LUTE

Combata o bom combate da fé. Tome posse da vida eterna, para a qual você foi chamado e fez a boa confissão na presença de muitas testemunhas - 1 Timóteo 6:12

SE DEIXE TRANSFORMAR

Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus - Romanos 12:2

ACEITE O SACRIFÍCIO

Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna - João 3:16

VÁ NA CONTRA-MÃO

Converta-se cada um do seu caminho mau e de suas más obras, e vocês permanecerão na terra que o Senhor deu a vocês e aos seus antepassados para sempre. Não sigam outros deuses para prestar-lhes culto e adorá-los; não provoquem a minha ira com ídolos feitos por vocês. E eu não trarei desgraça sobre vocês - Jeremias 25:5-6

REFLITA A LUZ DE JESUS

Pois Deus que disse: "Das trevas resplandeça a luz", ele mesmo brilhou em nossos corações, para iluminação do conhecimento da glória de Deus na face de Cristo - 2 Coríntios 4:6

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10 de abril de 2012

PONTOS FORTES


Ano passado minha psicóloga me deu este livro de presente e pediu para que eu fizesse o teste.

É um livro muito bom e barato (na casa dos R$25,00) que defende a ideia de que você pode descobrir seus pontos fracos e melhorá-los, mas eles sempre serão pontos de dificuldade para você, enquanto que se você descobrir seus pontos fortes (naturais em sua personalidade) e direcionar-se para atividades onde eles sejam melhor usados, você terá grande sucesso, felicidade e sensação de "encaixe".

Infelizmente as pessoas não se vêem muitas vezes em condição de escolha em seus trabalhos para poder se dedicar com seus pontos fortes. Mas em outras ocasiões, sim. Como por exemplo, na igreja.

Lembre-se que Deus nos dá talentos para os usarmos para o bem, e a igreja deveria ser um dos lugares mais propícios para que você pudesse exercer isso. Há igrejas que não te dão espaço ou onde simplesmente seus talentos não tem utilidade porque a organização não atua em áreas ou de formas onde você seria útil. Igrejas não são perfeitas e esta é a realidade que muitas pessoas não querem pensar. Nada neste mundo é perfeito. A igreja, assim como nós, temos apenas que procurar nos manter no caminho da perfeição, que é Jesus. Mas desvios sempre ocorrem em muitos momentos da vida. Sempre.

Fiz o teste (cada livro vem com um código único que da acesso ao teste), e mesmo que meu primeiro ponto forte não se pareça muito comigo, devo confessar que o resto parece se encaixar. Recomendo a leitura se possível do Descubra seus Pontos Fortes 2.0 que ainda não foi lançado no Brasil.

O meu resultado foi o abaixo:


Adaptabilidade
Você vive o momento. Para você, o futuro não tem destino fixo; é algo que se cria a partir das alternativas feitas no presente. Dessa maneira, você descobre o seu futuro a cada escolha que faz. Isto não significa que você não tenha planos, provavelmente você os tem, mas a sua adaptabilidade o capacita a responder positivamente às exigências do momento, até mesmo quando estas exigências o afastam de seus planos. Diferente de outras pessoas, você não se importa com solicitações de última hora ou desvios imprevistos. Você os espera: são inevitáveis! Na verdade, de alguma maneira, você até os celebra. No fundo, você é uma pessoa bastante flexível que pode se manter produtiva mesmo quando a demanda de trabalho o leva a diversas direções ao mesmo tempo.

