LUTE

Combata o bom combate da fé. Tome posse da vida eterna, para a qual você foi chamado e fez a boa confissão na presença de muitas testemunhas - 1 Timóteo 6:12

SE DEIXE TRANSFORMAR

Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus - Romanos 12:2

ACEITE O SACRIFÍCIO

Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna - João 3:16

VÁ NA CONTRA-MÃO

Converta-se cada um do seu caminho mau e de suas más obras, e vocês permanecerão na terra que o Senhor deu a vocês e aos seus antepassados para sempre. Não sigam outros deuses para prestar-lhes culto e adorá-los; não provoquem a minha ira com ídolos feitos por vocês. E eu não trarei desgraça sobre vocês - Jeremias 25:5-6

REFLITA A LUZ DE JESUS

Pois Deus que disse: "Das trevas resplandeça a luz", ele mesmo brilhou em nossos corações, para iluminação do conhecimento da glória de Deus na face de Cristo - 2 Coríntios 4:6

Pesquisar

30 de setembro de 2010

ESTRESSE

Estresse reduz capacidade dos homens de interpretar emoções, diz estudo
Numa diferença bem marcada entre os sexos, mulheres estressadas mostraram o efeito oposto

Fonte: estadão.com.br

Estudo realizado pela Universidade do Sul da Califórnia revela que homens estressados têm uma redução de atividade na área do cérebro responsável por compreender os sentimentos dos outros. Nas mulheres, o efeito do estresse é oposto. Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores apresentaram a voluntários estressados fotografias de rostos com expressão irritada e monitoraram a atividade cerebral.

"Esta é a primeira descoberta a indicar que diferenças sexuais nos efeitos do estresse estendem-se a uma das relações sociais mais básicas, o processamento da expressão facial dos outros", disse, em nota, Mara Mather, diretora do Laboratório de Emoção e Cognição da universidade.

O artigo que descreve os resultados aparece na edição de 6 de outubro do periódico NeuroReport.

No artigo, a equipe da pesquisadora apresentam uma série de testes indicando que homens estressados reduzem a atividade cerebral de resposta a expressões faciais, em particular medo e raiva.

Tanto em homens quanto em mulheres, a observação de fotografias de rostos causa atividade na parte do cérebro usada para o processamento visual e em partes do cérebro usadas na interpretação e compreensão de expressões faciais.

No entanto, homens submetidos a estresse agudo mostraram decréscimo de atividade não só na área visual mas também perda de coordenação entre partes do cérebro que ajudam a interpretar as emoções transmitidas pelo rosto visualizado.

Numa diferença bem marcada entre os sexos, mulheres estressadas mostraram o oposto - aumento de atividade na área visual e aumento na coordenação entre regiões do cérebro usadas para interpretar emoções.

Os níveis de cortisol, um indicador de estresse, foi manipulado nos voluntários.

"Sob estresse, homens tendem a se recolher socialmente, enquanto que as mulheres buscam apoio emocional", disse a pesquisadora.

26 de setembro de 2010

SONHO: A PRAIA

Como disse em outras descrições de sonhos, há alguns lugares que eu nunca visitei, que sequer sei se existem no mundo real, mas que eu visito em sonhos de forma recorrente. Um destes lugares é a praia. Uma praia muito pitoresca aliás, que começa em um paredão de pedra enorme do seu lado esquerdo e que se extende quase até o infinito para a direita. As areias são brancas e o interessante é que eu sei que lá sempre é noite, mesmo estando super iluminado.

Há uma avenida que segue toda a praia, e um calçadão completamente tomado de quiosques de madeira suspensos, com muitas árvores. As ruas estão sempre movimentadas com pessoas nas calçadas e carros nas ruas. Todos parecem curtir o lugar tranquilamente. Há prédios e outras ruas atrás desta avenida.

Se você vai andando pela praia na direção da direita, oposta ao paredão, chega uma hora em que você tem que subir para a calçada porque há um obstáculo a ser superado, uma construção que parece um cais ou pier alto. Dali escorre o que parece ser um esgoto, e no mesmo local, ao lado, parece ser um centro de distribuição de pescados.

Há uma ou outra ilha não muito distante da praia, cerca de 200m mar adentro. Estas ilha são repletas de vegetação e algumas tem casas com atracadouros.

