LUTE

Combata o bom combate da fé. Tome posse da vida eterna, para a qual você foi chamado e fez a boa confissão na presença de muitas testemunhas - 1 Timóteo 6:12

SE DEIXE TRANSFORMAR

Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus - Romanos 12:2

ACEITE O SACRIFÍCIO

Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna - João 3:16

VÁ NA CONTRA-MÃO

Converta-se cada um do seu caminho mau e de suas más obras, e vocês permanecerão na terra que o Senhor deu a vocês e aos seus antepassados para sempre. Não sigam outros deuses para prestar-lhes culto e adorá-los; não provoquem a minha ira com ídolos feitos por vocês. E eu não trarei desgraça sobre vocês - Jeremias 25:5-6

REFLITA A LUZ DE JESUS

Pois Deus que disse: "Das trevas resplandeça a luz", ele mesmo brilhou em nossos corações, para iluminação do conhecimento da glória de Deus na face de Cristo - 2 Coríntios 4:6

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27 de dezembro de 2013

DESCONECTADO

De novo o Natal passou e mais uma virada de ano se aproxima. De novo aquele mesmo ritual de reflexão surge. A desconexão com o mundo, com as pessoas, com a sociedade, permanecem como uma barreira entre mim e todo o resto. E por que, se existem coisas boas na minha vida como minha esposa, minha família, meus amigos e minha saúde?

Moro em um lugar que não gosto, trabalho em um serviço que me desmotiva, com pessoas que não simpatizo, em um país que odeio, com uma cultura que não valorizo e em meio a um povo que julgo estúpido, sórdido, alienado, tolo, ignorante, mau e nocivo, que anda por ai em carros com o som "no talo" e que não se preocupam com o próximo mas sim com as celebridades - e consigo mesmos. Pessoas que se acham excelentes, baluartes da justiça e da educação que são, no máximo, elaborados embustes.

Mas eu ainda persisto. Por que?

O que me move se não uma esperança profundamente baseada na ?

Mas fé no que?

De que as coisas vão melhorar ou que eu vou mudar e não me importar mais com o que tanto me incomoda?

Não, não mudarei. Tão pouco julgo que o mundo vá mudar. As pessoas, idem.

Tudo permanecerá como está, degradando-se cada vez mais, caminhando ao inexorável destino da degradação completa do ser humano e da matéria.

Minha fé não repousa neste mundo e nem em qualquer conquista ou recompensa.

Sofro, choro, agonizo. Mas sei que isso terá um fim. Pois todo desatino, toda maldade, toda espera, toda dor, toda aflição serão sepultadas com meu corpo - ou melhor, queimadas, já que prefiro pensar que serei cremado.

Minha fé repousa no dia da minha morte e no que ocorrerá comigo após abandonar essa realidade.

Só me resta aguentar, suportar a tortura deste mundo, de ver pessoas comendo pessoas, de ver a crueldade cotidiana, mesquinha, gananciosa, opressora e silenciosa da qual ninguém se da conta correndo solta, de ver pessoas em pior estado do que eu, de ver o estimulante para o mal ser distribuído de graça em qualquer esquina, conversa, trajeto, trabalho, computador, revista e relacionamento.

Minha fé repousa na salvação de Deus, minha crença em Jesus Cristo, a quem me machuca envergonhar por todas as minhas falhas e pecados, mas que a cada dia vejo trabalhando em mim um pouco mais, me entristecendo e me  revoltando comigo mesmo, me incomodando com minhas fraquezas, me despertando para seus objetivos. Me preparando não para ser perfeito, mas para entender que a busca pela perfeição representada nEle é o que chamamos de caminho da santificação, e que nunca estaremos aptos ao reino dos céus por nós mesmos, mas sempre e unicamente porque Ele nos ama e nos ofereceu isso de graça.

Continue trabalhando em mim, Senhor. Cada dia que passa fico mais consciente de que em vida nunca serei perfeito como Jesus, e nunca deixarei de pecar. Mas coloco-me em suas mãos para ser moldado pela Sua vontade, pois como disse, toda a minha esperança repousa em Ti.

