LUTE

Combata o bom combate da fé. Tome posse da vida eterna, para a qual você foi chamado e fez a boa confissão na presença de muitas testemunhas - 1 Timóteo 6:12

SE DEIXE TRANSFORMAR

Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus - Romanos 12:2

ACEITE O SACRIFÍCIO

Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna - João 3:16

VÁ NA CONTRA-MÃO

Converta-se cada um do seu caminho mau e de suas más obras, e vocês permanecerão na terra que o Senhor deu a vocês e aos seus antepassados para sempre. Não sigam outros deuses para prestar-lhes culto e adorá-los; não provoquem a minha ira com ídolos feitos por vocês. E eu não trarei desgraça sobre vocês - Jeremias 25:5-6

REFLITA A LUZ DE JESUS

Pois Deus que disse: "Das trevas resplandeça a luz", ele mesmo brilhou em nossos corações, para iluminação do conhecimento da glória de Deus na face de Cristo - 2 Coríntios 4:6

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2 de agosto de 2013

NIHON - O JAPÃO É BOM DEMAIS!

Rokuonki, dentro do templo Kinkakuji - ou simplesmente "O Templo Dourado" em Kyoto
Entre os dias 02 e 13 de julho de 2013 eu e minha esposa realizamos um grande sonho em nossas vidas e visitamos o Japão na melhor viagem que já realizamos até aqui. O país é muito mais do que esperávamos. Beleza natural e urbana estonteantes, organização social e urbana impecáveis, educação social incrível, simpatia do povo, música, TV, animações e cultura em geral de 1ª qualidade, infraestrutura turística e de mobilidade de cair o queixo, cidades bem planejadas, segurança em todos os lugares, comida maravilhosa, e CALPIS (uma bebida deliciosa)... enfim, um país que beira a perfeição – há os terremotos e a pressão social por perfeição que leva muitos lá a depressão é claro, mas é o preço a ser pago por todo o resto, imagino.

Quanto a pressão social, a impressão que eu tive foi diferente. Andei de trem em dias de semana em horários de ida e volta ao trabalho de muita gente. Andei pelas ruas de Shibuya e Nakano em Tokyo em horários de grande movimento, andamos por templos lotados de pessoas e espaços públicos diversos em várias cidades. A maioria das pessoas me pareceu “de boa”, ou seja, sem tristezas ou depressão – na verdade até animadas - por causa de trabalho ou estudos. Havia muita gente passeando, muita gente curtindo a vida – mesmo indo trabalhar ou estudar - sabendo respeitar muito as demais pessoas (silêncio nos trens e locais públicos, nada como aqui no Brasil com gente idiota ouvindo música alta).

Todaji, ou Templo do Grande Buda, em Nara
Seja antes da ida ou depois do meu retorno, muita gente me perguntou porque eu queria ir para o Japão, e mesmo agora, quando falo que fui para lá, sempre me dizem algo como “que viagem diferente”.

De fato, a maioria das pessoas que fazem “grandes viagens” em suas vidas normalmente falam que foram ao mesmo destino: Europa. Alguns fogem do padrão e falam que foram para os EUA, Canadá, México ou para outros países da América do Sul como Argentina ou Chile. Mas são muito poucos os que falam que foram para o Oriente de uma forma geral – seja o Oriente Médio ou para a Ásia, ficando a Oceania como principal destino pelo fato do inglês ser a língua nativa desses países, ou Israel por viagens missionárias.

Gosto de pensar que falam isso pelo fato do Japão – o Oriente em geral - ser extremamente distante de nós aqui do Brasil, e ser muito caro ir até lá – fomos de classe econômica e ainda assim gastamos tudo o que tínhamos, não sobrou nada e nossas economias se foram.

Digo que gosto de pensar assim porque as vezes tenho a impressão que as pessoas na verdade pensam que o Oriente, Ásia e o Japão não são interessantes, o que seria de uma ignorância imensa: são países extremamente ricos culturalmente (e alguns como o Japão são economicamente também), com muitas diferenças quanto ao ocidente é verdade, mas justamente por isso são extremamente interessantes. Sem contar que muitas de suas diferenças são – na minha opinião pessoa – para melhor. Muito melhor.

Não é de hoje que eu sou admirador da cultura japonesa. Um dos primeiros posts desse blog, de muitos anos atrás, fala justamente de animes, algo pelo qual sou apaixonado até hoje e pelo visto sempre serei. Animes e a culinária foram minha porta de entrada para a cultura japonesa e minha grande admiração por este povo, o que foi extremamente intensificada com minha viagem. Hoje tenho mais admiração por eles do que nunca. Até mesmo vontade de aprender japonês me surgiu e ainda perdura. Quem sabe, quando minha pós terminar, não faço aulas com a sensei de minha esposa?