Neste sonho em especial eu ia andando com algumas pessoas pela praia quando surge uma onda gigante. Ela não vinha exatamente do mar, mas sim da parte direita da praia, o que é muito estranho. A primeira onda gigante estoura e eu sinto as gotas d'água voando no meu rosto. Continuamos a andar, e outra onda surge. Abaixo dos quiosques de madeira suspensos haviam grades de ferro fixadas. Eu dou a sugestão para as pessoas comigo de nos agarrarmos à grade para não sermos arrastados pela onda. Nos agarramos e aonda quase nos leva. Resolvemos voltar para a esquerda da praia, em direção ao paredão de rocha, e as ondas nos deixam em paz.

SONHO: O ZIGOTO E O LAGARTO BRANCO

Meu irmão havia me deixado cuidando de seu filho. Não era meu sobrinho, mas um um pontinho escuro, do tamanho de uma pulga, um verdadeiro zigoto e que meu irmão deixava guardado dentro de uma caixinha. A caixinha tinha uns respiradouros maiores do que o zigoto, que de uma hora para outra desapareceu.

Chamei meu irmão desesperado para falar o que havia acontecido. Ele me pediu calma e disse que a gente ia achar ele, porque isso já tinha acontecido antes, e então começamos eu, ele e minha esposa a procurar o zigoto na cama, entre os lençóis. Eu estava com medo de que ele tivesse ido até o banheiro e caido pelo ralo.

Escuto um casal de crianças gritando falando que havia um lagarto no banheiro. Eu corro para lá a tempo de ver só o rabo do lagarto descendo pelo ralo. Eu grito: "Espere ai Sr. Lagarto, quero te pedir um favor".

O lagarto volta, ele é branco com olhos azuis. Ele me pergunta o que eu queria e eu lhe falo sobre o filho do meu irmão e meu temor de que ele tivesse caído nos esgotos. O lagarto me responde então: "Fique tranquilo, se ele estiver nos esgotos eu vou achá-lo e vou trazê-lo de volta pra você".

O sonho acabou ai.

9 de setembro de 2010

DEPRESSÃO E DEMÊNCIA

Deprimidos podem ter quase o dobro de risco de demência, diz estudo

fonte: BBC BRASIL

Cérebro

Estudos anteriores já indicavam relação entre os dois males

Dois novos estudos feitos nos Estados Unidos indicam que pessoas que sofrem de depressão têm mais risco de desenvolver demência, sendo que um deles indicou que deprimidos podem ter quase o dobro da possibilidade de o outro mal surgir.

No entanto, as pesquisas, divulgadas na publicação científica Neurology, concluem que existe uma relação, mas não deixam claro por que ela ocorre e nem se há vínculo de causa e efeito entre as duas condições.

O primeiro estudo acompanhou 1.239 pessoas e procurou estabelecer uma relação entre o número de vezes que cada participante apresentou depressão e os riscos de desenvolvimento de demência.

O trabalho revelou que quanto maior o número de crises de depressão, maiores os riscos de demência.

Pacientes que tiveram duas ou mais crises de depressão apresentaram quase o dobro do risco de desenvolver demência, o estudo concluiu.

Alzheimer

O segundo estudo, liderado por Jane Saczynski, da University de Massachusetts, acompanhou 949 pessoas com idades em torno de 79 anos durante 17 anos.

No início do estudo, os participantes não apresentavam sintomas de demência. Testes revelaram que 125 deles (13%), no entanto, apresentavam sintomas de depressão.

No final, 164 dos participantes haviam desenvolvido demência. Destes, 136 foram diagnosticados como portadores do mal de Alzheimer, uma das mais comuns formas de demência.

Esta não é a primeira vez que cientistas enxergam uma possível relação entre depressão e demência. Em 2008, dois estudos sobre o mal de Alzheimer apresentavam conclusões semelhantes.

Clique Leia mais na BBC Brasil sobre essas pesquisas

Inflamação

"Se por um lado não está claro se a depressão provoca a demência, a depressão poderia influenciar de várias formas os riscos de que uma pessoa desenvolva a condição", disse Jane Saczynski.

"Uma inflamação de tecidos no cérebro, que ocorre quando uma pessoa está deprimida, poderia contribuir para a demência. Certas proteínas encontradas no cérebro, que aumentam quando há depressão, também poderiam estar envolvidas".