6 de dezembro de 2013

SONHO: PERSEGUIÇÃO


Recorrentemente (pelo menos 3 vezes nas ultimas 4 semanas) tenho sonhos cujo tema é minha perseguição por alguém não identificado. Em pelo menos um dos sonhos eu me virei contra meu perseguidor e o enfrentei. Nos demais, o perseguidor me seguia de perto. Em pelo menos um dos sonhos (o que tive esta noite) meu perseguidor me lembrava muito o homem que vem aparecendo nos sonhos de milhares de pessoas pelo mundo, o que pode indicar alguma contaminação cultural no meu subconsciente - afinal eu acompanho essa história há alguns anos - ou simplesmente que as teorias a respeito dele sejam reais.

De qualquer forma refletir o porque destes sonhos é quase obrigatório para mim. E de certa forma, creio que simples. Após uma pesquisa pela Internet, o significado ficou relativamente claro, para não dizer obvio: ansiedade.

Tenho tido alguns problemas chatos ultimamente. Nada que seja o fim do mundo, veja bem. mas são problemas que me deixam inquieto. Pelo menos dois problemas de saúde moderados - um dos quais pode ser fruto da ansiedade ou sintoma de um inicio de diabetes, que é um boca seca e leve desconforto na região do visícula - fora problemas sociais, com uma academia barulhenta na porta do meu condomínio e uma operadora de telefonia celular que insiste em fazer cobranças incorretas há meses mesmo eu reclamando e pedindo correção da situação desde o início da situação. Fora situações pontuais em meu emprego - estresse, mudanças, etc.

Destes problemas há um - o da operadora de telefonia - que eu encaixo no sonho e que me virei contra o perseguidor e o enfrentei, uma vez que estou entrando com ação contra a empresa no juizado de pequenas causas. Dos demais, eu literalmente fujo.

Há ainda o ódio e sentimento de frustração e impotência diante desses problemas, o que gera uma boa dose de irritação e frustração. Os sonhos de perseguição normalmente significam uma forma de lidar com problemas ou sentimentos que queremos negar, ocultar ou fugir, e aspectos de nosso eu que deixamos nas sombras de nosso subconsciente por não aceitarmos ser como somos. E eu não aceito muitas coisas em mim.

O que fazer então? Como lidar com isso? Enfrentamento? Continuidade da fuga? O que manter e o que mudar? Não tenho tido tempos fáceis ultimamente, e o fato de achar que não devia achar essa situações tão pesadas quanto a sinto torna meu sentimento de culpa e fraqueza piores ainda, gerando mais ansiedade e vergonha de quem sou. Há pessoas enfrentando problemas muito piores e com muito mais alegria, então porque eu, enfrentando coisas mais leves, sofro tanto?

Peço a Deus orientação, proteção, mudança de meu ser e livramento.

Não sei se esse sonho pode ser ligado a um outro sonho que tive anos atrás. A situação era outra, não me lembro pelo que eu andava passando na época, mas agora eu sei que meus sonhos atuais tem a ver com o que falei acima.

5 de novembro de 2013

SONHO: INCÊNDIO EM HOTEL ASIÁTICO

O lugar era alguma cidade na Ásia, quente e úmido (Tailândia, Malásia, etc). Em uma cidade com uma luz amarelada, eu estava em um hotel. Estava na cidade para fazer algo, algo que algumas pessoas dessa cidade não queriam que eu fizesse. Era como se eu fosse um agente secreto, buscando alguma coisa oculta na cidade tentando não chamar a atenção, e as autoridades desta cidade não quisessem que eu a encontrasse.

Estas autoridades começam a me procurar, e em uma perseguição eu consigo me esconder. Vejo-os perguntando por mim na recepção, já que toda a ação ocorre dentro do prédio deste hotel.

As autoridades começam a me perseguir novamente, e é neste momento que o prédio do hotel começa a pegar fogo. O fogo está em andares superiores a aquele em que estou, e no meio da multidão, sou evacuado do prédio. Não chego a ver fogo, apenas a fumaça. E assim sei que as autoridades não me pegarão. Me sinto livre, mas ao mesmo tempo triste. O ar parece pesado e eu não estou exatamente feliz. O sentimento é de perda.