Intelecção
Você gosta de pensar. Gosta de atividades mentais e de exercícios intelectuais que estimulem seu cérebro. Esta necessidade de atividade mental pode ou não ter um foco. Por exemplo, você pode tentar resolver um problema ou desenvolver uma idéia ou entender os sentimentos de outra pessoa - o foco exato vai depender de seus outros talentos e interesses. Por outro lado, esta atividade mental pode perfeitamente dispensar um foco. O talento Intelectual não determina o que você pensa, simplesmente significa que você gosta de pensar. Você é o tipo de pessoa que gosta de estar só porque aquele é o seu momento de meditar e refletir. Você é introspectivo. Num certo sentido, você é a sua melhor companhia, já que levanta questões para si mesmo e tenta responde-las para avaliar as respostas. Esta introspecção pode levá-lo a um leve senso de descontentamento quando compara o que realmente faz com todos os pensamentos e idéias que sua mente concebe. Esta introspecção pode ainda tender a assuntos mais pragmáticos, tais como os eventos do dia ou uma conversa que você planeja ter mais tarde. Aonde quer que o leve, esta atividade mental é uma constante em sua vida.

Prudência
Você é cuidadoso, do tipo vigilante. Uma pessoa bastante reservada, sabe que o mundo é um lugar imprevisível. Tudo pode parecer em ordem, mas, sob a superfície, você pressente os riscos. Ao invés de negar estes riscos, você os traz à tona e cada risco pode ser identificado, avaliado e finalmente reduzido. Assim, você é uma pessoa genuinamente séria que aborda a vida com certa reserva. Por exemplo, você gosta de planejar antes para, assim, antecipar o que poderia dar errado. Você seleciona seus amigos cautelosamente e é reservado quando a conversa é pessoal. Você toma cuidado para não fazer muitos elogios e agradecimentos, pois podem ser mal compreendidos. Se algumas pessoas não gostam porque você não é tão efusivo quanto os outros, tudo bem. Para você a vida não é um concurso de popularidade. A vida é como um terreno minado: os outros podem andar sobre ele imprudentemente, se assim escolherem. Mas você tem uma abordagem diferente: identifica o perigo, pesa seu relativo impacto e, então, coloca seu pé deliberadamente. Você caminha com cuidado.

Conexão
As coisas acontecem por uma razão. Você tem certeza disso porque em sua alma sabe que estamos todos conectados. Sim, somos indivíduos responsáveis por nossos próprios julgamentos e possuímos livre arbítrio, mas somos parte de algo maior. Alguns podem chamar isso de inconsciente coletivo; outros de espírito ou a força da vida. Porém, seja qual for a palavra que você escolheu, sua confiança vem da sabedoria de que não estamos isolados uns dos outros, nem da Terra e da vida sobre ela. Este sentimento de Conexão implica em certas responsabilidades. Se fazemos parte de um quadro maior, então não devemos fazer o mal - porque estaremos fazendo o mal a nós mesmos; não devemos nos aproveitar dos outros - porque estaremos explorando a nós mesmos, não devemos causar sofrimento - porque nós também sofreremos. Sua consciência de responsabilidades tais como essas cria seu sistema de valores. Você é solicito, cuidadoso e, ao mesmo tempo, acolhedor. Certo da unidade da humanidade, você é um construtor de pontes para pessoas de diferentes culturas. Sensível à uma mão protetora invisível, pode dar aos outros o conforto de que existe um propósito além da monotonia de nossas vidas. As premissas exatas de sua fé dependerão da sua criação e cultura, mas sua fé é forte. Ela sustenta você e seus amigos mais próximos diante dos mistérios da vida.

Input
Você é inquisitivo, gosta de colecionar coisas; poderia colecionar informação - palavras, fatos, livros e citações, ou poderia colecionar objetos tangíveis tais como borboletas ou figurinhas, bonecas de porcelana ou fotografias. Não importa o que colecione, faz isso porque se interessa e porque tem um tipo de mente que acha muitas coisas interessantes. O mundo é excitante precisamente por causa da variedade e complexidade infinitas que possui. Se você lê muito, não é necessariamente para refinar suas teorias, mas para adicionar mais informação aos seus arquivos. Se você gosta de viajar é porque cada novo local oferece novos fatos e artefatos que podem ser adquiridos e armazenados. Por que guardá-los? No momento em que guarda, muitas vezes é difícil dizer exatamente quando ou porque você vai precisar deles. Mas, e no futuro: quem sabe quando eles serão úteis? Com tantas possibilidades em mente, você de fato não se sente confortável jogando nada fora. Então continua adquirindo e compilando e arquivando qualquer coisa; é interessante. Isto mantém a sua mente atualizada e, talvez, um dia, alguma destas coisas vai provar-se valiosa.