Para Rebecca Wood, diretora da entidade britânica de fomento à pesquisas sobre o Mal de Alzheimer, Alzheimer's Research Trust, “semelhanças entre os sintomas de depressão e demência significam que as duas condições podem às vezes ser confundidas no momento do diagnóstico, mas não sabemos se estão vinculadas biologicamente".

"Esses estudos recentes indicam que pode haver conexões profundas entre demência e depressão, então precisamos ampliar as pesquisas para descobrir mais".

17 de agosto de 2010

Como a morte é vista em diferentes religiões e doutrinas?

De maneira geral, cristãos, islâmicos e judeus acreditam que após a morte há a ressurreição. Já os espíritas crêem na reencarnação: o espírito retorna à vida material através de um novo corpo humano para continuar o processo de evolução. Algumas doutrinas acreditam que as pessoas podem renascer no corpo de algum animal ou vegetal. Em algumas religiões orientais, o conceito de reencarnação ganha outro sentido: é a continuação de um processo de purificação. Nas diversas religiões, o homem encara a morte como uma passagem ou viagem de um mundo para outro. (Fonte: Época)


Filosofia

A sobrevivência do espírito humano à morte do corpo físico e a crença na vida e no julgamento após a morte já era encontrada na filosofia grega, em especial em Pitágoras, Platão e Plotino. Já Sartre, filósofo francês, defendia que o indivíduo tem uma única existência. Para ele, não há vida nem antes do nascimento e nem depois da morte.


Doutrina niilista

Sendo a matéria a única fonte do ser, a morte é considerada o fim de tudo.


Doutrina panteísta

O Espírito, ao encarnar, é extraído do todo universal. Individualiza-se em cada ser durante a vida e volta, com a morte, à massa comum.


Dogmatismo Religioso

A alma, independente da matéria, sobrevive e conserva a individualidade após a morte. Os que morreram em ‘pecado’ irão para o fogo eterno; os justos, para o céu, gozar as delícias do paraíso.


Budismo

O Budismo prega o renascimento ou reencarnação. Após a morte, o espírito volta em outros corpos, subindo ou descendo na escala dos seres vivos (homens ou animais), de acordo com a sua própria conduta. O ciclo de mortes e renascimentos permanece até que o espírito liberte-se do carma (ações que deixam marcas e que estabelece uma lei de causas e efeitos). A depender do seu carma, a pessoa pode renascer em seis mundos distintos: reinos celestiais, reinos humanos, reinos animais, espíritos guerreiros, espíritos insaciáveis e reinos infernais. Estes determinam a Roda de Samsara, ou seja, o transmigrar incessante de um mundo a outro, ora feliz e angelical, ora sofrendo terríveis torturas, brigando e reclamando. Em qualquer um destes estágios as pessoas estão sujeitas a transformações.

De acordo com o Livro Tibetano da Morte, existem 49 etapas, ou 49 dias, após a morte. Os monges oram para que as pessoas atinjam a Terra Pura – lugar de paz, tranqüilidade e sabedoria iluminada – ou renasçam em níveis superiores.

Para libertar-se do carma e alcançar a iluminação ou o Nirvana, o ciclo ignorância, sede de viver e o apego às coisas materiais deve ser abolido da mente dos homens. Para isso, a doutrina budista ensina a evitar o mal, praticar o bem e purificar o pensamento. O leigo deve praticar três virtudes: fé, moral e benevolência. Para eles, todo ser humano é iluminado, embora não tenha consciência disso.


Hinduísmo

A visão hindu de vida após a morte é centrada na idéia de reencarnação.

Para os hinduístas, a alma se liga a este mundo por meio de pensamentos, palavras e atitudes. Quando o corpo morre ocorre a transmigração. A alma passa para o corpo de outra pessoa ou para um animal, a depender das nossas ações, pois a toda ação corresponde uma reação – Lei do Carma. Enquanto não atingimos a libertação final – chama de moksha -, passamos continuamente por mortes e renascimentos. Este ciclo é denominado Roda de Samsara, da qual só saímos após atingirmos a Iluminação.

No hinduísmo, a alma pode habitar 14 níveis planetários distintos (chamadosa Bhuvanas) dentro da existência material, de acordo com seu nível de consciência. Quando se liberta, a alma retorna ao verdadeiro lar, um mundo onde inexistem nascimentos e mortes.