E neste momento eu acordei.

Interessante notar que tenho passado por um momento de estresse mais intenso em meu trabalho e a sensação de depressão vem me atormentando novamente desde então. No dia anterior, na Igreja, tive uma sensação, um pensamento. Foi como se Deus estivesse falando comigo porque um pensamento surgiu do nada, e não foi agradável pois o pensamento foi “você terá que perder tudo o que tem”. Esse pensamento me arrebatou sem um motivo aparente. Pode ter sido apenas minha mente estressada? Pode ter sido uma influência maléfica? Pode ter sido Deus? Não sei.

Acho que quando Deus fala conosco, ainda mais assim, sabemos que foi Ele quem falou por vir acompanhado de uma sensação de paz e liberdade – se bem que Deus pediu a muitas pessoas que fizessem coisas que elas não queriam e que as perturbou bastante também. Paz e felicidade não foi o que eu senti quando o pensamento me surgiu. O que eu senti foi pavor, medo e, acima de tudo, opressão. De onde veio esse pensamento então? Da minha mente cansada e estressada, ou de fora de mim mesmo?

Tentei entender o que essa possível perda significaria. Será que minha vida atual me desvia de Deus de tal forma que tenho que ser despojado de tudo e todos para poder ter uma vida de acordo com a  vontade de Deus? Essa foi a única interpretação que tive, mas mesmo assim, a coisa é muito mais complicada do que meramente meus bens – que na verdade são bem comuns e até simplórios. Ocorre em todo o meu ser – meu comportamento, minhas atitudes, meus desejos, meus pensamentos, meus objetivos (ou falta deles).

Seria a perda relativa a algo diferente do material? Seria a perda, por exemplo, da sanidade? Seria minha depressão voltando? Ou o surgimento de alguma nova condição psicológica, desencadeada pelo estresse e sentimento de prisão, falta de escolha e falta de orientação que se intensificou mais nos últimos tempos? Coisas que debati de forma bastante intensa em minha última sessão de terapia, poucos dias antes deste sonho.

O sonho veio depois disso tudo, e não pude notar de ver estampado nele algumas situações que vivenciei naqueles dias e em momentos anteriores de estresse. Desejo de fuga de uma situação onde me sinto oprimido e perseguido. A fuga ocorrendo por meio de algo que está fora do meu controle, que ocorre de forma quase milagrosa – um incêndio. E o próprio incêndio, analisado do ponto de vista simbólico no subconsciente, sendo o fogo um elemento destruidor e ao mesmo tempo purificador. A mente é uma coisa fantástica e incompreendida, e o subconsciente trabalha medos, ansiedades e memórias de formas estranhas, usando s sonhos para diversas funções. Mas ao mesmo tempo, há muitos casos que demonstram que os sonhos são mais do que mero produto dos processos mentais.

Algo ocorrerá? Sofrerei alguma perda? Sofrerei a perda de tudo que tenho? Ficarei esquizofrênico ou depressivo? Eu não sei. A ansiedade inicial com a situação já diminuiu, de bem que permaneça aqui inconvenientemente.

Porém, ocorrendo alguma perda ou não, que Deus esteja no total controle de minha vida, e seja lá o que for, que me leve cada vez mais para perto de Jesus. O medo de sofrer perdas materiais e/ou emocionais são grandes, ninguém as quer sofrer, muito menos eu. Mas se for ocorrer, que ocorra para a glória de Deus.

17 de outubro de 2013

THE BIBLE 1 - ABRAÃO


Ontem teve início, na Record, a exibição nacional da minissérie “The Bible”, uma produção moderna da TV norte-americana que visa exibir as principais passagens das escrituras da melhor forma possível, visto que exibir tudo o que as escrituras trazem em episódios de uma hora de duração é algo humanamente impossível.

Assim, dividido em 10 episódios, a série começa mais ou menos pelo início, com a primeira aliança que Deus faz com um homem, a saber, Abrão (mais adiante renomeado para Abraão).