Japoneses e orientais em geral – e isso inclui os povos árabes – tem muitas qualidades, e na minha opinião esse é um dos fatores que tem feito o oriente ressurgir como potência, levando a liderança do poder político e econômico do mundo para lá novamente depois de muitos séculos. Mesmo os orientais que moram fora de seus países de origem, ou descendentes destes que preservam sua cultura em outros países como é o caso dos japoneses no Brasil se destacam positivamente. Japonês no Brasil tem fama de inteligente, competente e eficiente não é a toa.
Osaka-Jo - Ou Castelo de Osaka, em (adivinhe só) OSAKA!

Outros podem pensar que ir para o Japão ou oriente é complicado por causa do idioma. É verdade que a maioria dos japoneses não fala inglês – e os que falam, não falam muito bem – mas isso não é nenhum impeditivo, pois você consegue se comunicar com eles de várias outras formas, por mais estranho que isso possa parecer.

Eu estava em Tokyo, em um combini, e um cara viu minha camiseta com o logotipo do McDonalds (na verdade estava escrito MACAXEIRA abaixo, é uma camisa que me trouxeram de Natal) e puxou papo! Conseguimos conversar, acredita? E eu não falo praticamente nada de japonês.

Eles tem uma atitude de querer entender o que os estrangeiros falam, então isso facilita tudo, até com mímica. Sem dizer que placas e mapas estão sempre em japonês e inglês. E tudo é organizado, e limpo, e seguro, e eficiente, e bonito... a estética é algo tão importante e natural na cultura japonesa que eu nem sei se eles pensam em fazê-la ou se isso já é algo orgânico, que eles fazem inconscientemente.

Bem, eu poderia escrever paginas e páginas sobre o Japão e o assunto não se extinguiria. Foi maravilhoso, e isso resume bem tudo. É uma viagem que recomendo a todos. O Japão e o povo japonês são maravilhosos. Um dia, se possível, eu volto.
Cruzamento no bairro de Shibuya, em Tokyo



23 de junho de 2013

O FILTRO DO TEMPO

Hoje pela manhã na EBD um dos assuntos foi quanto a adoração e sobre a questão do erro quanto a imaginar que ela só ocorre por meio da música. Isso acabou caindo na exposição do conceito de que Deus criou todos os tipos de músicas (músicas, e não letras). Eu já sabia disso, mas o assunto me fez lembrar de algumas músicas do passado e ai me lembrei de um post que há bastante tempo eu gostaria de escrever mas nunca o fiz.

No final dos anos 80 e começo dos anos 90 eu era um garoto que estava começando a gostar do tipo de música que ainda hoje mais gosto: rock. Mas assim como hoje, naquela época havia uma série de divisões e rivalidade - mesmo entre os roqueiros - quanto a um grupo ser "de homem" e outro ser "de mulheres ou gays". Um absurdo, porque a maioria tinha cabelo comprido, rosto barbeado e até usava maquiagem.

Assim, eu gostava de Metallica e repudiava Bon Jovi. Ouvia Faith no More mas desligava o radio se começava a tocar Skid Row. Tive Nirvana (a grande quebra de paradigma) como minha banda preferida e Guns'n Roses como trilha sonora de minhas depressões adolescentes, mas saia correndo se tocava Poison. E assim em diante. Isso sem falar em uma espécie de exclusividade de estilo que fazia não só eu mas grande parte dos roqueiros da época repudiarem outros estilos musicais.

Hoje, mais amadurecido quanto a esse comportamento (graças em parte a minha esposa, que me fez ouvir tudo dos Beatles e a entender que as mudanças podem ser coisas excelentes) hoje me pego ouvido e gostando de músicas e grupos que antes eu odiava, porque diante do panorama musical atual, com funk, pop de péssima qualidade, sertanejo universitário e outras coisas, eu percebo que Bon Jovi e Skid Row eram EXCELENTES.

Não decreto que estes estilos de "música" sejam ruim, mas sim que particularmente eu os acho de má qualidade. Mas disso, o mais engraçado é ver que gosto muito de músicas que detestava por puro preconceito da época. Nada como o filtro do tempo para que as opiniões mudem, não? Mas ainda assim eu DUVIDO que um dia eu me veja gostando de funk...

Abaixo coloco algumas destas músicas que eu odiava e hoje curto muito. Você tem alguma que compartilha? Comente ai!











