LUTE

Combata o bom combate da fé. Tome posse da vida eterna, para a qual você foi chamado e fez a boa confissão na presença de muitas testemunhas - 1 Timóteo 6:12

SE DEIXE TRANSFORMAR

Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus - Romanos 12:2

ACEITE O SACRIFÍCIO

Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna - João 3:16

VÁ NA CONTRA-MÃO

Converta-se cada um do seu caminho mau e de suas más obras, e vocês permanecerão na terra que o Senhor deu a vocês e aos seus antepassados para sempre. Não sigam outros deuses para prestar-lhes culto e adorá-los; não provoquem a minha ira com ídolos feitos por vocês. E eu não trarei desgraça sobre vocês - Jeremias 25:5-6

REFLITA A LUZ DE JESUS

Pois Deus que disse: "Das trevas resplandeça a luz", ele mesmo brilhou em nossos corações, para iluminação do conhecimento da glória de Deus na face de Cristo - 2 Coríntios 4:6

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2 de agosto de 2012

ENTREGA

"Obrigado pelo pensamento mas nós não podemos aceitar
bilhetes de loteria"


Jesus olhou e viu os ricos colocando suas contribuições nas caixas de ofertas. Viu também uma viúva pobre colocar duas pequeninas moedas de cobre. E disse: "Afirmo-lhes que esta viúva pobre colocou mais do que todos os outros. Todos esses deram do que lhes sobrava; mas ela, da sua pobreza, deu tudo o que possuía para viver". 
Lucas 21:1-4

Deus olha o coração e contextualiza as ações de pessoa para pessoa, pois se somos todos iguais perante Ele, ao mesmo tempo somos diferentes em nossas capacidades, personalidades, qualidades e deficiências. O que é muito para um é pouco para outro e vice-versa. Deus quer entrega e confiança nEle no que nos é difícil e caro principalmente, assim como a viúva demonstrou. Afinal o que nos é fácil, é fácil. Deus não quer restos, mas sim a primazia de nossa vida como um todo, porque Ele nos criou, Ele nos resgatou, e portanto, é o que ele merece.

O trecho das escrituras que levou a esta reflexão é muito usado para falar de dízimo nas igrejas, mas o contexto do qual Jesus falava ali, gosto de pensar, era muito mais amplo do que apenas dinheiro. Aliás a questão toda do dízimo é mais ampla do que apenas dinheiro. Possui a simbologia do sacrifício de vida a Deus quando o dízimo era feito no templo, com os holocaustos de gado e demais animais. Ou seja, entrega e anulação de si mesmo em prol de Deus. O dízimo supremo, quem pagou, foi Jesus Cristo na cruz.

O dinheiro é algo importante para a maioria absoluta das pessoas mesmo que elas digam que não. O dinheiro limita algumas coisas de ordem prática que eu posso ou não fazer, e a maioria esmagadora das pessoas sempre o tem em quantidades menores do que deseja, e não necessariamente em quantidades menores do que deveria ter. Muitos de nós acabamos gastando com coisas desnecessárias e erradas e não sabemos administrá-lo bem.

De forma prática o dinheiro me possibilita fazer algumas coisas (não todas, muitas dependem apenas de minha própria vontade e disposição)  ou adquirir coisas que me permitirão fazer algo. Desta forma ele é um meio e nunca um fim em si mesmo.


Assim sendo, Deus não precisa do meu dinheiro meramente. Isso é fato e qualquer outra pessoa que afirmar que Deus precisa, mente. Há várias igrejas por ai que falam isso, o que é muito errado. O que Deus quer não é meu dinheiro, mas sim minha vida dedicada a Ele, mortificada e restaurada pelo amor em Jesus. É o significado da simbologia de entrega.

Igrejas por outro lado precisam do meu dinheiro.

As desonestas, para fazer todo tipo de coisa. De comprar canais de TV (e não usá-la corretamente para promover o evangelho) e jatinhos particulares a construir templos faraônicos para massificar seu doutrinamento biblicamente equivocado em muitos casos, passando por enriquecimento ilícito e alimentação de uma máquina religiosa que engana milhões de pessoas e trabalha contra o Reino de Deus, ridicularizando-o e desacreditando-o como a própria palavra fala que seria no final dos tempos.

