LUTE

Combata o bom combate da fé. Tome posse da vida eterna, para a qual você foi chamado e fez a boa confissão na presença de muitas testemunhas - 1 Timóteo 6:12

SE DEIXE TRANSFORMAR

Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus - Romanos 12:2

ACEITE O SACRIFÍCIO

Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna - João 3:16

VÁ NA CONTRA-MÃO

Converta-se cada um do seu caminho mau e de suas más obras, e vocês permanecerão na terra que o Senhor deu a vocês e aos seus antepassados para sempre. Não sigam outros deuses para prestar-lhes culto e adorá-los; não provoquem a minha ira com ídolos feitos por vocês. E eu não trarei desgraça sobre vocês - Jeremias 25:5-6

REFLITA A LUZ DE JESUS

Pois Deus que disse: "Das trevas resplandeça a luz", ele mesmo brilhou em nossos corações, para iluminação do conhecimento da glória de Deus na face de Cristo - 2 Coríntios 4:6

Pesquisar

8 de abril de 2016

DEPRESSÃO E SEUS REFLEXOS: ANSIEDADE, MEDO E SÍNDROME DO IMPOSTOR


Estou há praticamente 3 meses sem terapia, e há mais de 4 sem medicação.

A sensação é de ansiedade. Controlada, por bem ou por mal. Mas a ansiedade, que é no final das contas um tipo de medo, que acaba incitando minha síndrome do impostor que por sua vez retro-alimenta o ciclo todo, gerando mais ansiedade. Noto e racionalizo toda essa situação. Mas desde quando racionalizar algo resolve uma angústia gerada por pura emoção irracional?

O cuidado em manter-me longe de fatores de estresse exacerbado é o que me mantém minimamente equilibrado, mas você sabe bem como é a vida, não é mesmo? Ainda mais nestes tempos obscuros de crise em todas as esferas que vivemos nestes anos estranhos e conturbados que tornam as atividades já tensas em algo muito mais tenso. Você simplesmente não tem controle de nada e isso é jogado na sua cara a todo instante, e você percebe que não conduz nada mas sim que é conduzido, na maioria das situações, como uma folha morta pela enxurrada.

"Controle" sempre foi uma ilusão, que no final das contas aumenta mais ainda o problema com a ansiedade e todo o resto. A gente cresce sendo educado e ouvindo que tem que se controlar, que tem que ter o controle de sua vida em suas mãos, e que pessoas de sucesso controlam suas atitudes, suas escolhas e colhem o que plantam, e que você tem que ser assim. Nada mal pensar dessa forma, ser alguém de atitude!

Mas ai você cresce, começa a lidar com a vida e vai percebendo que as coisas não são bem assim. Você começa a perceber que você, na verdade, controla muito pouco ou quase nada, e que as pessoas que detém o controle são poucas, muito poucas, e que eu, dentre a grande maioria dos membros da sociedade, não faço parte desta elite controladora. Entre winners e losers, a maioria são losers e eu estou nesse meio.

Não estou entrando no mérito de que em Cristo somos mais do que vencedores. A esperança que alimenta a minha fé é a de que a salvação de Jesus é uma graça, porque se eu tivesse que fazer qualquer coisa para tê-la, eu não conseguiria.

Já a síndrome do impostor sempre me afeta. Tudo anda bem até que algo, por menor que seja, explode na minha cara, e quando isso acontece, é como se um milhão de pessoa apontassem para mim dizendo "você não controla nada, sua suposta competência no que faz é falsa porque é fruto do acaso e não do seu próprio esforço, se alguma pequena coisa der errado você não é capaz de corrigi-la porque você não tem controle de nada afinal, e sua incompetência se tornará evidente".

Uma destas pequenas coisas explodiu estes dias. Numa escala de 0 a 10 em importância, pensando de forma bem objetiva, isso foi algo entre 1 e 2 no máximo, mas mesmo assim foi suficiente para disparar o gatilho deste indesejado processo.

5 de abril de 2016

DIRETO DO INFERNO


O clamor obsessivo dos intelectuais, dos políticos e da mídia pela "supressão das desigualdades" e por uma "sociedade mais justa" pode não produzir, mesmo no longo prazo, nenhum desses dois resultados ou qualquer coisa que se pareça com eles. Mas, de imediato, produz ao menos um resultado infalível: faz as pessoas acreditarem que o predomínio da justiça e do bem depende da sociedade, do Estado, das leis, e não delas próprias. Quanto mais nos indignamos com a "sociedade injusta", mais os nossos pecados pessoais parecem se dissolver na geral iniqüidade e perder toda importância própria.