13 de junho de 2013

BRIGADEIRO: PATRIMÔNIO CULTURAL BRASILEIRO

Brigadeiro

Nós brasileiros amamos brigadeiro! Desde sua invenção ele se tornou um dos doces mais consumidos no país. Difícil é achar quem não goste desta perfeita e fácil combinação de chocolate, leite condensado, manteiga e granulado, ou até mesmo de uma de suas inúmeras versões onde outros ingredientes são usados. Mas por que afinal o brigadeiro tem a cara do Brasil?


INSTITUIÇÃO NACIONAL

Uma resposta simples é que o brigadeiro, além de ser uma invenção nossa, é um doce democrático. Brigadeiro é comido por ricos e pobres, homens e mulheres, adultos e crianças. Está presente em inúmeras ocasiões: das festas infantis onde sua ausência é quase que uma ofensa até nas festas mais chiques e lojas especializadas, onde sofreu um belo upgrade com uma apresentação mais elaborada e a preparação com ingredientes de alta qualidade, ganhando o status de doce gourmet. Pode ser feito em casa para ser comido direto na panela enquanto se vê televisão sentado no sofá, ou servido em destaque ao lado de camafeus, macarons e trufas em ocasiões requintadas. É um doce absolutamente polivalente, assim como o próprio brasileiro.


Na verdade difusão do brigadeiro na sociedade brasileira é tão grande que podemos falar que ele é uma instituição nacional, semelhante à feijoada, a caipirinha, o carnaval e o futebol. É algo que explica um pouco o que é ser brasileiro, não com palavras mas sim com sabores e sensações. É algo do qual brasileiros no exterior por longos períodos sentem falta. E é algo que quando um estrangeiro conhece, se apaixona. 



Brigadeiros ♥ORIGEM
O brigadeiro não é um doce regional como tantos outros. Pelo contrário, é degustado e conhecido com a mesma desenvoltura de norte a sul do país, mesmo que com nomes diferentes - no Rio Grande do Sul por exemplo ele é chamado de "Negrinho". Daí a dificuldade de se saber exatamente qual é sua origem. Mas existe uma história muito popular que explica seu surgimento, e ela envolve uma candidatura a presidência da república. 

Nas eleições presidenciais de 1945 o brigadeiro Eduardo Gomes - militar famoso na história do Brasil - concorreu contra o general Eurico Gaspar Dutra e perdeu. Mas mesmo perdendo ele entrou para o imaginário dos chocólatras do país. Suas festas de campanha eram concorridas porque logo se espalhou entre seus partidários que nelas era servido um doce delicioso que, por falta de um nome de batismo, era chamado de "o preferido do brigadeiro", e logo passou a se chamar apenas "brigadeiro". Um pouco diferente da versão básica atual (não era envolto em granulado mas sim em açúcar), ele se tornou um sucesso imediato, mas a pessoa que o inventou, de fato, ninguém sabe quem foi. 



brigadeirosEVOLUÇÃO
O brigadeiro mudou bastante desde seu nascimento. Hoje é possível encontrar lojas especializadas que vendem brigadeiros dos mais diversos tipos, com confeitos variados e sabores diferenciados. Há hoje, além dos básicos de chocolate e chocolate com alta concentração de cacau, brigadeiros de limão, café, nozes, banana, mel, cachaça, nutella, menta, canela e até de azeite com flor de sal - um sabor bem exótico, diga-se de passagem. 


O brigadeiro evoluiu tanto que tem ultrapassado até mesmo as barreiras nacionais, tornando-se sucesso em outros países. Em Nova Iorque por exemplo há uma loja - a Brigadeiro Bakery - que é especializada na venda deles, e que tem feito muito sucesso.

O futuro do sucesso do brigadeiro parece ter reservado um céu que leva o seu nome. 



RECEITA
Depois de ler isso tudo aposto que você ficou com vontade de comer um brigadeiro, certo? Que tal fazer a receita a seguir? 

Tanto essa receita quanto diversas outras informações deste artigo usaram como referência "O Livro do Brigadeiro", de Juliana Motter - Ed. Panda Books, 2010. Recomendo a todos os amantes deste maravilhoso doce.

BRIGADEIRO TRADICIONAL


Rendimento: 30 brigadeiros 


Ingredientes:

- 1 lata de leite condensado
- 4 colheres de sopa de chocolate em pó (chocolate, e não achocolatado)
- 1 colher de sopa de manteiga extra sem sal (manteiga, e não margarina)
- Granulado de chocolate
- 30 forminhas de papel plissado (forminha de brigadeiro) 


Modo de fazer:

Abra a lata de leite condensado e despeje-a na panela. Coloque o chocolate em pó e a manteiga e leve ao fogo baixo, mexendo até que a massa desgrude do fundo da panela. Quando estiver no ponto desejado retire da panela e coloque em um recipiente de vidro ou louça untado com manteiga. Deixe esfriar, molde as bolinhas, passe-as no granulado e coloque-as nas forminhas de papel.