8 de abril de 2012

SONHO: ESPAÇONAVE


Estou em uma grande e importante espaçonave na órbita da Terra.

Eu sempre desejei viajar pelo espaço, então é algo como um sonho se realizado.

Todos os demais tripulantes, salvo mais dois ou três além de mim, estavam postos em hibernação criogênica para a longa viagem que a nave faria. Eu sou o responsável por dar ignição na espaçonave antes de me por em hibernação, ignição que porá a espaçonave rumo a seu destino. Era uma tarefa simples, mas primordial. Se ela não fosse concluída, todo o resto não poderia ser executado.

Há do lado de fora na nave criaturas estranhas. Não são exatamente monstros, mas criaturas que parecem me ludibriar, me seduzir, me enganar e me desviar de meu propósito: dar a ignição.

Algumas invadem a espaçonave e eu e os outros que estão acordados temos que lidar com elas. Após algum tempo conseguimos nos livrar delas, e então flutuo até a cabine de comando para dar a ignição. Só que neste momento eu percebo que não sei como fazer isso. Nenhum dos demais também sabia. Era necessário inserir um código no painel do sistema central, e eu não fazia ideia de como ele era.

Começo a procurar pelo código na papelada da capitã (sim, eu sabia que quem mandava na espaçonave era uma mulher, que estava como todo o restante da tripulação, em hibernação criogênica e portanto inacessível). Não encontro o código, mas encontro outros papéis. Em um deles está minha avaliação no treinamento que havia feito para poder dar ignição na espaçonave.

Tudo ali indicava uma coisa claramente: eu era péssimo. Todas as minhas avaliações eram ruins e deficientes. Comentários sobre falta de capacidade de atenção e concentração eram as que mais me chamaram a atenção.

Uma mistura de sentimento de inaptidão, derrota e conformação me dominam. E então eu acordei.

A espaçonave obviamente é minha vida. Ela está parada em órbita de algo maior, cujo tamanho exerce uma poderosa força gravitacional da qual em parte me livrei, mas em parte ainda me segura. Preso entre dois mundos, entre minha origem e meu destino. Eu não sei bem o que é este algo maior.

A tripulação em hibernação são meus sonhos, dons e capacidades, postos para dormir por mim mesmo muito tempo atrás. Onde eu estou, eles não tem utilidade, não podem ser despertos, ficarão inúteis e sofrerão.

Os outros tripulantes são pessoas que conheço em minha vida que eu posso chamar de amigos. São poucos, obviamente, e sua ajuda é limitada. Há coisas que eles não podem fazer por mim. Há coisas que apenas eu posso fazer, e ninguém mais.

Eu sou eu mesmo: pessoa incapaz que não consegue lidar com as mais simples coisas da vida, que se atrapalha com coisas que a maioria dos outros lida sem nem sequer pensam para resolver, que tropeça em terreno plano, que aguenta cargas pequenas como se fossem insuportáveis. Que não consegue se concentrar, que não consegue prestar atenção. Que não consegue ser gentil, bondoso, alegre, divertido. Que não consegue ser amável. Que não consegue amar. Que não consegue se importar ou ligar para nada. Que não vê motivação em nada, que vê tudo como perda de tempo e despropósito, que só vê o lado ruim de tudo e nunca o lado bom.  Que não consegue honrar o nome de Jesus, que não consegue ser como Ele nem que em parte.