O interessante é que, com uma boa produção, ver a mesma história na TV leva a outros tipos de reflexão. A primeira delas é que nem todos naquela época eram crentes. É interessante observar que muitas pessoas descritas na Bíblia sequer acreditavam em Deus, e muitas eram crentes nominais, que se revelavam quando um problema real surgia e sua fé precisava ser praticada.

Abraão fala a sua família que Deus falou com ele (prometendo terras e descendência). A reação dos atores foi interessante, demonstrando a descrença deles diante do exposto. Deus? Por que Deus falaria com ele? Estraria Abraão louco?

Descrentes, ainda assim o seguiram, provavelmente por ser ele um líder. Logo houve diversas divisões e dores devido basicamente a falta de fé daqueles que com ele estavam. Inclusive sua esposa, Sara, arrumou sua serva Hagar para ter um filho com Abraão e depois se comportou de forma ciumenta e magoada, inclusive fazendo Abraão mandar a mulher e o filho embora, para o deserto, após Isaque nascer.

Depois disso, quando Isaque cresceu e Abraão foi impactado pelo pedido de seu sacrifício por Deus, e ele levou o garoto disposto verdadeiramente a sacrificá-lo, mesmo com profunda tristeza e sofrimento por ter que matar seu único filho – uma apologia ao sacrifício que o próprio Deus faria séculos depois por meio de Jesus – Abraão demonstrou fé ao realmente estar pronto para tal ato, do qual foi poupado por Deus em cima da hora.

E ai, outra reação que julgo bastante humana demonstrada pelos atores, foi que Sara sentiu ódio de Abraão por ele ter estado disposto a matar seu único filho em sacrifício a Deus. Não sei se ela teve maturidade espiritual para entender o que Abraão fez ali, mas a alegoria é interessante.

Quando ouvimos a voz de Deus (ou seja, quando lemos as escrituras, oramos, descobrimos a sua vontade para nossas vidas e passamos a nos comportar segundo esta vontade) as pessoas a nossa volta acham que estamos loucos, que somos estúpidos. É a loucura da salvação citada por Paulo.

E então, quando sacrificamos aquilo que mais amamos – quando conseguimos – por ser o correto perante Deus, algumas pessoas nos odeiam, mesmo as mais próximas.

Assim, a história de Abraão me fez refletir que nossa relação com Deus é de fato pessoal, e não pode depender do entendimento de ninguém externo. Não se deve esperar que entendam, nem que aceitem, nem que nos sigam, nem que nos amem. É impossível agradar a Deus e aos homens ao mesmo tempo. E disso seria falado mais adiante nas escrituras, que não podemos ter dois senhores.

O próximo capítulo será sobre Moisés. Espero conseguir assistir. Creio que novas reflexões surgirão, já que a minissérie realmente é muito boa.

12 de outubro de 2013

EXCLUSÃO DE ARQUIVOS DUPLICADOS

Se você é daqueles que faz o download de um monte de músicas, videos e imagens da Internet e vai salvando tudo em um HD externo (ou mesmo no HD do seu computador) você sabe que tem uma boa quantidade de arquivos duplicados, não? Coisas que você salvou há meses ou anos ficaram esquecidas, e quando você se depara com elas ao navegar na Internet, faz o download novamente como se nunca a tivesse visto. E o processo ocorre duas, 3, N vezes.

Bem, você não está sozinho. A maioria das pessoas faz exatamente a mesma coisa. E ai um HD de 1Tb, que parecia espaço pra caramba quando você comprou o dispositivo de armazenamento fica lotado de duplicatas inúteis.

As vezes você fica revoltado ao perceber isso e começa a fazer uma limpeza manual do disco, tarefa que inicialmente parece simples mas que depois de alguns minutos demonstra ser extenuante. As duplicatas não tem os mesmos nomes, e muitas vezes nem o mesmo tamanho. Não raramente você salva o mesmo vídeo em formatos diferentes, ou resoluções distintas, e em pastas diversificadas. A tarefa parece impossível, ainda mais se você tem centenas, milhares de arquivos.