*Este artigo seria originalmente publicado pelo Yahoo! Rede de Contribuidores, mas como foi rejeitado para publicação pelos editores, estou livre para publicá-lo aqui.

7 de maio de 2013

O FIM DO ASSUNTO MRV

Depois do ultimo post e dos últimos comentários que recebi, de fato constatei que, por mais absurdo e injusto que possa parecer, eu poderia sim, eventualmente, ser processado por reclamar de tudo o que me ocorreu na compra de meu apartamento com a MRV e a Prado Gonçalves em 2007/2008 (como visto aqui e aqui). Seja porque posso ter feito escolhas ruins de palavras, seja porque em alguns pontos que reclamei, eu não tenho mais como provar.

Eu tenho provas para me defender em algumas alegações que fiz, mas outras obviamente não - não há prova para a promessa que me foi feita no fio do bigode por exemplo quanto a data de entrega.

Mas a ideia de ter essa dor de cabeça de ter que enfrentar um processo a troco de nada me fez tomar a decisão de remover as páginas onde falo de forma apaixonada sobre o assunto. Não houve nenhuma coação ou ameaça neste caso por parte de ninguém. Foi apenas algo que constatei após comentários recebidos do que escrevi e uma rápida pesquisa na Internet, com jurisprudência existente. Então os leitores deste blog não vão mais achar as páginas mais acessadas sobre o assunto.

Porém faço isso com a sensação de dever cumprido. Foram mais de 10.000 acessos de pessoas que leram o meu caso em uma época em que as pessoas não tinha muita informação e nem canais para reclamar. Hoje os posts do meu blog não são mais necessários porque existem milhares de outros fazendo isso de uma maneira juridicamente mais elaborada do que a minha, onde não correm o risco absurdo de verem sua reclamação genuína lhes trazer sérios problemas por falta de provas daquilo que falam. Todos tem como saber e formar opinião sobre a forma de trabalho da MRV e dos corretores que trabalham com eles por meio de outros canais diversos. Este blog deixa de ser um destes canais.

Agradeço a todos os que leram meus posts e peço perdão a qualquer um que tenha sido ofendido (normalmente corretores, com os quais me desculpei no ultimo post) e os convido a ler os outros posts de meu blog, que não tem nada a ver com consumo ou imóveis, mas sim com algo infinitamente mais importante: Jesus e a salvação que Ele tem para sua alma e sua vida.

Que fique a lição aos consumidores em geral: em qualquer compra ou venda, busque se resguardar. Anote tudo, obtenha documentação, carimbos e comprovantes, exija as coisas por escrito ou por e-mail - que vale como prova judicial. Elas serão provas a seu favor no caso de algum problema, e mesmo que não se chegue ao ponto de você entrar com um processo, você ao menos estará livre para botar a boca no mundo sem temer um processo por calúnia e difamação.

4 de maio de 2013

CORRETORES E O DESENTERRAR DE UM ASSUNTO CHATO

Fazia muito tempo que eu não falava sobre meu apartamento e sobre problemas com a MRV.

Na verdade, o assunto nem sequer passava mais pela minha cabeça, pois tudo o que ocorreu na época (entre 2007 e 2008, há 5 anos portanto) já foi resolvido ou se resolveu com o tempo, e hoje em dia eu me preocupo com uma série de outras coisas mais importantes e atuais, de ordem prática e espiritual, e deixo as coisas do passado lá mesmo - no passado. O que passou, passou. Mas as vezes o passado bate a porta, e as vezes é bom abrir a porta, deixar ele entrar e relembrar - e porque não repensar - algumas coisas.

Tive mensagens de pessoas reclamando de algumas coisas que eu escrevi na época, onde eu estava com "sangue nos olhos" por todos os problemas que estava passando.

Pode ser que eu tenha exagerado em algum comentário? Não sei... então resolvi checar. Não sou orgulhoso. Posso ter falado besteiras, e não seria a primeira nem a última vez.

Meus posts sobre meus problemas com a MRV e os corretores por ela indicados naquela ocasião continuam a ser lidos por muitas pessoas que procuram na Internet referências sobre a citada construtora no momento de avaliarem um negócio imobiliário por ela proposto, e creio que isso - somada a centenas ou milhares de outras opiniões de pessoas que como eu tiveram problemas - pode estar levando algumas pessoas a desistir de comprar imóveis com esta construtora, fazendo com que alguns corretores percam negócios - e comissões.