Que é uma mentira isolada, uma traição casual, uma deslealdade singular no quadro de universal safadeza que os jornais nos descrevem e a cólera dos demagogos verbera em palavras de fogo do alto dos palanques? É uma gota d'água no oceano, um grão de areia no deserto, uma partícula errante entre as galáxias, um infinitesimal ante o infinito. Ninguém vai ver. Pequemos, pois, com a consciência tranqüila, e discursemos contra o mal do mundo.

Eliminemos do nosso coração todo sentimento de culpa, expelindo-o sobre as instituições, as leis, a injusta distribuição da renda, a alta taxa de juros e as hediondas privatizações.

Só há um problema: se todo mundo pensa assim, o mal se multiplica pelo número de palavras que o condenam. E, quanto mais maldoso cada um se torna, mais se inflama no coração de todos a indignação contra o mal genérico e sem autor do qual todos se sentem vítimas.

É preciso ser um cego, um idiota ou completo alienado da realidade para não notar que, na história dos últimos séculos, e sobretudo das últimas décadas, a expansão dos ideais sociais e da revolta contra a "sociedade injusta" vem junto com o rebaixamento do padrão moral dos indivíduos e com a conseqüente multiplicação do número de seus crimes. E é preciso ter uma mentalidade monstruosamente preconceituosa para recusar-se a ver o nexo causal que liga a demissão moral dos indivíduos a uma ética que os convida a aliviar-se de suas culpas lançando-as sobre as costas de um universal abstrato, "a sociedade".

Se uma conexão tão óbvia escapa aos examinadores e estes se perdem na conjeturação evasiva de mil e uma outras causas possíveis, é por um motivo muito simples: a classe que promove a ética da irresponsabilidade pessoal e da inculpação de generalidades é a mesma classe incumbida de examinar a sociedade e dizer o que se passa. O inquérito está a cargo do criminoso. São os intelectuais que, primeiro, dissolvem o senso dos valores morais, jogam os filhos contra os pais, lisonjeiam a maldade individual e fazem de cada delinquente uma vítima habilitada a receber indenizações da sociedade má, e, depois, contemplando o panorama da delinquência geral resultante da assimilação dos novos valores, se recusam a assumir a responsabilidade pelos efeitos de suas palavras. Então têm de recorrer a subterfúgios cada vez mais artificiosos para conservar uma pose de autoridades isentas e cientificamente confiáveis.

Os cientistas sociais, os psicólogos, os jornalistas, os escritores, as "classes falantes", como as chama Pierre Bourdieu, não são as testemunhas neutras e distantes que gostam de parecer em público (mesmo quando em família se confessam reformadores sociais ou revolucionários). São forças agentes da transformação social, as mais poderosas e eficazes, as únicas que têm uma ação direta sobre a imaginação, os sentimentos e a conduta das massas. O que quer que se degrade e apodreça na vida social pode ter centenas de outras causas concorrentes, predisponentes, associadas, remotas e indiretas; mas sua causa imediata e decisiva é a influência avassaladora e onipresente das classes falantes.

Debilitar a consciência moral dos indivíduos a pretexto de reformar a sociedade é tornar-se autor intelectual de todos os crimes - e depois, com redobrado cinismo, apagar todas as pistas. A culpa dos intelectuais ativistas na degradação da vida social, na desumanização das relações pessoais, na produção da criminalidade desenfreada é, no seu efeito conjunto, ilimitada e incalculável. É talvez por eles terem se sujado tanto que suas palavras de acusação contra a sociedade têm aquela ressonância profunda e atemorizante que ante a platéia ingênua lhes confere uma aparência de credibilidade. Ninguém fala com mais força e propriedade contra o pecador do que o demônio que o induziu ao pecado. O discurso dos intelectuais ativistas contra a sociedade vem direto do último círculo do inferno.

17 de fevereiro de 2016

PARANDO COM A TERAPIA


Parei com a terapia semana passada. Foram quase 8 anos ininterruptos. Uma mudança de horários na minha rotina diária me impossibilitava de continuar no mesmo dia e horário, e minha terapeuta não tendo outra disponibilidade, encerrei o atendimento.