Os hindus possuem crenças distintas, mas todas são baseadas na idéia de que a vida na Terra é parte de um ciclo eterno de nascimentos, mortes e renascimentos.


Islamismo (Religião Muçulmana)

Para o islamismo, Alá (Deus) criou o mundo e trará de volta a vida todos os mortos no último dia. As pessoas serão julgadas e uma nova vida começará depois da avaliação divina. Esta vida seria então uma preparação para outra existência, seja no céu ou no inferno.

Quando a pessoa morre, começa o primeiro dia da eternidade. Ao morrer, a alma fica aguardando o dia da ressurreição (juízo final) para ser julgado pelo criador. O inferno está reservado para as almas ‘desobedientes’, que foram desviadas por Satanás. No Alcorão, livro sagrado, ele é descrito como um lugar preto com fogo ardente, onde as pessoas são castigadas permanentemente. Para o paraíso, vão as almas que obedeceram e seguiram a mensagem de Alah e as tradições dos profetas (entre eles, os cinco principais: Noé, Abrão, Moisés, Jesus filho de Maria e Mohammed). No Alcorão, o paraíso é descrito como um lugar com rios de leite, córregos de mel e outras belezas jamais vistas pelo homem.


Espiritismo

Defende a continuação da vida após a morte num novo plano espiritual ou pela reencarnação em outro corpo. Aqueles que praticam o bem, evoluem mais rapidamente. Os que praticam o mal, recebem novas oportunidades de melhoria através das inúmeras encarnações. Crêem na eternidade da alma e na existência de Deus, mas não como criador de pessoas boas ou más. Deus criou os espíritos simples e ignorantes, sem discernimento do bem e do mal. Quem constrói o céu e o inferno é o próprio homem.

Pela teoria, todos os seres humanos são espíritos reencarnados na Terra para evoluir. A morte seria apenas a passagem da alma do mundo físico para a sua verdadeira vida no mundo espiritual. E mesmo no paraíso, acredita-se que o espírito esteja em constante evolução para o seu aperfeiçoamento moral.

As almas dos mortos ligam-se umas às outras, em famílias espirituais, guiadas pela sintonia entre elas. Consequentemente, os lugares onde vivem possuem níveis vibratórios diferentes, sendo uns mais infelizes e sofredores, e outros mais felizes e plenos.

Muitas escolas espiritualistas – não todas – defendem a idéia da sobrevivência da individualidade humana, chamada espírito, ao processo da morte biológica, mantendo suas faculdades psicológicas intelectuais e morais.


Igreja evangélica

Como no catolicismo, os evangélicos acreditam no julgamento, na condenação (céu ou inferno) e na eternidade da alma. A diferença é que o morto faz uma grande viagem e a ressurreição só acontecerá quando Jesus voltar à Terra, na chamada ‘Ressurreição dos Justos’, ou, então, aqueles que forem condenados terão uma nova chance de ressurreição no ‘Julgamento Final’. Os que morrerem sem Cristo como seu Deus também receberão um corpo especial para passar a eternidade no lago de fogo e enxofre.


Igreja Adventista do Sétimo Dia

Na Igreja Adventista do Sétimo Dia, os mortos dormem profundamente até o momento da ressurreição. Quem cumpriu seu papel na Terra recebe a graça da vida eterna, do contrário desaparece.


Igreja Batista

Crêem na morte física (separação da alma do corpo físico) e na morte espiritual (separação da pessoa de Deus). Os que, após a morte física, acreditam ou passam a confiar em Jesus Cristo, vão para o Paraíso onde terão uma vida de paz e felicidade. Com a morte espiritual, a alma vai para o Inferno para uma vida de angústia, sofrimento, dor e tormentos.


Catolicismo

A vida depois da morte está inserida na crença de um Céu, de um Inferno e de um Purgatório. Dependendo de seus atos, a alma se dirige para cada um desses lugares.

A alma é eterna e única. Não retorna em outros corpos e muito menos em animais. Crê na imortalidade e na ressurreição e não na reencarnação da alma. A Bíblia ensina que morreremos só uma vez. E ao morrer, o homem católico é julgado pelos seus atos em vida. Se ele obtiver o perdão, alcançará o céu, onde a pessoa viverá em comunhão e participação com todos os outros seres humanos e, também, com Deus. Se for condenado, vai para o inferno. Algumas almas ganham uma chance para serem purificadas e vão para o purgatório, que não é um lugar, e sim uma experiência existencial da pessoa. Quem for para o céu ressuscitará para viver eternamente. Depois do Juízo Final, justos e pecadores serão separados para a eternidade. Deus julga os atos de cada pessoa em vida de acordo com a palavra que revelou através de Seu Filho, com os ideais de amor, fraternidade, justiça, paz, solidariedade e verdade.