Creio não ser por isso que alguns corretores me escreveram, mas sim porque eu generalizei - injustamente, de fato - uma crítica a profissão deles, colocando todos os gatos no mesmo saco. Julgo os que me escreveram como nobres neste aspecto, e apenas interessados em limpar a imagem de sua profissão neste blog perante seus leitores - blog que pra início de conversa nem trata sobre assuntos imobiliários e de consumo, mas sim de ordem pessoal e espiritual. O post que ocasionou todo este debate era apenas um desabafo meu diante do ocorrido naquela situação, e até onde eu saiba, isso a lei ainda me permite. Mas como fui lembrado, com limites.

Então, vamos por partes.

Cara Franciely, de fato exagerei e fui injusto quando eu disse que "Corretores não prestam. Fala-se mal de advogados, mas corretores são a raça mais abominável da face da Terra.". Você está certa em me chamar a atenção quanto a isso e vou editar o post neste trecho. Eu estava transtornado de fato quando escrevi aquele texto e reconheço o erro.

O fato de um corretor ter se aproveitado da minha necessidade na época e ter me enganado, me obrigando a viver de aluguel em uma kitnet por meses, recém casado, sem nenhum ressarcimento, é o que me levou a reclamar daquela forma naquela época. Não estava com a razão, mas você não ficaria nervosa também se tivesse passado por isso tudo?

Minha sogra vendeu e comprou imóveis recentemente (com outra corretora e outros profissionais, obviamente) e eles foram muito prestativos e corretos, mas isso não apaga o fato de que quando eu comprei meu imóvel, não foram corretos comigo. Gato escaldado tem medo de água fria, daí generalizei - incorretamente - no calor do momento. Os motivos do porque estava transtornado estão bem explicados no post em questão.

É preciso no entanto  fazer uma observação quanto a isso e atentar para o fato - reconhecido por você mesma - de que em qualquer profissão há bons e maus profissionais, e com corretores isso não é exceção - tanto que na Internet e até mesmo em comentários de outras pessoas no post em questão existem vários casos relatados que são semelhantes ao meu. Daí é importante ficar atento, pesquisar e confirmar o máximo de informações possível.

Já para o caio alexandre Gomes, gostaria de dizer que você também esta certo em dizer que eu não comprei uma calça jeans mas sim um imóvel - da MRV em que você trabalhou, é verdade, mas ainda assim um imóvel - e que eu não pesquisei direito e por isso tive todos os problemas que tive.

Você está certo também em dizer que provavelmente eu tinha o direito de reclamar e que meu problema não foi com um corretor, mas sim com um "corretor oportunista" - já me corrigi acima com a Franciely.

Se eu tivesse tempo na época, se eu tivesse condições, se eu tivesse maturidade, se eu tivesse experiência na compra e venda de imóveis, e principalmente, se eu tivesse mais dinheiro, eu teria feito bem diferente. Mas o problema do "se" é que ele não existe, porque o fato já está consumado há 5 anos, como disse. O que passou, passou.

Porém continuo a afirmar que a culpa dos problemas foi sim dos corretores (oportunistas) que me atenderam e da construtora, porque se aproveitaram exatamente da minha inexperiência e inocência - e isso não é crime, mesmo que leve a problemas como os que me afetaram, tão pouco justificativa para alegar que a culpa foi minha, uma vez que não fui eu quem agiu de má fé.

Como consumidor de primeira viagem me empurraram um contrato que não garantia uma promessa fundamental que me foi feita "no fio do bigode" na venda, a fim de me convencer a fechar a compra: a data de entrega. Não questiono mais qualidade de acabamento, nem qualquer outro problema estrutural, coisas com as quais me resolvi. Falo apenas da data de entrega. E isso posso provar porque até hoje tenho o contrato de compra e nele não existe nenhuma data.

Eu poderia ter processado a construtora e a corretora? Sim.

Minha advogada me falou na época que era possível, mas disse que seria uma briga longa e que eu não ganharia nenhuma indenização grande, e que ainda por cima eu demoraria mais ainda a ter as chaves do imóvel. Preferi ficar quieto e esperar porque como disse EU PRECISAVA MUITO de um teto para morar, e isso me levou a engolir esse sapão que, aliás, somado a outros fatores, diversos, me levou a enfrentar uma depressão que levei quase 5 anos para superar. Mas "gritar" como você disse, ah, disso eu não abria mão. "Gritei" não para resolver meu problema - que eu entreguei nas mãos de Deus e fui honrado  por Ele meses depois  - mas por outro motivo.