As criaturas do lado de fora da nave são todas as coisas que tentam me impedir de dar a ignição na minha vida, de pô-la em movimento rumo ao meu destino, onde a tripulação (meus dons, habilidades, sonhos) serão despertos, onde eles terão algo a fazer, onde seu propósito será cumprido.

O que eu tenho que fazer?

Encontrar uma forma de dar a ignição. De por a espaçonave (minha vida) em movimento. De colocá-la a caminho do meu destino. A espaçonave sabe para onde deve ir, mesmo que eu não saiba. Tudo o que eu tenho que fazer é praticamente apertar um botão. Mas qual?

26 de março de 2012

NICOLAÍTAS



Ao anjo da igreja em Éfeso escreva: Estas são as palavras daquele que tem as sete estrelas em sua mão direita e anda entre os sete candelabros de ouro.

Conheço as suas obras, o seu trabalho árduo e a sua perseverança. Sei que você não pode tolerar homens maus, que pôs à prova os que dizem ser apóstolos mas não são, e descobriu que eles eram impostores.

Você tem perseverado e suportado sofrimentos por causa do meu nome, e não tem desfalecido.

Contra você, porém, tenho isto: você abandonou o seu primeiro amor.

Lembre-se de onde caiu! Arrependa-se e pratique as obras que praticava no princípio. Se não se arrepender, virei a você e tirarei o seu candelabro do seu lugar.

Mas há uma coisa a seu favor: você odeia as práticas dos nicolaítas, como eu também as odeio.

Aquele que tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às igrejas. Ao vencedor darei o direito de comer da árvore da vida, que está no paraíso de Deus.

Apocalipse 2:1-7

O livro de Apocalipse é o meu predileto. Tenho certa afeição por finais porque eles costumam resolver os problemas da história e eu tenho ânsia por resoluções em todas as esferas. E nesta questão Apocalipse é cabal. Mas sempre ouvi que é um livro difícil de se entender especialmente porque dizem que ele é muito simbólico, e portanto, de significado interpretado e não direto.

Sendo assim, quem é a igreja em Éfeso ao qual o trecho acima se refere? Muitas igrejas gostam de pensar que são elas mesmas. Mas será que realmente são?

Alguns sinais são dados, como o fato de ter sete estrelas na mão direita, e sete candelabros de ouro (síbolos de pureza e busca pela retidão e perfeição de Deus). Mas não é sobre isso que quero comentar neste post.

Podemos nos considerar como Éfeso, mas também temos que nos auto-analisar e verificar se não somos afinal "os que dizem ser apóstolos mas não são". temos que buscar a Deus e sua vontade, e temos que voltar ao primeiro amor, a aquela ardente determinação e paz apaixonada em viver Jesus diariamente que tinhamos quando nos convertemos, mas que parece ir se esfriando conforme o tempo passa.

O que mais me chamou a atenção neste texto foi o termo "Nicolaítas". Eu não o conhecia, e fiquei intrigado com o que ele significava, final Deus odeia as práticas deles, e eu precisava saber o que eles eram e praticavam para não os imitar.

Descobri que eles não "eram", mas sim "são". Não "praticavam", mas sim "praticam". Os Nicolaítas estão ativos e constituem um grande mal no meio cristão. Você sabe bem quem eles são, e se não sabe, vai identificá-los ao ler o texto a seguir, que retirei do site Palavra Prudente de autoria do Pr. Waldir Ferro da Igreja batista livre de Sud Mennucci em São Paulo (os destaques são meus):

O NICOLAISMO

TEXTO BASE: APOCALIPSE 2.6 e 15
 INTRODUÇÃO

nikh = vitória (no sentido de dominar)

laos= ...o povo peculiar (de Israel ou Cristãos); gente, multidão;...do Século IV em diante, às vezes se refere ao leigo (conforme o grego moderno "laikos"= leigo, no sentido de povo comum)

Portanto, o nome Nikolaitwn (nicolaítas) composto destas duas palavras tem o sentido de "vitória sobre o povo" ou "os que dominam o povo".