Judaísmo

O judaísmo crê na sobrevivência da alma, mas não oferece um retrato claro da vida após a morte, e nem mesmo se existe de fato.

O judaísmo é uma religião que permite múltiplas interpretações. Algumas correntes acreditam na reencarnação, outras na ressurreição dos mortos. Enquanto a reencarnação representa o retorno da alma para um novo corpo, a ressurreição é definida como o retorno da alma ao corpo original.

Para os judeus, a lei permite à pessoa que vai morrer pôr a sua casa em ordem, abençoar a família, enviar mensagem aos que lhe parecem importantes e fazer as pazes com Deus. A confissão in extremis é considerada importante elemento na transição para o outro mundo.


Candomblé

Não existe uma concepção de céu ou inferno, nem de punição eterna. As almas que estão na terra devem apenas cumprir o seu destino, caso contrário vagarão entre céu e terra até se realizar plenamente como um ser consciente e eterno.

Os cultos afro-brasileiros acreditam que os mistérios da vida e da morte são regidos por uma Lei Maior, uma força divina que dá o equilíbrio divino ou eterno. O Candomblé vê o poder de Deus em todas as coisas e, principalmente, na natureza. Morrer é passar para outra dimensão e permanecer junto com os outros espíritos, orixás e guias. Trabalha com a força da natureza existente entre terra (Aìyê) e o céu (Òrun). Nos cultos afros, o assunto de vida após a morte não é bem definido.

Na Terra, o objetivo do homem é realizar o seu destino de maneira completa e satisfatória. Ao cumprir o seu destino na Terra, o ser humano está pronto para a morte. Após a morte, o espírito será encaminhado ao Òrun, para uma dimensão reservada aos seres ancestrais, ou seja, eternos. O ser humano pode ser divinizado e cultuado. Caso o seu destino não seja cumprido, os espíritos ficarão vagando entre os espaços do céu e da terra, onde podem influenciar negativamente os mortais. Como não se realizaram plenamente, estes espíritos estão sujeitos à reencarnação. Já as pessoas vivas que sofrem as suas influências negativas, precisam passar por rituais de limpeza espiritual para reencontrar o equilíbrio.


Umbanda

A Umbanda sofre influências de crenças cristãs, espíritas e de cultos afros e orientais. Como não existe uma unidade ou um ‘livro sagrado’, alguns umbandistas admitem o céu e o inferno dos cristãos, enquanto outros falam apenas em reencarnação e Carma.

Na Umbanda, morte e nascimento são momentos sagrados, que marcam a passagem de um estado a outro de manifestação espiritual, morremos para um lado e nascemos para outro lado da vida, o que nos aguarda do outro lado depende de nós mesmos.

A Umbanda explica o universo através de sete linhas, regidas por Orixás. Ao morrer, a pessoa será atraída por estes mundos espirituais. A matéria é apenas um dos caminhos para a evolução do espírito. Sendo assim, a morte é uma etapa do ciclo evolutivo, sendo a reencarnação a base da evolução. O objetivo maior do nascimento e da morte é a harmonização e a evolução consciente do espírito. Após morte, o ser humano leva consigo suas alegrias, sua fé, suas crenças, suas mágoas e suas dores. E terá que lidar com elas, sempre contanto com o auxílio dos espíritos mais evoluídos que o recepcionarão no outro lado da vida e o ajudarão na sua adaptação no mundo espiritual.

Com a morte do corpo físico, os espíritos bons podem se tornar protetores, enquanto os maus (espíritos de pouca evolução, devido às poucas encarnações) podem virar perturbadores. Os mortos (desencarnados) podem ser contatados, ajudados ou afastados.

16 de agosto de 2010

SONHO: A FUGA

Eu fazia parte de um grupo de pessoas que se esconde em uma espécie de sítio. Está noite e não há eletricidade. A única luz que há é a de fogueiras, mas elas tem que ser poucas e pequenas para não atrair os monstros, que estranhamente não tem forma, ou não me lembro da forma delas.

