer em guiar, mas tenho prazer em ir rapidamente de um lugar a outro, com segurança e conforto. Então eu sempre tive fascinação por aqueles filmes de ficção científica que mostravam as pessoas andando em carros sem que ninguém os estivesse guiando.

A idéia de trafego automatizado parece não ser apenas o futuro da aviação mundial, mas também dos veículos. Pensava que para isso seria preciso um enorme sistema de controle wireless que tomasse as decisões de cada unidade de modo a manter o todo em estado de homeostase. Mas as vezes soluções mais simples são melhores...

Acabo de tomar conhecimento do DARPA Urban Challenge, uma prova estilo rally criada e mantida pela Agência de Pesquisas e Projetos Avançados do Departamento de Defesa Norte-Americano. O detalhe é que ninguém dirige estes carros. Parece coisa de ficção científica, mas não é. São carros robôs que tomam decisões independentemente. Alimentados com informações de leis de transito, eles conseguem parar em um semáforo vermelho, diminuir na lombada, parar para um pedestre atravessar a rua, desviar de obstáculos e todo o resto que uma pessoa faz.

Não são carros especiais mas sim carros comuns transformados em robôs. Só falta mudar de forma para ser um Transformer, que aliás, parece que vai ser o filme que mais vai me empolgar este ano, já que Homem-Aranha 3 não me agradou muito.

É claro que a NSA está financiando o projeto para criar veículos militares autômatos para zonas de conflito perigosas (instalar minas, recolher feridos, levar suprimentos, etc) mas a tecnologia acabará chegando às ruas mais cedo ou mais tarde. É fato que dirigir não é algo seguro, dada a quantidade de mortes no mundo inteiro (mais de 1 milhão todos os anos).


O site do DARPA URBAN CHALLENGE pode ser acessado em http://www.darpa.mil/grandchallenge/index.asp

4 de junho de 2007

A METÁFORA DE ROCKY BALBOA

"Let me tell you something you already know. The world ain't all sunshine and rainbows. It is a very mean and nasty place and it will beat you to your knees and keep you there permanently if you let it. You, me, or nobody is gonna hit as hard as life. But it ain't how hard you hit; it's about how hard you can get hit, and keep moving forward. How much you can take, and keep moving forward. That's how winning is done. Now, if you know what you're worth, then go out and get what you're worth. But you gotta be willing to take the hit, and not pointing fingers saying you ain't where you are because of him, or her, or anybody. Cowards do that and that ain't you. You're better than that!"

Rocky Balboa trazendo seu filho de volta à realidade em "Rocky Balboa".


Muitas pessoas acham que Rocky Balboa é um filme ridículo em que Silvester Stallone tenta ganhar mais dinheiro tentando forçar a barra mesmo velho como está, e nem se dão ao trabalho de assisti-lo. Mas quem não vê o filme, perde uma história e tanto. Compartilho da opinião de algumas pessoas, que acham que este é um dos melhores filmes de 2006 e um dos melhores da carreira do ator, sendo tão bom quanto "Rocky: Um lutador", o primeiro filme da franquia. Principalmente porque este ultimo filme, por mais estranho que possa parecer, não trata de boxe.

Analogias e metáforas são recursos que muitas pessoas usam para contar histórias de maneira mais efetivas e profundas, pois quando uma pessoa entende a metáfora, aquilo tem um impacto maior nela do que se a história fosse mais explícita. Ao mesmo tempo, poucas histórias sabem usar metáforas de maneira adequada. "Rocky Balboa" soube utilizá-las maravilhosamente bem. Como conclusão da história de um dos maiores personagens da história do cinema, pode-se dizer que fechou com chave de ouro. Rocky nunca foi um boxeador. Rocky foi e é uma metáfora sobre a vida.