I. A ORIGEM

Esta era uma heresia que se formava já no fim da era apostólica, com os falsos mestres deturpando a Pureza da Doutrina de Cristo e seus Apóstolos. A doutrina nicolaíta concebeu a idéia de uma casta especial e superior na Igreja, ou seja, o chamado Clero. Indo além, formou-se a idéia de uma hierarquia eclesiástica dentro deste mesmo clero. Há uma grande probabilidade, lógica e historicamente, de que estes nicolaítas, dos quais muito pouco se sabe, sejam os formadores do pensamento Católico Romano e, portanto, seus antecessores. Eles estavam, no final do séc. I, infiltrados nas igrejas de Cristo como podemos ver no texto base. Evidentemente, este desejo de exercer poder sobre o povo, disseminou entre muitos homens de liderança nas igrejas, movidos pelo instinto carnal de domínio, pela soberba e pela torpe ganância de posição e riquezas. Especialmente entre os pastores das grandes igrejas, nos grandes centros, com congregações numerosas, tornava-se uma tentação estabelecer uma ostentação de poder sobre o rebanho e outros pastores de rebanhos menores. Eis o porque de estabelecer-se o "centro da igreja" e o "trono do Papa", como o maioral e chefe máximo do Catolicismo em Roma. Sendo ela a capital e maior centro urbano de sua época, Roma permitia a que seus pastores nutrissem uma imagem de mais poderosos e importantes que os demais. É claro que, com o apoio de Constantino (no começo do séc. IV) definitivamente o Bispo de Roma conquistou esta supremacia. Não fora o Nicolaísmo, não existiria o erro de uma IGREJA UNIVERSAL, com sede em algum lugar. Nem mesmo a primeira Igreja, formada por Jesus pessoalmente, em Jerusalém, tinha autoridade sobre as demais. Veja em Atos 15, a postura da Igreja de Jerusalém com relação a Antioquia, como mãe que exorta a seu filho independente num momento de necessidade, mas não considera justo lhe impor nada. Observe-se, ainda, o próprio falar dos Apóstolos Pedro e Tiago (que estavam em Jerusalém e não em Roma), como não exercem eles domínio sobre a Igreja, mas servem como conselheiros junto a Ela e com o Espírito Santo (vv.23,25 e 28)



II. O PROBLEMA HOJE (Nicolaismo x Cristianismo):

Nicolaitas, não são portanto, como muitos pensaram, seguidores de um "tal Nicolau", nem do papai Noel (São Nicolau), mas os partidários da idéia de uma hierarquia dominante dentro da Igreja. Esta heresia tem influenciado o pensamento de muitos religiosos que pensam galgar degraus na escada da Fama, Fortuna e Força. Por isto, alguns pobres infelizes "querem ser pastores", sem a chamada Divina; pastores buscam popularidade e posição em organizações; trocam de igreja em busca simplesmente de uma MAIOR ou que pague mais, sem convicção da vontade de Deus; pastores disputam posições e até brigam por isto. Mas não deve ser assim nas Igrejas de Cristo! Em Marcos 10.42-44 podemos ver claramente o Seu ensino de que o Grande é o que serve e não o que manda.

Erros como o de se pensar que só os Pastores podem realizar Batismo ou ministrar a Ceia, efetivamente não tem base bíblica e provém do pensamento nicolaita de que estes são uma categoria com poderes especiais. Se uma Igreja tem Pastor local, é evidente que, sendo este seu líder espiritual deverá exercer tais funções mas, caso a Igreja não o tenha, deve entender que a autoridade para estes serviços foi dada à Igreja e Ela pode escolher um irmão local que tenha boas condições espirituais e esteja assim apto a liderar a Igreja em tão solenes atos. É claro que ,se assim entender, a Igreja poderá também convidar o Pastor de uma Igreja irmã para lhe prestar estes serviços, embora não o seja absolutamente necessário. Jesus concedeu à Igreja esta autoridade e não ao pastor. Ele o faz, como servo (que é o verdadeiro significado da palavra MINISTRO) da Igreja.