Como eu, há milhares de consumidores de primeira viagem pelo país. E eles precisam ser avisados de que o mundo não é cor de rosa nem nada, e que comprar imóveis tem muitos riscos - como você mesmo destacou - caso caia nas mãos de um CORRETOR OPORTUNISTA.

Se eu tivesse seguido sua recomendação e entrado na justiça ao invés de "gritar" e publicar em meu blog o que me ocorreu, eu e tantos outros - em seus blog,s sites como "Reclame Aqui" e outros - não estaríamos dando a estes milhares de compradores inocentes nossos pontos de vista sobre o assunto, nossas experiências. Não estaríamos dando a eles justamente material para fazer a pesquisa que você mesmo me disse que eu deveria ter feito para início de conversa. Simples, certo?

Não estou sendo leviano nem inventando história. Relatei tudo o que me ocorreu e tenho provas de tudo - recibos de aluguel, escritura do imóvel com data da entrega das chaves, etc.

Finalizando, sou grato a ambos por terem me escrito e me alertado sobre meu equivoco e injustiça, porque ao mesmo tempo em que pude corrigi-la, pude retomar o assunto, reforçar algumas opiniões e ajudar mais pessoas em suas pesquisas. E espero que o assunto tenha se resolvido com isso.

2 de abril de 2013

A GUERRA SANTA MODERNA

Uma acusação séria, mas no meu entender, improcedente

Discussões acaloradas, bate boca, irritação, divisão. Tudo o que mais odeio na raça humana tem infestado a Internet há muito tempo, mas vem se intensificando muito nos últimos meses. Isso porque o ser humano é puro ego e quer estar sempre certo, não quer se submeter a nada e nem a ninguém, muito menos em termos filosóficos. Cada um vê a vida de uma forma, cada um deseja vivê-la como bem entender. Todos querem estar certos. Mas para sentirem-se certos, precisam que todos a sua volta comportem-se da mesma forma. O certo é o que todo mundo faz, certo?

A Bíblia diz que não. Multidões exaltaram Jesus em sua entrada em Jerusalém, e a mesma multidão, poucos dias depois, pediu por sua crucificação. A multidão é portanto volúvel e manipulável desde a antiguidade, e confiar nela é como confiar suas posses aos políticos ladrões.

Mas como muitos acham que o certo é o que a maioria faz, manipular a massa para uma dada ideia, preconceito ou comportamento é fundamental, e para pessoas com dinheiro, poder e conhecimento, é algo relativamente simples. Os mecanismos usados para isso são os mesmos desde sempre:

  • Falta (restrição) de informação indesejada e isenta
  • Manipulação da pouca informação que chega até as pessoas
  • Uso das paixões e medos (e preconceitos previamente criados inclusive) das pessoas para potencializar a ação da informação manipulada


Diferenças de idéias é algo que existe desde o início dos tempos, e esse planeta já bebeu muito sangue devido a conflitos decorrentes da falta de capacidade que o ser humano tem de conviver e respeitar diferenças. Não há inocentes nessa história: qualquer um dos lados comeria o outro se tivesse oportunidade.

O que vem ocorrendo no Brasil e no mundo é uma polarização de ideais, uma guerra ideológica que usa dos mesmos mecanismos acima citados como "armas de guerra". Dizem que os cristãos - especialmente nós de fé protestante, os genericamente chamados de "evangélicos" - tem síndrome de perseguição, mas no Brasil ao menos o que ocorre é exatamente isso: perseguição.

Uma guerra santa moderna está em andamento. Um preconceito imenso e generalizado toma conta da sociedade. Se uma pessoa no congresso é dita evangélica, e ela é uma má pessoa, não protestam falando que ele é uma má pessoa, mas sim protestam porque ele é evangélico, como se evangélico significasse imediatamente uma pessoa de mal caráter, fundamentalista, preconceituosa e atrasada. Você não vê isso ocorrer com um católico, ou com um espírita, ou com qualquer pessoa de qualquer outra religião.

Como exemplo, vou citar algo que vi hoje: um manifesto na Internet (coisa cada vez mais comum) com abaixo assinado pelo AVAAZ, que conclama as pessoas a se mobilizarem contra o PEC 99/11. Peço que leia ambos os links e note o "aumento" do problema pela declaração que está no AVAAZ. Lá ela afirma  que a aprovação da lei vai, na prática, levar ao fim do Estado Laico. Mas leia bem o que a PEC propõe, e veja se em algum lugar ela diz que isso vai ocorrer direta ou indiretamente.