Rocky está velho. Tem um restaurante e uma vida um tanto quanto triste. Sua esposa está morta (ela sempre teve a saúde frágil, se você se lembra) e seu filho não lhe dá atenção. No aniversário de sua esposa, ele visita seu túmulo, e junto com Polly (seu cunhado e "estorvo humano") percorre as ruas da cidade indo aos lugares aonde teve os momentos mais importantes de sua vida com sua esposa. É uma volta ao passado, e então se percebe no quanto Rocky está solitário, triste, saudosista e... furioso. Furioso consigo mesmo, com sua vida, e com o fato de ter se deixado viver naqueles últimos anos sem ser quem ele de fato era: um lutador.

Muitas coisas acontecem no filme. Mas fica claro o mesmo arco que se viu em todos os filmes da série: Rocky poderia ser um cavaleiro do zodíaco tamanha a sua capacidade de resistir e lutar. Não importa a dificuldade (física, emocional ou espiritual). Não importa a força com que lhe batem. "O que importa é quanto você consegue aguentar e continuar em frente"... e ele se levanta e luta, sempre, em todas as circunstâncias. Dentro do ringue, com seus amigos, com sua família. Não importa a idade. Nem a dor. Nem a vergonha. Nem o medo. Nem a solidão. O que importa é quanto você aguenta estas pancadas que a vida te dá sem se entregar.

Fiquei com a sensação de que aquelas palavras eram para mim. Reclamando de tudo. Lamentando. Procurando culpados e razões. Caindo de joelhos após tantas pancadas, como muitos de nós caímos. Nem todos tem a mesma força, nem todos tem a mesma resistência. Mas se eu quero ser alguém para mim mesmo e para os que me importam, se eu quero viver, se eu quero amar, e ser feliz e tudo o mais, eu tenho que me levantar. Mesmo porque minha esperança habita em Deus, e nEle tudo posso e tudo suporto.

Para muitas pessoas, pode parecer filosofia barata e simplista. Mas as vezes as palavras de um personagem de filmes que acha que a Jamaica fica na Europa podem ser mais profundas que as de um filósofo real. Quem nunca foi espancado pela vida sem dó nem piedade (desemprego, doenças, relacionamentos ruins, mortes, violência)? Quem nunca ficou de joelhos diante dela e se viu no fio da navalha entre ficar caído (se entregar às drogas, se matar, ficar em um estado de tristeza profunda indefinidamente) e se levantar e seguir em frente?

Eu já fiz comentários uma vez sobre "O Último Samurai" com Tom Cruise. No meu entendimento ambos os filmes falam exatamente sobre a mesma coisa. Não importa que um fale sobre um militar da guerra civil americana que luta ao lado de samurais ou sobre um boxeador de 50 anos que resolve aceitar uma luta contra o campeão mundial. Ambos são metáforas sobre a vida, suas dificuldades e como lidar com elas.

É claro que perseverança apenas não resolve, e ela por si só pode acabar se tornando meramente teimosia. Mas sem ela, nada se consegue nesta vida.

14 de maio de 2007

É TUDO FARINHA DO MESMO SACO

Já faz alguns meses que coloquei Virtua em minha casa e rasguei a maior seda para eles.

Comparados à Telefônica eram muito melhores com certeza, e o serviço funcionou muito bem por um certo tempo. Mas passados alguns meses, eis que começou uma constante falta de qualidade tanto no serviço quanto no atendimento.

Depois, com o andar da carruagem, posso falar sobre outro caso que tem me tirado do sério, mas eu tenho achado que as pessoas imaginam que está escrito "trouxa" na minha testa. Nunca tantas empresas tentaram me passar para trás antes, creio que porque eu nunca as havia contratado, afinal vou me casar em breve e só agora estou tendo que lidar com esta sujeira toda.

A NET é muito esperta. Vende um produto com poder de marketing sedutor, mantém a qualidade do mesmo por um certo tempo e depois deixa a coisa descambar. Juro que eu queria saber se isso acontece com outras pessoas, porque se acontece, eu acho que é o caso do MP lacrar a empresa, por manter como linha de ação comum tratar seus clientes como lixo.

