O fato é que desde que a comprei, não consegui mais ir na academia. Caí em um fluxo horrível de horas-extras por conta de um projeto que atrasou terrivelmente, e o pior: não por culpa minha. Comento com as pessoas que eu sou um banana pra muita coisa, mas injustiça é algo para o qual não fui forjado a suportar: dão a entender que acham que parte da culpa deste atraso é minha, sendo que fui jogado sem para-quedas neste projeto a pouco tempo. É mole?
Nem preciso dizer que minhas mãos tremem de ódio e um sentimento de destruir qualquer coisa por perto afloram tão fácil quanto um sorriso de nervoso. Eu não nasci para passar por este tipo de babaquice, e um pensamento que não tinha a muito tempo voltou à pauta da minha mente: que tal mudar de profissão? Porque de emprego não iria adiantar: a área de sistemas é igual em qualquer canto deste país. Ossos do ofício.
Particularmente eu queria mudar de país ou se possível de planeta. Mas muita gente também queria ser o super-homem, então deixa pra lá...
Nessa onda eu tenho feito uma jornada normal de 8 horas, mais uma estendida de 4 horas e uma terceira de 3 horas em casa, em um trabalho freelancer. São 15 horas de por dia ralando a bunda em uma cadeira, sem nenhum exercício físico mais complexo que me levantar para ir ao banheiro (já é alguma coisa).
Sinceramente: meu cérebro não consome tanta energia assim, mas meu corpo fica mais esbodegado do que se eu tivesse ido à academia todos os dias.
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