As honestas, para pagar suas contas básicas, para sustentar honestamente e sem pujanças seus ministros e obreiros, e principalmente para promover o evangelho, seja pelo seu serviço religioso cotidiano, seja por meio de eventos evangelísticos, projetos sociais e culturais, divulgação em geral, etc.

Deus estabeleceu a entrega de dízimos por causa disso: para que sua representação material no mundo através da Igreja tenha um sustento igualmente material naquilo que materialmente ela precisa realizar para alcançar alvos finais espirituais. 

Ao mesmo tempo Deus proporcionou, para as pessoas que O amam, um canal pelo qual podem contribuir materialmente para atingir estes alvos espirituais, não para benefício de Deus, nem da Igreja em si, mas sim dela mesma (vendo-se participante e cumpridora do plano do Deus que ama) e das demais que serão alcançadas por meio das ações possibilitadas por seu gesto. Porque a Igreja de Jesus somos nós, e o alvo dEle é nossas vidas.

A viúva, ao ser pobre e proporcionalmente entregar mais dinheiro do que todos ali (Jesus diz que ela entregou na verdade TODO o dinheiro que possuía para viver), está materialmente sustentando a Igreja, mas ao mesmo tempo (e o foco deve ser nisso e não no simples dinheiro) está entregando suas possibilidades de vida a Deus. Ela está entregando tudo o que poderia ter feito com aquele dinheiro, como viagens, eletrônicos, diversão e alimentação. Não só os possíveis luxos e supérfluos, mas sim as próprias necessidades.

Isso é muito difícil! Ela está pondo a causa de Deus em primeiro lugar de uma forma bem radical! Não que viagens e diversão sejam errados, são coisas necessárias ao ser humano e Deus sabe disso porque Ele assim nos fez. Mas é uma questão de estabelecer prioridades. A viúva não se preocupou sequer com o que haveria de comer. As escrituras não citam nada a este respeito, mas o que Jesus disse sobre ela entregar tudo o que ela possuía para viver me leva a entender isso.

Me sinto péssimo agora ao pensar nas ofertas que costumo fazer em minha igreja. Quando as ofertas estão sendo recolhidas eu abro a carteira e o que estiver me sobrando ali eu dou. Mas olhe só o que eu falei: "o que estiver sobrando". Para a igreja e sua necessidade material de pagar contas e sustentar-se, tanto faz se eu dei o que sobrou ou não. Mas e quanto a meu coração e meu envolvimento com Deus? Estou me preocupando em primeiro lugar com Ele, com sua causa ao sustentar a igreja e me envolver com ela e deixar que ela propague o evangelho? Ou estou apenas me enganando e colocando a causa de Deus longe do topo que lhe pertence?

Deus não precisa do seu dinheiro. As igrejas podem até precisar dela para se sustentar. Mas o principal aqui é que Deus me ama, e uma vez entendendo seu evangelho e o amando pela salvação que Ele me deu em Jesus Cristo, entendo que a melhor forma de demonstrar isso é me doando e colocando-o como prioridade máxima. E não necessariamente com dinheiro, mas sim cumprindo com a vontade de Deus, amando ao próximo, ajudando pessoas, dando testemunho de Cristo, e (também) sustentando e servindo na igreja. Ou seja, vivendo Jesus, o que leva a contribuições em dinheiro ou não, dependendo do caso.

O que eu espero é que eu consiga dar primazia às coisas de Deus, com meu tempo, pensamento, dedicação e recursos. Primazia para promover o Reino de Deus, divulgar seu evangelho e ser instrumento do Espírito Santo para a salvação do maior número possível de pessoas.

FAZENDO O QUE TODO MUNDO FAZ


Ouça diversas opiniões e idéias para expandir as suas próprias, mas aprenda a pensar por si mesmo e a ser equilibrado e ponderado de acordo com suas convicções. Não tenha vergonha de acreditar no que você acredita. Não tenha vergonha de Jesus e do evangelho.

Seja amigo das pessoas e tenha integração com elas no dia-a-dia, mas não siga o rebanho só para se sentir parte de grupo e usufruir do conforto emocional e psicológico que isso lhe proporciona. Se integrar é importante, mas você não pode se amoldar a coisas que vão contra o que Deus nos declarou em sua palavra. Seja maduro.

Não seja uma pessoa intransigente, eternamente do contra e aniquiladora de opiniões, mas não seja um maria-vai-com-as-outras e concorde com tudo. Viva de acordo com quem você é. Seja equilibrado com sua fé.