O que vem ocorrendo é que já faz um bom tempo que o sinal da NET lá em casa passa por momentos de perda de qualidade gritantes, que ocorrem sem nenhum aviso prévio ou causa aparente (como por exemplo ventania ou chuva). A imagem consegue ficar pior do que se eu estivesse usando um fio de cobre e uma palha de aço da ponta. E junto com isso, o serviço do Virtua sai do ar. Ontem mesmo, dia 14/05/2007, o sinal do virtua ficou fora a partir das 18h00m e simplesmente não voltou. E a qualidade da imagem de TV ficou péssima.

Ai você até pode me perguntar porque eu não ligo para a NET, não é mesmo? Bom, se você conseguir falar com algum atendente de lá, por gentileza peça que ele me ligue, porque eu NUNCA consegui falar com alguém lá pela central de atendimento. Simplesmente não atendem. Caio naquele menu inicial, informo o código de assinante, entro com a opção desejada, a ligação é transferida para um ramal, chama duas vezes e então a ligação simplesmente cai ou entra em uma fila de espera que, depois de alguns minutos, cancela a ligação.

Meu pai conseguiu falar com eles uma ou duas vezes. Mas a solução que deram para o problema foi temporária (e quando eu falo temporária não quero dizer questão de dias ou horas, mas sim minutos depois de se desligar o telefone).

Se eu escrevo um e-mail metendo a boca e exigindo uma satisfação, eles me dizem que não há histórico de reclamações minhas pela central de atendimento e que eu devo falar com eles por lá para exigir algo. Muito bom, não é mesmo? É que nem aquela história do Dilbert, que vai no suporte técnico pedir para arrumarem o e-mail dele porque não funciona, e o cara do suporte fala que só pode arrumar o e-mail depois que ele lhe enviar um e-mail solicitando o serviço. Como ele mandaria um e-mail se o email não funciona? Eu nem posso exigir desconto pelo tempo que eles estiveram fora do ar, porque isso nunca é comprovado.

No final das contas eu cheguei à conclusão que a NET gosta de tratar seus clientes muito mal. Não só a NET, mas 99% das empresas prestadoras de serviço deste país. Nada tira da minha cabeça que o problema todo é sobrecarga da rede deles, a qual eles não expandiram e adequaram após angariar milhares de novos assinantes. Exatamente o problema que me fez largar da Telefônica e do Speedy.

Minha recomendação portanto fica alterada: não contrate a NET sob hipótese alguma. Quando funciona o Virtua realmente é rápido, mas é frustrante quando você quer usar um serviço pelo qual paga caro e quando quer saber o que está acontecendo ou ter uma previsão de retorno, nem sequer lhe dão satisfação.

Fique com a Internet discada. É lenta, mas quase nunca sai do ar e no geral é bem mais barata. Se não for um download-maníaco como eu, nem pense em assinar serviços de banda larga (muito menos Virtua e Speedy): é dor de cabeça e desperdício de dinheiro.

8 de maio de 2007

NEW LOOK

Este ai é meu "new look". Tive que começar a usar óculos para ficar no computador. Fraquinho, mas faz uma diferença enorme para mim.

Semana passada, no final da tarde de sexta-feira, eu "digi-evoluí" para "analista-plenomon". Nem preciso dizer que fiquei feliz a beça, né? Veio na hora exata, eu não esperava por isso mas foi absolutamente bom! Devo tudo a Deus e isso também. Não entendo como alguém como eu, que é tão falho com o Senhor e tão pecador, pode ser abençoado com esta e tantas outras graças.

Sei que esta promoção foi fruto do meu trabalho e do meu esforço, mas se faço meu trabalho com alguma qualidade, é graças à Deus, que me dá ânimo, discernimento, responsabilidade e capacidade. E que me deu pais que me passaram valores de honestidade e trabalho, e que me rodeou de pessoas que me ensinaram o que eu sei e que tanto me auxiliam hoje. Foram amigos, colegas de trabalho, professores e parentes. Até mesmo as pessoas que me fizeram algum tipo de mal no passado me ensinaram coisas valiosas. Sem contar com as pessoas com quem trabalho hoje, que me auxiliam nisso e em muitas outras coisas. Fazia tempo que eu não encontrava uma equipe boa assim para trabalhar. Posso dizer que estou muito feliz em meu trabalho hoje, e espero ficar aqui por muito tempo se as coisas continuarem a evoluir como tem evoluído.