Ela me ajudou bastante nestes 8 anos, mas há tempos eu sinto que eu só ia lá para desabafar, para falar das minhas encanações, entender algumas coisas do meu dia-a-dia que me incomodavam, e só. Não sentia que havia uma evolução há bastante tempo. Eu não sentia que estava progredindo, mas apenas trabalhando para me manter no patamar em que me encontrava.

É claro que estou inseguro. Foram 8 anos de acompanhamento terapêutico. Será que terei uma recaída? Será que vou conseguir manter minha mente minimamente saudável para pelo menos continuar como estou atualmente, conseguindo trabalhar, conseguindo levar minha vida de forma razoavelmente bem? Conseguindo não ficar deprimido? Eu parei com a medicação há uns 3 meses e estou bem, pelo menos por enquanto.

Minha terapeuta sempre me disse que eu tenho sérios problemas com sentimento de culpa, ansiedade , baixa auto-estima e complexos derivados da associação destes. Estou consciente deles, mas não sei se isso bastará para mantê-los sob controle.

Associando isso a um período de estudos em minha igreja, noto que algo está para ocorrer em minha vida e me deixa preocupado. Por muito tempo eu vinha me perguntando no quanto a terapia me ajudava e ao mesmo tempo poderia estar me impedindo de evoluir como um cristão, já que na terapia muitas coisas que como cristão eu achava que eram problemas na verdade eram tratadas como coisas normais que eu devia aceitar por ser, afinal, humano. Justamente agora que estou saindo da terapia, na EBD em minha igreja, começamos a estudar sobre o que significa ser um discípulo de Deus, e já nos primeiros estudos vou percebendo o quão absolutamente falho eu sou.

OK, respiro fundo, tento ter calma para abstrair os ensinamentos a fim de evoluir como pessoa e como cristão sem me deprimir. Isso porque, olhando o alvo que eu teoricamente devo atingir (o padrão que a Bíblia estabelece para nós como cristãos), ele me parece inatingível sob quase todos os pontos de vista.

Eu sei que é um processo de vida. Sei que ninguém além do Senhor Jesus foi ou será perfeito. Mas fico sempre incomodado, com a sensação de que estou devendo muito ao Senhor, de que não me esforço o bastante e que "deixo rolar" meus pecados sem lutar o tanto que posso contra eles, e que por isso mesmo estou tentando me enganar, tentando enganar aos outros e tentando enganar a Deus.

Enfim, parece não ter sido uma boa hora para parara com a terapia. Ou será que foi a hora ideal?

Só o tempo dirá.

18 de outubro de 2015

Paul Washer - "Cristão": você realmente é salvo? (dublado em português)


Essa pregação vai te deixar aterrorizado, mas isso pode ser bom. Pode te despertar para algo que vai ser importante para toda a eternidade.

15 de maio de 2015

DO PRISTIQ AO VELIJA

Semana passada tive nova consulta com meu psiquiatra, e o balanço que fiz nesses 30 dias com o Pristiq (succinato de desvenlafaxina monoidratado), que comecei tomando 25mg e depois de 1 semana passei a tomar 50mg, foi de que não estava fazendo nenhum efeito, seja por ainda estar exposto a situações estressantes (ao menos na minha cabeça) seja porque minhas compulsões não haviam cedido em nada.

O recomendado foi tentar uma outra medicação chamada Velija (cloridrato de duloxetina), que comecei tomando 30mg por dois dias e depois passei a tomar 60mg (hoje já é o 2º dia com 60mg). A ideia segundo meu psiquiatra é que pacientes que não respondiam bem ao Pristiq respondiam bem ao Velija, e ele queria tentar essa mudança.

Tive um sono absurdo no primeiro dia com 60mg. Mas fora isso, não sei se é efeito placebo ou se é porque os eventos que estavam me estressando estão bem menores, ou ainda se é porque a medicação realmente está fazendo efeito, mas estes últimos dias tem sido bem melhores: o humor melhorou, o sono melhorou (o frio ajuda um pouco), a ansiedade melhorou.

O fato de que espiritualmente estou mais engajado, pela graça de Deus, com toda certeza está contribuindo para isso pois, além de mais tranquilo (creio que devido a isso) as compulsões estão começando a voltar ao patamar de controláveis.

Estou esperançoso. Creio que a medicação, somado às mudanças que assumi em minha vida (visando simplificá-la) assim como a graça de Deus vão me tirar dessa com toda certeza.