Promova relacionamentos bons de amizade e camaradagem, mas não faça algo (apenas) para atender as expectativas alheias. Considerar as pessoas em seus relacionamentos é importante, mas não ao ponto de você se anular. Submissão total, só a Deus. Você é quem você é.

Minha mãe me dizia o seguinte quando eu era menor e falava que queria fazer algo porque todo mundo também estava fazendo: "Então, se todo mundo começar a comer merda, você vai comer merda também?". Ou seja: não é porque todo mundo faz algo que aquilo é bom. A maioria simplesmente nem se pergunta isso, apenas faz.

Você se pergunta se o que você faz é o certo?

26 de julho de 2012

OBSTÁCULOS DA VIDA


E Jesus lhes disse: Por causa de vossa pouca fé; porque em verdade vos digo que, se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: Passa daqui para acolá, e há de passar; e nada vos será impossível. 
Mateus 17:20

Nada é impossível para Deus, nem aquilo que nossa razão e ciência dizem sê-lo. Jesus nos diz em Mateus 21:22 que "Tudo o que pedirdes na oração, crendo, recebereis". Em Mateus 17 Ele diz que o que nos limita ou impede de ter tais bençãos e maravilhas, de superar os obstáculos que julgamos intransponíveis são portanto a falta de fé que temos em Deus.

Isso significa que tudo, tudo mesmo o que pedirmos a Deus, tendo fé, receberemos?

É claro que não. Deus não mentiu ao afirmar que nos dará tudo se tivermos fé, mas quem tem fé obviamente não pede qualquer coisa. Sabe pedir de acordo com o coração de Deus.

A finalidade do pedido e da correta identificação do "obstáculo" são naturais aos que realmente amam ao Senhor e que convivem com Ele, que o buscam e que com Ele tem intimidade. Nem tudo o que julgamos ser uma montanha a ser removida em nossas vidas na verdade é, e muitas coisas das quais queremos nos livrar ou que queremos obter são simplesmente fruto de nosso ego. 

É preciso ter uma consciência de fato cristã quando pedimos algo. Nossos pedidos tem que ser adequados a nossa condição de filhos de Deus, e devem ser feitos com responsabilidade e serenidade, além de um entendimento amplo do propósito do que pedimos ou, muitas vezes, deixamos de pedir. Jesus demonstra isso em Mateus 4, no período da tentação no deserto após seu batismo:

Então o diabo o transportou à cidade santa, e colocou-o sobre o pináculo do templo, e disse-lhe: Se tu és o Filho de Deus, lança-te de aqui abaixo; porque está escrito: Que aos seus anjos dará ordens a teu respeito, E tomar-te-ão nas mãos, Para que nunca tropeces em alguma pedra. Disse-lhe Jesus: Também está escrito: Não tentarás o Senhor teu Deus.
Mateus 4:5-7

Muitas coisas que julgamos serem ruins em nossa vida possuem propósitos que não entendemos de imediato. E isso inclui muitas vezes o sofrimento. Jesus sofreu como nenhuma pessoa na história, e passou por tentações imensas, superando-as todas. Ele podia ter pedido o que Satanás lhe falou para pedir, e Deus o atenderia porque ninguém teve mais fé do que Jesus. Mas o plano de Deus não se manifestaria se ele pedisse aquilo.

Ele teve o discernimento de que havia um propósito para o seu sofrimento, que era a salvação de todos os que aceitassem seu sacrifício e passassem a tê-lo em seus corações, buscando comportar-se como Ele se comportou, seguindo seus ensinamentos e sua conduta.

Da mesma forma, há um propósito para os sofrimentos que cada um de nós enfrentamos, e consequentemente, o mundo passa: manifestar a glória de Deus, além de exercitar nossa fé e nosso amor.

Podemos exercitar nosso amor quando vemos uma pessoa em dificuldades e a ajudamos, não apenas falando de Jesus para ela, mas também a ajudando de formas reais, com companhia, amizade, atenção, auxílio matéria, ajuda médica e financeira, educacional, etc. Este é um chamado social que Jesus cumpriu e que nos chama a imitá-lo.