A solução para muitos é "deixar quieto" e comprar um novo HD, que em pouco tempo começará a sofrer do mesmo problema. Mas existe algo mais simples, efetivo e barato que pode ser feito. Você pode usar a cabeça - ou melhor, um software.

Existe no mercado diversos softwares que se propõe a detectar e remover duplicatas em seu HD. Alguns são pagos, outros gratuitos. Como estou com este problema, fiz uma pesquisa e encontrei um software muito bacana - e free - que faz o serviço de forma exemplar: o Duplicate Cleaner, da Digital Vulcano. Outros devem fazer a mesma coisa de forma semelhante, mas para este teste, foi o que usei.

Ele utiliza algoritmos configuráveis que lhe permite estipular como deseja fazer a comparação de arquivos a partir de uma origem (por exemplo, todo seu HD ou uma pasta específica com suas subpastas ou não). Pode pesquisar o conteúdo dos arquivos, ignorando o nome - algo muito útil - por meio de hash MD5 ou outras formas (nome igual, nome semelhante, etc). Isso significa que se o arquivo não tiver exatamente o mesmo conteúdo - por exemplo, for de uma resolução ou formato diferente - o software não o identificará como uma duplicata.

Se ele não é perfeito, é próximo disso. Em um teste rápido, fiz um scan em meu HD externo de 1Tb e ele encontrou rapidamente mais de 15Gb de arquivos duplicados no modo de pesquisa mais simples, o que significa um total de 7,5Gb de duplicatas inúteis que eu poderia excluir.

Assim, fica a dica: antes de sair comprando um novo HD por não ter paciência para fazer uma limpeza em seus arquivos, tente usar

23 de setembro de 2013

DEPENDÊNCIA DE VIDA


Nos últimos meses tenho tido muito estresse e tenho andado muito ocupado com trabalho e pós-graduação. Mas ao mesmo tempo, tenho tido oportunidade - dada por Deus, disso tenho certeza - de ler a Bíblia diariamente, usando um aplicativo para Android muito bacana chamado YOUVERSION.

Um dos motivos do porque não tenho escrito aqui com frequência é essa essa situação, mas hoje consegui vencer as tarefas para escrever uma impressão sobre o que li hoje. Na verdade, tenho tido vontade de escrever todos os dias para expor o que aprendi de Deus e de Jesus com o que ando lendo, mas o tempo anda bastante curto e a energia mental, baixa. O fato é que tenho andado exausto, mas sei que Deus me nutre, e isso me impede de parar ou até mesmo de entrar em depressão novamente.

Ler a palavra de Deus é fundamental, assim como orar e se deixar mudar por Deus, tendo um comportamento que o agrade, que o declare por meio de ações, que é amar as pessoas de inúmeras formas, das mais óbvias as mais sutis e improváveis.

A oração é meu momento de conversar com Deus - pedir perdão, pedir forças para ser como Ele sabe que eu devo ser, força para superar pecados e dificuldades, para dar graças, para interceder por outras pessoas e por qualquer outro motivo. Já o ler a Bíblia é meu momento de aprender e ouvir de Deus, de entender por meio das escrituras a vontade dEle, de apreciar o que Jesus fez e ainda faz por nós, e de como isso me afeta pessoalmente, seja internamente em minhas bases emocionais e psicológicas, seja em minhas capacidades comportamentais e sociais.

Ler a Bíblia por si só não salva ninguém. Não há nenhum poder místico no ato da leitura, e mutas pessoas que conhecem as escrituras de cabo a rabo provavelmente irão para o Inferno porque uma coisa é ler e a outra é deixar a Palavra entrar em seu coração e deixá-la nutrir sua vida, transformando-o à imagem de Cristo. Satanás é doutor das escrituras. Mas isso não tira a importância das escrituras e da necessidade fundamental que estudá-las representa.