O que a PEC propõe é, no meu entender, desnecessário. Mas está longe de ser o fim do Estado Laico. Ela apenas propõe algo que eu entendo já ser garantido pela Constituição, que é a de que qualquer um possa questionar a constitucionalidade de uma lei - ou seja, questionar perante o judiciário se uma dada lei fere alguma disposição constitucional prévia. A PEC apenas tenta garantir que entidades religiosas tenham o mesmo direito, o que para mim é redundante. Mas não é perigoso para o Estado Laico.

Entidades religiosas não poderiam chegar ao STF, portanto, e alegar que uma lei não pode ser validada por ir contra a Bíblia ou o Alcorão ou a doutrina espírita ou qualquer outra coisa. A única comparação que poderiam fazer seria com a própria Constituição, e esta garante o Estado Laico claramente, o que desvincula qualquer lei de atender demandas religiosas que vão além daquelas que garantem o direito de culto.


Mobilizações como esta citada no abaixo assinado me preocupam por causa disso: a maioria das pessoas não se dá ao trabalho de pesquisar e ler a respeito (eu mesmo deixo de pesquisar a maioria das coisas). Ir no site do Congresso e ler o texto da PEC nesse caso foi bem simples, mas as pessoas não leem e apenas assumem que a manifestação é legítima porque a mídia tem falado mal dos evangélicos das religiões e insinuado que estão tentando implementar uma ideologia fundamentalista no país, o que implica automaticamente na sensação de que a acusação é real e, portanto, devem apoiá-la baseado nos seus próprios preconceitos a respeito do assunto, independente do lado que normalmente apoie - religiosos fazem igual ou pior neste quesito infelizmente.


Para mim, ações como esta votação são no mínimo suspeitas.

Até que ponto mobilizações como essa são realmente preocupadas com a liberdade e bem-estar da sociedade? Até que ponto isso é apenas mais uma batalha fútil entre religiosos e laicos, batalhas que visam apenas criar mais divisão na sociedade e fortalecer preconceitos de ambos os lados?

Porque para mim isso tudo é cavalo de batalha apenas para este fim: criar barulho, gerar divisão entre o povo, desviar a atenção pública, desestabilizar a sociedade criando movimentos de interesses antagônicos e irreconciliáveis.

Eu entendo e defendo que o Estado Laico é necessário em uma sociedade plural como a nossa - eu não ia querer que uma religião, mesmo a minha, me obrigasse a fazer qualquer coisa por lei pois espiritualmente eu vivo pela graça de Jesus - mas quando tenho visto manifestações como essa eu tenho ficado com um pé atrás, porque no final das contas se uma religião qualquer questionar algo no STF, a palavra final será dos ministros e não dos religiosos, e espera-se que os ministros façam o que tem que fazer, que é aplicar a lei fria e pura, isenta de qualquer partidarismo.

O que me deixa mais inquieto é a sensação de que a sociedade quer negar aos evangélicos (e outras religiões quem sabe) de se manifestarem, de se fazerem representados e de opinar, de lutarem por certas leis, exatamente como eles tem feito. Querem isolar e exterminar ideologicamente o cristianismo porque incomoda. O que infelizmente é entendível, vendo o comportamento errático, hipócrita e falho dos "cristãos", principalmente daqueles que se dizem líderes e daqueles que se envolvem com a política. O mal testemunho tem matado o cristianismo como movimento mais do que qualquer coisa.

Finalizando, o capítulo 3 de 2 Timóteo sempre me retorna quando penso no porque das coisas serem como são. Creio ser explicação de Deus.

Saiba disto: nos últimos dias sobrevirão tempos terríveis. Os homens serão egoístas, avarentos, presunçosos, arrogantes, blasfemos, desobedientes aos pais, ingratos, ímpios, sem amor pela família, irreconciliáveis, caluniadores, sem domínio próprio, cruéis, inimigos do bem, traidores, precipitados, soberbos, mais amantes dos prazeres do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando o seu poder. Afaste-se também destes.

São estes os que se introduzem pelas casas e conquistam mulherzinhas sobrecarregadas de pecados, as quais se deixam levar por toda espécie de desejos. Elas estão sempre aprendendo, mas não conseguem nunca de chegar ao conhecimento da verdade.

Como Janes e Jambres se opuseram a Moisés, esses também resistem à verdade. A mente deles é depravada; são reprovados na fé. Não irão longe, porém; como no caso daqueles, a sua insensatez se tornará evidente a todos.

Mas você tem seguido de perto o meu ensino, a minha conduta, o meu propósito, a minha fé, a minha paciência, o meu amor, a minha perseverança, as perseguições e os sofrimentos que enfrentei, coisas que me aconteceram em Antioquia, Icônio e Listra. Quanta perseguição suportei! Mas, de todas essas coisas o Senhor me livrou!