Cristo estabeleceu irmãos com condições diferenciadas na Igreja sim, mas isto foi feito apenas visando o melhor desenvolvimento dos crentes e organização da Igreja e não para estabelecer uma hierarquia dominante (Efésios 4.11-12 e I Corintios 12.12-31). Assim, era necessário que houvesse Apóstolos, pastores, mestres, pregadores e evangelistas, mas isto não é uma corrente hierárquica onde um manda no outro. Cada um deles tem autoridade, mas só aquela concedida, não pelo título que ostenta, mas pela igreja, de acordo com o que o Espírito Santo lhe concede pela Palavra.

Todo Ministro de Deus deve ser respeitado por causa da sua função como líder e condutor espiritual da Igreja e como um irmão que seja um bom exemplo ao rebanho (Hebreus 13.7 e 17). Mas isto não o faz "dono da igreja" e todo pastor tem que tomar o cuidado de ser zeloso sem, no entanto, exercer domínio por força sobre o rebanho (I Pedro 5.1-4). Na Bíblia Vida Nova encontramos um bom estudo a respeito, no item 2.085 ! "Características dos verdadeiros ministros" do que destacaríamos: Humildade, abnegação, gentileza, dedicação e afeto para com o rebanho. A atitude de poder sobre a Igreja é Diabólica e Maligna e, portanto, precisa ser totalmente rechaçada.


III. OS CUIDADOS

Sendo assim, nosso papel como Ministros de Deus, seja Missionário, Evangelista, Professor (mestre), Pregador, Diácono ou Pastor, é o de SERVIR e não permitir que a síndrome de Lúcifer se aposse de nós, fazendo com que presumamos de nós, mais do que realmente somos. Liderança é necessária para que haja organização, ordem, decência e, principalmente edificação, seja na Igreja ou em encontros de várias igrejas, jovens, e mesmo de pastores e obreiros. Mas nunca deve haver o pensamento de buscar o primado ou a superioridade entre os demais ( Lucas 22.26). Isto estraga a comunhão, prejudica o aprendizado e a edificação dos participantes. Não sejamos como Diótrefes, um exemplo bíblico de nicolaíta que, buscando o primado, tantos males causou (III João 9-10).

Que em tudo tenha Cristo a primazia (Colossenses 1.18) e nós tenhamos nossos irmãos em consideração como superiores a nós mesmos (Filipenses 2.3)


Autor: Pr Waldir Ferro
Igreja batista livre de Sud Mennucci
Caixa Postal 9
15.360-000 Sud Mennucci, São Paulo
Fone: (018) 756-1328
Fonte: www.PalavraPrudente.com.br

21 de março de 2012

CONSEQUENCIAS

Depois que toda aquela geração foi reunida a seus antepassados, surgiu uma nova geração que não conhecia o Senhor e o que ele havia feito por Israel.

Então os israelitas fizeram o que o Senhor reprova e prestaram culto aos baalins. Abandonaram o Senhor, o Deus dos seus antepassados, que os havia tirado do Egito, e seguiram e adoraram vários deuses dos povos ao seu redor, provocando a ira do Senhor. Abandonaram o Senhor e prestaram culto a Baal e aos postes sagrados.

A ira do Senhor se acendeu contra Israel, e ele os entregou nas mãos de invasores que os saquearam. Ele os entregou aos inimigos ao seu redor, aos quais já não conseguiam resistir. Sempre que os israelitas saíam para a batalha, a mão do Senhor era contra eles para derrotá-los, conforme lhes havia advertido e jurado. Grande angústia os dominava.

Então o Senhor levantou juízes, que os libertaram das mãos daqueles que os atacavam.