Hoje, lendo João 6 vi Jesus falando palavras consideradas pesadas por alguns discípulos (versículo 60) que logo em seguida o abandonaram. As palavras, conhecidas, são as seguintes:

Jesus, pois, lhes disse: Na verdade, na verdade vos digo que, se não comerdes a carne do Filho do homem, e não beberdes o seu sangue, não tereis vida em vós mesmos. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia. Porque a minha carne verdadeiramente é comida, e o meu sangue verdadeiramente é bebida. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele.
João 6:53-56

A mensagem de Jesus não tinha nada de canibal, como muitas pessoas gostam de brincar a respeito de forma nada decorosa, ou por um entendimento ao pé da letra como muitos naquela ocasião manifestaram incorretamente.

Comer a carne e beber o sangue de Jesus é se alimentar da própria vida de Cristo. É ler a Bíblia? Não. É ler a Bíblia e aceitar a Cristo ali pregado. É deixá-lo ser o Senhor da minha vida no sentido de ser meu alvo e objetivo e guia. É entender que, assim como nosso corpo precisa de carne e sangue para viver, nossa alma imortal precisa da carne e sangue espirituais de Jesus - seu exemplo, seu sacrifício, seu ensinamento, sua existência - para o mesmo propósito, porque só isso pode nutrir meu corpo espiritual. É aceitar o sacrifício do Cordeiro de Deus e nos alimentar dEle como nosso Cordeiro Pascal. É entender que sem essa carne e esse sangue, sem essa comida e bebida, NÃO PODEMOS VIVER.

E esse alimentar nos transforma. Assim como um alimento fortalece nosso corpo, esse alimento fortalece nossa alma, nossa mente no intuito de fazermos escolhas de acordo com a vontade de Deus, buscando seu querer. Essa é a vida cristã. Essa é a batalha que travamos cotidianamente, contra os principados e potestades, contra o príncipe desse mundo, e contra nossa própria carne decaída e nosso ego, contra o descrédito que muitos tentam nos imputar, contra as dúvidas que tentam nos gerar, contra a dor que tentam nos infligir, contra o mundo que insiste em catalogar Deus como um simples objeto filosófico, invertendo a ordem entre criador e criação.

Eu preciso de Jesus para viver, não apenas espiritualmente, mas carnalmente, essa vida aqui, por meio da qual posso falar dEle e buscar a vontade dEle para mim. E sem a carne e o sangue de Jesus para me alimentar, sem o sacrifício de amor dEle se entregando por cada um de nossos pecados, eu já teria sido consumido, se não pela morte e pelo inferno, por meu próprio ego.

2 de agosto de 2013

NIHON - O JAPÃO É BOM DEMAIS!

Rokuonki, dentro do templo Kinkakuji - ou simplesmente "O Templo Dourado" em Kyoto
Entre os dias 02 e 13 de julho de 2013 eu e minha esposa realizamos um grande sonho em nossas vidas e visitamos o Japão na melhor viagem que já realizamos até aqui. O país é muito mais do que esperávamos. Beleza natural e urbana estonteantes, organização social e urbana impecáveis, educação social incrível, simpatia do povo, música, TV, animações e cultura em geral de 1ª qualidade, infraestrutura turística e de mobilidade de cair o queixo, cidades bem planejadas, segurança em todos os lugares, comida maravilhosa, e CALPIS (uma bebida deliciosa)... enfim, um país que beira a perfeição – há os terremotos e a pressão social por perfeição que leva muitos lá a depressão é claro, mas é o preço a ser pago por todo o resto, imagino.

Quanto a pressão social, a impressão que eu tive foi diferente. Andei de trem em dias de semana em horários de ida e volta ao trabalho de muita gente. Andei pelas ruas de Shibuya e Nakano em Tokyo em horários de grande movimento, andamos por templos lotados de pessoas e espaços públicos diversos em várias cidades. A maioria das pessoas me pareceu “de boa”, ou seja, sem tristezas ou depressão – na verdade até animadas - por causa de trabalho ou estudos. Havia muita gente passeando, muita gente curtindo a vida – mesmo indo trabalhar ou estudar - sabendo respeitar muito as demais pessoas (silêncio nos trens e locais públicos, nada como aqui no Brasil com gente idiota ouvindo música alta).