6 de maio de 2015

ÓDIO DE ESTIMAÇÃO

Infelizmente, uma das características mais marcantes da minha personalidade, contra a qual eu luto bastante, é meu mal-humor. É notório que em momentos como este pelo qual estou passando eu tendo a entrar nesse estado de intolerância com tudo e todos mais facilmente. Era sim desde o ginásio, com colegas e familiares.

Eu fiquei sem escrever neste blog por muito tempo, pois desde meados de setembro do ano passado eu passei por muitas mudanças no meu emprego, virando supervisor. E mudanças são o inferno para mim.

A pressão era muito grande. Eu nunca desejei tal posição, mas aceitei por achar que "era o correto" porque afinal de contas todos olham para promoções como prêmios. Debati o assunto à exaustão na terapia, mas no final das contas eu não conseguia lidar positivamente (do ponto de vista emocional) com o cargo. A experiência não foi ruim, pelo contrário: foi melhor do que eu esperava e me rendeu uma melhora na auto-estima. Mas era pressão demais para mim, e novas mudanças ocorreram mês passado e eu não aguentei - já não vinha aguentando.

Ano de crise, empresa exercendo forte pressão por mudanças, desorganização inerente a um período de mudanças estruturais profundas... eu pedi para sair da supervisão e voltei a minhas antigas atividades, porém com uma carga maior de atribuições, então não estou sentindo tanto alívio, e a medicação que citei no post anterior não parece estar exercendo efeito algum.

A ansiedade e desespero diante de uma enxurrada de trabalho, associada a depressão que voltou (mais fraca que antes mas voltou), mais a situação política e econômica do país me desestabilizaram. E com essa desestabilização, meu mal e velho ódio de estimação roeu a corda da coleira e está dando voltas em meu coração brincando com a depressão. Estou correndo atrás dos desgraçados, mas eles são difíceis de segurar.

Eu até consigo disfarçar o ódio (não é bem ódio, está mais para um mal humor) e a depressão no dia-a-dia, até porque ninguém merece estar do lado de alguém assim, e principalmente porque murmurar não é o que Deus deseja de nós durante as tribulações da vida. Então, como sou educado, responsável e profissional, NA MAIORIA DAS VEZES eu consigo desassociar o sentimento das iterações que realizo. Mas algumas vezes escapa, eu fecho a cara e ou descompensar de alguma forma não muito positiva.

Acho que não posso fazer nada com relação a isso. Apesar de toda minha neurose, continuo a ser tão humano e falho quanto sempre fui e sempre serei.

13 de abril de 2015

PRISTIQ - INÍCIO

Depois de 4 anos de remissão da depressão, fiquei mal de novo devido a muitas mudanças em minha vida, que me bagunçaram internamente. Só de observar que essa é apenas a 2ª postagem que faço aqui este ano, dá pra ter uma ideia do quanto ando sem tempo para nada. Foi uma questão de tempo, infelizmente. Um dia eu explico os motivos. Basicamente é trabalho, mas mais profundamente do que isso, é uma total falta de confiança em mim mesmo.

Meu psiquiatra receitou o Pristiq de 50mg, com uma introdução de 25mg/dia por 4 dias. A previsão do uso da medicação é de 6 meses, mas quando comecei com a fluoxetina/lexapro também era por pouco tempo, e acabei ficando em tratamento por quase 3 anos.

Agora, no segundo dia da introdução, sinto uma leve apatia e sono. Diante do estresse diário, isso é até um alívio.

Não sei bem o que pensar. estou um pouco preocupado, ganhei muitas responsabilidades nos últimos meses e isso tem me zoado bastante. Agora, além de não confiar em mim mesmo, tenho dúvidas se tomei as decisões corretas, pois afinal elas me levaram a essa situação. Mas se não as tivesse tomado, podia estar me arrependendo por não tê-las tomado. Parece ser uma situação onde não tem como ganhar.

Sem me preocupar com os "se", tenho que seguir em frente de uma forma ou de outra. Conto com o Senhor ao meu lado sempre. Mas cá entre nós, estou com um pouco amedrontado diante de toda a situação. Preciso de fé acima de tudo. O Senhor é sempre bom. Tenho paz em saber que mesmo que eu sofra, tudo tem um propósito.

A medicação pode me estabilizar quando atingir a concentração sanguínea de trabalho, o que deve ocorrer daqui uns 7 dias (comecei a tomar sábado, dia 11/04/2015) . Vamos ver.