Mesmo assim eles não quiseram ouvir os juízes, antes se prostituíram com outros deuses e os adoraram. Ao contrário dos seus antepassados, logo se desviaram do caminho pelo qual os seus antepassados tinham andado, o caminho da obediência aos mandamentos do Senhor.

Sempre que o Senhor lhes levantava um juiz, ele estava com o juiz e os salvava das mãos de seus inimigos enquanto o juiz vivia; pois o Senhor tinha misericórdia por causa dos gemidos deles diante daqueles que os oprimiam e os afligiam. Mas, quando o juiz morria, o povo voltava a caminhos ainda piores do que os caminhos dos seus antepassados, seguindo outros deuses, prestando-lhes culto e adorando-os. Recusavam-se a abandonar suas práticas e seu caminho obstinado.

Por isso a ira do Senhor acendeu-se contra Israel, e ele disse: "Como este povo violou a aliança que fiz com os seus antepassados e não tem ouvido a minha voz, não expulsarei de diante deles nenhuma das nações que Josué deixou quando morreu. Eu as usarei para pôr Israel à prova e ver se guardarão o caminho do Senhor e se andarão nele como o fizeram os seus antepassados".

O Senhor havia permitido que essas nações permanecessem; não as expulsou de imediato, e não as entregou nas mãos de Josué.


Juízes 2:10-23

A humanidade hoje é como Israel nesta passagem. Desviada do Deus de seus antepassados. "É apenas lenda, Deus não existe" muitos bradam e explicam, porque nunca buscaram ao Senhor, nem viram suas maravilhas manifestadas tão radicalmente em tempos remotos, e diante de uma realidade cheia de oportunidades, problemas imediatos e infinitas doutrinas, ele se deixa levar.

Aposto que o povo de Israel falava a mesma coisa naquela ocasião. Mas é incrível ver como Deus é perfeito nesta passagem, mesmo diante de um povo incrédulo.

Israel cometeu erros, alguns vistos no capítulo 1. Ao contrário de expulsar ou exterminar os povos que haviam naquelas terras, resolveram fazer o mesmo mal que lhes haviam feito, e os escravizaram e dominaram, de uma forma ou de outra. Estes mesmos povos depois foram usados por Deus para os castigar por seus desvios. Deus usou um produto de um desvio para punição com a finalidade de convertê-los de volta a Ele, ou seja, para salvar seu povo. Todo castigo de Deus tinha e tem esta finalidade. Deus não se alegra com o castigo. Ele não é sádico como muitos incrédulos gostam de desdenhar.

De certa forma eu entendo que Deus continua a agir da mesma forma que antes, e infelizmente, nós humanos também.

  • Deus permite que deixemos coisas ruins permanecerem em nossas vidas de acordo com nossa vontade, coisas que depois de um tempo voltam-se contra nós e nos afligem de uma forma ou de outra.
  • Deus levanta líderes espirituais (juízes) entre o povo, que se tornam referência e âncora para nós e nos mantém no caminho do Senhor, mas quando nos deixam, perdemos a referência e voltamos a estaca zero.
É interessante ver como uma coisa puxa a outra, como peças de dominó caindo em cadeia, ou como uma espiral cada vez mais profunda, nos levando ao fundo do ralo. Por isso é que Jesus é tão importante, porque ele quebra esse ciclo e desfaz a espiral, parando as quedas das peças de dominó.

Ele veio para ser a única referência  que devemos ter de fato.

Não que líderes espirituais não sejam importantes, mas eles mesmos devem ter como referência única Jesus, e tudo o que eles pregam e inspiram deve apontar nesta mesma direção. Tive um pastor fantástico certa vez que me inspirou muito. Quando ele foi embora para outra igreja, em outro Estado, eu me perdi de tal forma que só nos últimos tempos é que tenho conseguido me reencontrar, com a graça de Deus, me espelhando em Jesus e entendendo cada vez mais o que significa seguí-lo e imitá-lo.