Há um furgão que usamos para fugir. Cada um do grupo parece ter uma arma diferente. Fugimos com o furgão por uma estrada de terra que passa em meio a uma densa mata. O carro vaia toda velocidade, e os monstros nos perseguem. Usamos nossas armas e afugentamos as criaturas.

O mais importante neste sonhos para mim não foi o que ocorreu mas o que eu senti. Senti medo, opressão e estresse. Mas não me senti sozinho, e isso foi algo importante. Me senti fazendo parte de um grupo, me senti integrado, lutando com outras pessoas por um objetivo em comum. E isso foi bom.

12 de agosto de 2010

RECAÍDAS

É terrível como a depressão pode nos aleijar. É assim que me sinto: deficiente, como se não tivesse uma perna e ainda assim precisasse andar, sem muletas, cadeiras de roda ou próteses.

Esta incapacitação é tão tenebrosa que explicá-la torna-se muito, muito difícil. E para a maioria das pessoas entendê-la é tão complicado quanto explicá-la. Daí acharem que sou fraco ou derrotista.

Para você ter uma ideia tudo o que eu gostava de fazer antes me parece enfadonho agora. Até mesmo escrever isso aqui que estou escrevendo agora machuca, dói, esfola minha alma. Minha mente parece um motor que não quer pegar de forma alguma. Não consigo processar informações, não consigo pensar. Pelo menos bloquear conscientemente os pensamentos ruins que me atormentavam eu tenho conseguido, o que já é alguma coisa.

Nestas horas onde o mundo fica cinza a mente parece ficar amortecida. Esta é a única descrição que consigo fazer. Minha cabeça fica estranha, parece cheia de cimento, e fico com a sensação de que estou com febre. Meu corpo fica amolecido como se eu estivesse na iminência de uma forte gripe. Falar é a última coisa que desejo. Ou melhor, é a penúltima. A última coisa que eu desejo é continuar assim como estou. E durante todo o tempo parece que sou uma pilha velha e sem carga.

Nestas crises qualquer mudança me afeta profundamente, por mais leve que seja. Sejam boas ou ruins, eu fico deprimido, afundado não necessariamente em tristeza, mas em uma total incapacidade de ter energia para fazer qualquer coisa, principalmente as mentais. E meu trabalho é 100% mental.

Ontem a tarde fiz algo que muito raramente faço, que foi dar uma volta com meu cachorro(normalmente é minha esposa quem faz isso). Ajudou, pois minha mente se sentiu mais leve. Mas não impediu que eu continuasse dessa forma.

O estranho é que na semana passada eu fiquei bom. Bom como há bastante tempo não ficava, com disposição, com alegria! Mas acabou. Esta fase foi embora da mesma forma que veio, na calada da noite.

Estou lendo o livro “O Demônio do Meio-Dia”, que é um bom livro sobre o problema da depressão (o mais interessante é que diferente de tantos outros livros é que este foi escrito por uma pessoa com depressão grave que a trata até os dias atuais). Nele há uma passagem que explica bem como é a depressão e como pessoas saudáveis podem experimentar a agonia de se estar deprimido, achei que foi uma boa comparação.

As vezes você tem um pesadelo muito ruim, e acorda agoniado com aquilo, pensando por alguns curtos mas aparentemente eternos segundos que aquilo era verdade, sem distinguir entre o sonho e a realidade. A depressão é parecida com isso, mas neste caso a sensação não desaparece em segundos, e pode nos companhar por toda a vida.

Como você conseguiria viver sua vida, trabalhando, se relacionando... com esta sensação o tempo todo em você? Mesmo que você fique falando a si mesmo que isso não é a realidade, que a realidade é muito mais branda, que não há motivos reais para você se sentir assim, a depressão não vai embora facilmente. E volta com força de tempos em tempos para nos visitar como um parente longínquo e indesejável do qual você não pode se livrar.

Eu desisto de tentar explicá-la. Há pessoas que não a entenderão nunca. E espero que nunca a entendam, pois ela só pode ser compreendida verdadeiramente por quem realmente quer e por que é obrigado a isso, sofrendo dela ou tendo alguém muito próximo que sofra dela.

Não há como se livrar dela com um simples pensamento. É uma luta diária. Há dias em que a luta é fácil, outros em que a luta é franca e outros em que lutar é impossível.