Podemos exercitar nossa fé ao nos comportarmos de forma humilde e confiante perante as dificuldades e montanhas da vida, e mesmo diante do suposto silêncio de Deus diante de nossos pedidos. É quando temos a oportunidade de não nos revoltar, mas sim nos render diante do Senhor e aceitar sua decisão, que é perfeita. Aquele que realmente entende e ama ao senhor pede as coisas como Jesus pediu, aflito, para ser livre do que teria de passar, logo antes da crucificação:

E, indo um pouco mais para diante, prostrou-se sobre o seu rosto, orando e dizendo: Meu Pai, se é possível, passe de mim este cálice; todavia, não seja como eu quero, mas como tu queres. 
Mateus 26:39

Por fim, o sofrimento ou desejo que temos manifesta a glória de Deus sendo cumprido ou não o pedido que fazemos. Sendo atendido, a glória se manifesta pelo atendimento, ao reconhecermos que aquilo partiu do Senhor. Não sendo atendido, manifesta a glória pelo resultado benéfico que o não atendimento gera posteriormente, seja evitando que a pessoa se prejudique o que prejudique a outros com aquilo que pediu, seja educando-a quanto a algo (humildade, submissão, etc), seja preparando o terreno para algo melhor mais adiante.

O que eu quero para mim é aprender a confiar cada dia mais no Senhor, aprendendo a pedir e esperar pelo que é certo, sempre colocando a vontade de Deus acima da minha em tudo. Porque hoje eu reconheço que sou falho nisso também, mas desejo mudar e melhorar.

17 de julho de 2012

MIL PERGUNTAS



Se Deus existe, se Ele é puro amor e bondade, se Ele é capaz de todas as coisas, se Ele se fez carne em Jesus Cristo para morrer por nós e nos salvar... por que há tantas desgraças no mundo? Por que há tanta dor, miséria, guerra, violência?

Assista ao vídeo. A resposta é surpreendente e como não podia deixar de ser, profunda e simples. E nos leva a uma reflexão sobre quem somos e o que devemos fazer com nossas vidas.

16 de julho de 2012

OS PLANOS DE DEUS

Imagem do Livro de Gênesis Ilustrado por Robert Crumb
acerca do trecho abaixo


A essa altura, José já não podia mais conter-se diante de todos os que ali estavam, e gritou: "Façam sair a todos! " Assim, ninguém mais estava presente quando José se revelou a seus irmãos. E ele se pôs a chorar tão alto que os egípcios o ouviram, e a notícia chegou ao palácio do faraó. Então disse José a seus irmãos: "Eu sou José! Meu pai ainda está vivo? " Mas os seus irmãos ficaram tão pasmados diante dele que não conseguiam responder-lhe. "Cheguem mais perto", disse José a seus irmãos. Quando eles se aproximaram, disse-lhes: "Eu sou José, seu irmão, aquele que vocês venderam ao Egito! Agora, não se aflijam nem se recriminem por terem me vendido para cá, pois foi para salvar vidas que Deus me enviou adiante de vocês. Já houve dois anos de fome na terra, e nos próximos cinco anos não haverá cultivo nem colheita. Mas Deus me enviou à frente de vocês para lhes preservar um remanescente nesta terra e para salvar-lhes as vidas com grande livramento. "Assim, não foram vocês que me mandaram para cá, mas sim o próprio Deus. Ele me tornou ministro do faraó, e me fez administrador de todo o palácio e governador de todo o Egito. 
Gênesis 45:1-8

A história de José é uma das mais marcantes da Bíblia. Pelo menos para mim. Ela ensina como Deus é grande e bondoso, e como ele trabalha conosco mesmo no que julgamos ser momentos difíceis e ruins.

O resumo da história de José é que ele foi vendido por seus irmãos (os patriarcas das 12 tribos de Israel) por inveja e ciúmes, acabou indo parar no Egito como escravo, passou por dificuldades diversas e perigo de morte por lá mas acabou sendo levado a posição de segundo homem mais poderoso do Egito, abaixo apenas do faraó, tudo devido a seu amor por Deus, a sua obediência, retidão e competência e excelência obtidos fundamentalmente devido a sua condição espiritual ensinada por seu pai, Jacó.

José não era perfeito mas havia encontrado graça diante de Deus, e estava, sem saber, sendo usado por Ele para o cumprimento dos planos do Senhor.

Os planos de Deus transcendem a lógica de causa e consequência que os humanos tem. O que é um mal aos olhos dos homens tem sempre um significado, um motivo dentro dos planos de Deus, que levam a um bem imensurável em sua conclusão. O ditado "Deus escreve certo por linhas tortas" refere-se a isso. Bençãos são tiradas do que nós imaginamos ser desgraças e perceber isso depende de nossa fé e maturidade espiritual.