Em breve outras notícias tão boas ou ainda melhores que esta ocorrerão. O Tales, meu primeiro sobrinho, filho do meu irmão mais velho, irá nascer em breve (julho/agosto). E em 72 dias eu me caso, após mais de 5 anos de noivado e 6 de namoro. Ontem fomos no cartório marcar a união civil: será dia 14/07/2007 às 10h00m.

É... ta chegando a hora e a cada dia eu vejo que aquilo que eu disse no final do ano passado aqui está de fato ocorrendo: 2007 está sendo um grande ano para mim e para a minha família toda.

Sei que coisas boas não ocorrem o tempo todo, e que nem todos os anos serão tão bons. Mas espero em Cristo que tenhamos anos tão bons quanto este ou ainda melhores. E que quando as dificuldades aparecerem, tenhamos capacidade para superá-las. Porque quando as coisas estão de vento em popa é fácil ser otimista, mas quando a coisa aperta é que se coloca a prova aquilo que de mais importante as pessoas podem ter: amor, fé e amizade.

4 de maio de 2007

NÃO À COMPETIÇÃO

Eu tenho vontade de praticar uma arte marcial novamente, e agora que eu tenho voltado aos poucos a um peso melhor, fico sonhando em voltar ao treino no começo do ano que vem. Mas creio que minha aventura no Kung Fu acabou.

Entrei no site de minha antiga academia. Vi fotos dos alunos em campeonatos, notícias de classificação de alguns pratas da casa para o campeonato mundial, e por ai vai. Isso é muito legal, porque uma academia de Kung Fu não vai pra frente se não ganha campeonatos. Chama a atenção e desperta inveja das outras academias, levando mais pessoas para lá. Mas eu entendo que isso é bom apenas se pensando em questão de negócio.

Em filmes de Kung Fu você sempre vê que mestres de escolas diferentes tem uma grande rivalidade e competem entre si para saber quem é o mais forte e o melhor, e com isso conquistar mais honra e também mais alunos, o que leva a ter mais prestígio, dinheiro e poder. Mas ao mesmo tempo você vê que os grandes mestres não competiam, não tinham alunos e escolas, e quando ensinavam a arte a alguém era por motivos muito mais nobres do que os que citei antes. Eles buscavam harmonia e paz interior. Em "Fearless" de Jet Li, do qual já falei neste blog antes, isso é demonstrado claramente.

As vezes eu sinto que a maioria esmagadora das pessoas resumem a arte marcial a ganhar campeonatos, obter graduações, demonstrar que é bom e ser melhor do que todos a sua volta. Uma eterna competição, que eu sinceramente não sei se faz parte da natureza de todas as artes marciais ou se é apenas o espírito humano que leva as coisas para lados mais sombrios.

Eu não quero praticar uma arte para me sobressair aos outros. Não quero competir. Não quero ser melhor que ninguém e nem pior. Quero praticar por prazer, e a única pessoa quem quero superar é a mim mesmo. É muito diferente quando você se mede consigo mesmo e não com outras pessoas. No fim você é a única pessoa que deve superar.

No dia a dia eu já tenho competição demais. Trabalho, relacionamentos... por que eu deveria buscar mais combustível para esta fogueira que queima as coisas belas da vida?

Não sei se encontrarei uma academia e uma arte marcial que supra minhas necessidades, mas quero buscá-la. Aikidô é, em sua essência, o que eu busco. Mas não sei se as pessoas que a praticam entendem isso verdadeiramente, e creio que seja difícil de fato o ser humano se envolver e não implementar dentro deste algo algum tipo de competição, mesmo que informal e não declarada.

Só sei que não quero mais ficar em um ambiente aonde você tem que provar o quão bom você é para os outros todos os dias. Não quero e não preciso disso.