De fato, todos os que desejam viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos. Contudo, os perversos e impostores irão de mal a pior, enganando e sendo enganados. Quanto a você, porém, permaneça nas coisas que aprendeu e das quais tem convicção, pois você sabe de quem o aprendeu. Porque desde criança você conhece as sagradas letras, que são capazes de torná-lo sábio para a salvação mediante a fé em Cristo Jesus.

Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção e para a instrução na justiça, para que o homem de Deus seja apto e plenamente preparado para toda boa obra. 

2 Timóteo 3

1 de abril de 2013

IRRITAÇÃO, MEDO E ZONA DE CONFORTO

Este final de semana eu fiquei tão irritado que fiquei até cansado. Tenho certeza de que as pessoas que tiveram contato comigo (minha esposa principalmente) ficaram de saco cheio de mim. E hoje, segunda pela manhã, a irritação continua muito forte. Eu sei o que a motiva e o que ela significa. Só não sei o que fazer com ela. Acho que escrever e desabafar sobre ela podem me ajudar.

No próximo sábado começa meu curso de pós-graduação, um MBA de Gestão de Segurança de Informação. Durante o período de um ano a partir de agora meus sábados estarão totalmente dedicados a esse curso. De manhã cedo até o final da tarde. Isso significa que o único dia da semana que eu via como "meu" não é mais "meu". O único dia que eu tinha pra dormir até tarde, ficar de bobeira em casa sem fazer nada ou (raramente) arrumar algo para fazer não me pertence mais até abril de 2014.

Veja que esse "não me pertence mais" é uma ilusão. Me pertence sim. É claro que eu estou fazendo esse curso por vontade própria, mesmo que eu acredite ter sido levado a esta decisão mediante uma pressão nebulosa e incerta do mercado de trabalho e da sociedade que espera que alguém na minha idade e cargo tenha um MBA ou algo do tipo - isso pode ser apenas uma paranoia também, reconheço.

A decisão final foi minha de uma forma ou de outra. Mas emocionalmente eu não queria fazer nada aos sábados.

Emocionalmente eu só queria dormir até tarde aos sábados, acordar tendo o dia inteiro livre diante de mim. Emocionalmente eu só queria ficar "de boa". E agora eu tenho que acordar cedo, e estudar, e me preocupar com notas e avaliações, e conhecer e me enturmar com novas pessoas (o que é especialmente complicado para mim), e me sair bem porque minha empresa está pagando uma bolsa parcial para mim e devo corresponder ao investimento. Tudo porque eu quis, porque eu fui atrás, porque eu escolhi. Então porque fico irritado?

Estou irritado porque estou saindo da minha zona de conforto, e mesmo que a decisão tenha sido minha, acho que não foi e me sinto preso a uma situação de forma obrigada.

Fico pensando no quão cansativo será, mas também fico me aterrorizando com pensamentos de que não vou dar conta dos estudos, de que vou reprovar e ter que pagar o curso do meu bolso, de que não vou entender as coisas, e fico me questionando se o curso que escolhi é mesmo adequado para mim - mesmo que o orientador do curso tenha me dito em minha entrevista que, diante dos objetivos que expus, o curso seria bem interessante e aderente a meus objetivos e perfil profissional e acadêmico.

Temores, muitos temores.

De fato me sinto como Bilbo no começo da história do Hobbit. Confortável em Bolsão, no Condado, reluto em sair em uma aventura e abandonar minha toca, meu cachimbo, minha comida e minha paz - coisa que prezo acima de quase tudo.

Imagino que minha pós será como a jornada de Bilbo de alguma forma, onde me verei irritado e assustado inicialmente, e desajeitado, e achando que aquilo é um erro terrível e que eu não deveria estar ali, sentindo saudades de minha toca e minha zona de conforto. Mas uma hora as coisas acabarão se encaixando e a experiência se torná agradável e memorável.

Muita coisa nessa vida, não apenas para mim mas sim para a maioria das pessoas, eu acho que são feitas dessa forma: nos forçamos a agir porque caso contrário, ficaríamos estagnados. Apesar do meu ser emocional me dizer e lutar para que eu ficar parado e estagnado, o fato de ter tido forças para me obrigar a fazer algo que eu sei que é certo já me dá algum alento, mesmo com a irritação colateral.

Eu sei que esse curso é bom, sei que é importante para minha carreira e sei que é certo, independente da minha resposta emocional. Sou grato a Deus por entender isso, e por saber que Ele estará comigo em todos os momentos, nesse curso inclusive.