Devo me lembrar sempre de que Deus é perfeito assim como tudo o que Ele faz. Assim devo aprender a confiar e descansar na certeza de que Deus está no controle de tudo e de todas as coisas, e de que tudo ocorre de acordo com seus perfeitos planos, cabendo a mim a honra de fazer parte deles, vendo as oportunidades que Ele me dá e me doando a elas, como José o fez humildemente, reconhecendo que a grandeza ali não cabia a ele mas sim ao Senhor, que tudo aquilo havia realizado.

Se José não tivesse sido vendido pelos irmãos ele não seria capaz de salvá-los, eles não gerariam como descendência o povo de Israel, Jesus não surgiria e a humanidade continuaria perdida sob o julgo da Lei. Obvio que Deus encontraria outras formas de realizar seus planos, mas a história seria no mínimo diferente, se bem que com o mesmo resultado, disso tenho certeza.

11 de julho de 2012

IGUALDADE


Então, a lei opõe-se às promessas de Deus? De maneira nenhuma! Pois, se tivesse sido dada uma lei que pudesse conceder vida, certamente a justiça viria da lei. Mas a Escritura encerrou tudo debaixo do pecado, a fim de que a promessa, que é pela fé em Jesus Cristo, fosse dada aos que crêem. Antes que viesse esta fé, estávamos sob a custódia da lei, nela encerrados, até que a fé que haveria de vir fosse revelada. Assim, a lei foi o nosso tutor até Cristo, para que fôssemos justificados pela fé. Agora, porém, tendo chegado a fé, já não estamos mais sob o controle do tutor. Todos vocês são filhos de Deus mediante a fé em Cristo Jesus, pois os que em Cristo foram batizados, de Cristo se revestiram. Não há judeu nem grego, escravo nem livre, homem nem mulher; pois todos são um em Cristo Jesus. 
Gálatas 3:21-28

Deus olha o coração. Ele não observa apenas o que fazemos, mas principalmente o porque o fazemos. Ele não olha as aparências de nossos atos, ele os vê realmente como são.

Desta forma seguir sistematicamente "a lei", ou seja, obedecer a todos os mandamentos e normas e doutrinas da Bíblia presentes no antigo e novo testamentos (porque as que a igreja inventou são mero aparelhamento cultural) não é exigido, mesmo porque é impossível para o ser humano cumpri-las todas (apenas o messias as cumpriu). Ser um "super crente" não vale de nada se seu coração está podre e você cumpre aqueles atos apenas para se promover ou se satisfazer consigo mesmo.

Assim, uma pessoa que não tem "cara de crente" não necessariamente é um perdido. Uma pessoa que você poderia julgar marginalizada pode muito bem ser filha de Deus sem que você saiba. O que lhe importa é buscar ao Senhor de todo coração, e se ela o faz, está salva por seu amor e pelo amor de Deus. O "seguir a lei", ou seja, as boas obras, o bom comportamento, surge espontaneamente devido a este amor. E não necessariamente estas obras e atitudes se manifestarão da forma que você espera. As aparências, afinal de contas, enganam. E os costumes culturais acabam gerando muito preconceito e desentendimento.

No Sermão do Monte em Mateus 7, Jesus ainda fala:

Como é estreita a porta, e apertado o caminho que leva à vida! São poucos os que a encontram. Cuidado com os falsos profetas. Eles vêm a vocês vestidos de peles de ovelhas, mas por dentro são lobos devoradores. Vocês os reconhecerão por seus frutos. Pode alguém colher uvas de um espinheiro ou figos de ervas daninhas?

Semelhantemente, toda árvore boa dá frutos bons, mas a árvore ruim dá frutos ruins. A árvore boa não pode dar frutos ruins, nem a árvore ruim pode dar frutos bons. Toda árvore que não produz bons frutos é cortada e lançada ao fogo. Assim, pelos seus frutos vocês os reconhecerão!
Nem todo aquele que me diz: "Senhor, Senhor", entrará no Reino dos céus, mas apenas aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus. Muitos me dirão naquele dia: "Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? Em teu nome não expulsamos demônios e não realizamos muitos milagres?". Então eu lhes direi claramente: "Nunca os conheci. Afastem-se de mim vocês, que praticam o mal!".