Todaji, ou Templo do Grande Buda, em Nara
Seja antes da ida ou depois do meu retorno, muita gente me perguntou porque eu queria ir para o Japão, e mesmo agora, quando falo que fui para lá, sempre me dizem algo como “que viagem diferente”.

De fato, a maioria das pessoas que fazem “grandes viagens” em suas vidas normalmente falam que foram ao mesmo destino: Europa. Alguns fogem do padrão e falam que foram para os EUA, Canadá, México ou para outros países da América do Sul como Argentina ou Chile. Mas são muito poucos os que falam que foram para o Oriente de uma forma geral – seja o Oriente Médio ou para a Ásia, ficando a Oceania como principal destino pelo fato do inglês ser a língua nativa desses países, ou Israel por viagens missionárias.

Gosto de pensar que falam isso pelo fato do Japão – o Oriente em geral - ser extremamente distante de nós aqui do Brasil, e ser muito caro ir até lá – fomos de classe econômica e ainda assim gastamos tudo o que tínhamos, não sobrou nada e nossas economias se foram.

Digo que gosto de pensar assim porque as vezes tenho a impressão que as pessoas na verdade pensam que o Oriente, Ásia e o Japão não são interessantes, o que seria de uma ignorância imensa: são países extremamente ricos culturalmente (e alguns como o Japão são economicamente também), com muitas diferenças quanto ao ocidente é verdade, mas justamente por isso são extremamente interessantes. Sem contar que muitas de suas diferenças são – na minha opinião pessoa – para melhor. Muito melhor.

Não é de hoje que eu sou admirador da cultura japonesa. Um dos primeiros posts desse blog, de muitos anos atrás, fala justamente de animes, algo pelo qual sou apaixonado até hoje e pelo visto sempre serei. Animes e a culinária foram minha porta de entrada para a cultura japonesa e minha grande admiração por este povo, o que foi extremamente intensificada com minha viagem. Hoje tenho mais admiração por eles do que nunca. Até mesmo vontade de aprender japonês me surgiu e ainda perdura. Quem sabe, quando minha pós terminar, não faço aulas com a sensei de minha esposa?

Japoneses e orientais em geral – e isso inclui os povos árabes – tem muitas qualidades, e na minha opinião esse é um dos fatores que tem feito o oriente ressurgir como potência, levando a liderança do poder político e econômico do mundo para lá novamente depois de muitos séculos. Mesmo os orientais que moram fora de seus países de origem, ou descendentes destes que preservam sua cultura em outros países como é o caso dos japoneses no Brasil se destacam positivamente. Japonês no Brasil tem fama de inteligente, competente e eficiente não é a toa.
Osaka-Jo - Ou Castelo de Osaka, em (adivinhe só) OSAKA!

Outros podem pensar que ir para o Japão ou oriente é complicado por causa do idioma. É verdade que a maioria dos japoneses não fala inglês – e os que falam, não falam muito bem – mas isso não é nenhum impeditivo, pois você consegue se comunicar com eles de várias outras formas, por mais estranho que isso possa parecer.

Eu estava em Tokyo, em um combini, e um cara viu minha camiseta com o logotipo do McDonalds (na verdade estava escrito MACAXEIRA abaixo, é uma camisa que me trouxeram de Natal) e puxou papo! Conseguimos conversar, acredita? E eu não falo praticamente nada de japonês.

Eles tem uma atitude de querer entender o que os estrangeiros falam, então isso facilita tudo, até com mímica. Sem dizer que placas e mapas estão sempre em japonês e inglês. E tudo é organizado, e limpo, e seguro, e eficiente, e bonito... a estética é algo tão importante e natural na cultura japonesa que eu nem sei se eles pensam em fazê-la ou se isso já é algo orgânico, que eles fazem inconscientemente.

Bem, eu poderia escrever paginas e páginas sobre o Japão e o assunto não se extinguiria. Foi maravilhoso, e isso resume bem tudo. É uma viagem que recomendo a todos. O Japão e o povo japonês são maravilhosos. Um dia, se possível, eu volto.
Cruzamento no bairro de Shibuya, em Tokyo