"Portanto, quem ouve estas minhas palavras e as pratica é como um homem prudente que construiu a sua casa sobre a rocha. Caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram contra aquela casa, e ela não caiu, porque tinha seus alicerces na rocha. Mas quem ouve estas minhas palavras e não as pratica é como um insensato que construiu a sua casa sobre a areia. Caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram contra aquela casa, e ela caiu. E foi grande a sua queda". 

Mateus 7:14-27
A lei é importante e devemos buscar segui-la, mas não é pelo cumprimento dela que somos salvos de nossa morte espiritual. É pela fé em Jesus, é pela entrega a Ele, é pela transformação que Ele nos dá e que muda o foco de nossas ações. Isso não significa que seremos bons e perfeitos o tempo todo, mas que passaremos a perseguir essa perfeição e, nos lampejos que atingirmos desta bondade e amor de Deus, nossos frutos, entenderemos que o que nos motivou a tal foi nada mais que retribuição pelo amor que Deus nos dedicou, uma ação de graças e glorificação a Ele e apenas a Ele.

5 de julho de 2012

CORINTHIANS - CAMPEÃO DA LIBERTADORES 2012



Obviamente o futebol é alienante e não representa de fato algo importante. Há muitas outras coisas mais nobres para se preocupar e pensar, como a divulgação do evangelho de Jesus e o trabalho para a instauração do reino de Deus; amar e ser amado, lutar pela justiça, combater as desigualdades, agir contra a corrupção política e moral que assola o nosso país e o mundo, ajudar os necessitados, promover o bem.

Mas sendo corinthiano, não há como não falar sobre a noite de 04 de junho de 2012. Especialmente porque em minha postagem de 05 de maio de 2006 escrevi sobre a queda na libertadores do Corinthians diante do River Plate por 3x1. Finalmente aquela noite foi superada. O Corinthians finalmente ganhou a Libertadores!

O que ocorreu nestes 6 anos foi o que eu falava já naquela época: o clube teve que atingir o fundo do poço (com a queda para a segunda divisão em 2007) para mudar sua ideologia. O problema era a administração do clube, com Dualib, que havia ganho muita coisa mas nos últimos anos tinha perdido a mão e só pensava em roubar e abusar do Corinthians. As coisas estavam todas erradas e o clube deixou de ser um time para ser uma plataforma financeira de negociatas e transações.

Não que o André Sanches e o atual Mario Gobbi sejam perfeitos. Mas eles mudaram a mentalidade da administração, que se espelhou dentro de campo: continuidade do trabalho com Mano Menezes e depois com o Tite mesmo após a queda diante do Tolima em 2011. Esqueçamos a rápida e pífia passagem do Adilson Batista. Ele foi tapa-buracos de fato e sua rápida remoção foi benéfica para todos e demonstração do reconhecimento da necessidade de correção de rumo.

Finalmente o clube entendeu que precisava montar um time e não apenas contratar jogadores de nome para fazer notícia. E times campeões são feitos assim: com união e doação. O time deu o sangue o tempo todo. E se não jogou bonito em muitas partidas, jogou com raça, que para o corinthiano é o que mais importa. Cada um honrou a camisa e espelhou o que de mais corinthiano há: lutar até o fim.

Foi um time de operários, onde cada um contribuiu igualmente para a conquista. Emerson fez os dois gols da vitória, mas ele não teria feito isso se os demais jogadores não tivessem feito o que fizeram neste e nos jogos anteriores. Paulinho, Castan, Romarinho, Cássio, André Santos, Chicão, Jorge Henrique, Alex, Ralf, Danilo... todos foram fundamentais em momentos importantes. E é claro, Tite, que montou a equipe e conseguiu fazer deles, de fato, um time: unido, amigo, comprometido, rotativo, guerreiro. A vitória foi literalmente do time.

Finalmente as piadas cessarão (pelo menos hoje, amanhã já não sei).

Resta torcer para que a administração do clube não se esqueça jamais do que fez o clube ganhar essa competição, da simplicidade e doação, da continuidade do trabalho, da paciência e perseverança, da humildade em reconhecer os erros e da coragem de corrigí-los. Da união e doação. Da formação de um grupo.

Vejamos agora no mundial de clubes. Torcida é o que não faltará!

VAI CORINTHIANS!!!