Ter Jesus como referência final nos leva a evitar deixar que coisas ruins permaneçam em nossas vidas, e nos dá o constante pensamento em Deus e na busca pelo seus caminhos. Mesmo que coisas ruins permaneçam, pela graça podemos superá-las.

Note que Deus não nos livra das consequencias de nossos pecados. Deus não impedirá que as cobras que criamos em nossas camas nos piquem. Mas Ele nos dará o antidoto para seu veneno se assim pedirmos. As dores serão terríveis, mas sobreviveremos e aprenderemos que criar cobras na cama era de fato uma loucura que não devemos mais repetir.

14 de março de 2012

PAI NOSSO E COMPORTAMENTO

"Eu não fui tão boa quanto devia e nem tão ruim quanto podia"
Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome; Venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu; O pão nosso de cada dia nos dá hoje; E perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores; E não nos induzas à tentação; mas livra-nos do mal; porque teu é o reino, e o poder, e a glória, para sempre. Amém.
Mateus 6:9-13

A oração do "pai nosso" contada por Jesus é extremamente rica, mas para muitas pessoas ela é uma "reza", ou seja, algo que deva ser repetido quase que mecanicamente, se possível, diversas vezes.

Eu entendo de forma diferente.

Para mim ela apresenta uma estrutura de como devemos orar e não uma oração pronta. Mais do que isso, ela representa uma estrutura de vida, exemplificando como devemos viver o tempo todo de maneira genuína e espontânea, não apenas na oração, não apenas na igreja, mas sim o tempo todo.

Ela da algumas das mais importantes e básicas diretrizes de vida cristã:

  1. Reconhecer Deus como nosso Pai, ou seja, criador, cuidador, benfeitor, juiz e salvador.
  2. Adorá-lo por isso com tudo o que somos (palavras, ações, pensamentos).
  3. Desejar o cumprimento da perfeita vontade divina de forma plena e total em qualquer esfera, principalmente em nossas vidas e em nosso comportamento.
  4. Reconhecer Deus como provedor de todas as nossas necessidades, sejam elas físicas, espirituais, psicológicas, emocionais ou sociais, sempre nos esforçando para tal.
  5. Nos comprometer a exercer o amor ao próximo como a nós mesmos, nos colocando no lugar de quem nos ofende ao nos lembrar que também ofendemos a Deus, e que devemos saber perdoar para podermos ser perdoados.
  6. Pedir forças e ajuda de Deus para resistir ao pecado e permanecer em Jesus.
  7. Reconhecer a soberania de Deus sobre nossas vidas.


Eu espero orar, pensar, agir e viver desta forma.

13 de março de 2012

POR QUE SER BOM?

PLACA: Seminario de hoje - motivando sua equipe
LEGENDA: Francamente, eu esperava por algo um pouco mais sofisticado...

Tenham o cuidado de não praticar suas ‘obras de justiça’ diante dos outros para serem vistos por eles. Se fizerem isso, vocês não terão nenhuma recompensa do Pai celestial. Portanto, quando você der esmola, não anuncie isso com trombetas, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, a fim de serem honrados pelos outros. Eu lhes garanto que eles já receberam sua plena recompensa. Mas quando você der esmola, que a sua mão esquerda não saiba o que está fazendo a direita, de forma que você preste a sua ajuda em segredo. E seu Pai, que vê o que é feito em segredo, o recompensará. E quando vocês orarem, não sejam como os hipócritas. Eles gostam de ficar orando em pé nas sinagogas e nas esquinas, a fim de serem vistos pelos outros. Eu lhes asseguro que eles já receberam sua plena recompensa. Mas quando você orar, vá para seu quarto, feche a porta e ore a seu Pai, que está no secreto. Então seu Pai, que vê no secreto, o recompensará. E quando orarem, não fiquem sempre repetindo a mesma coisa, como fazem os pagãos. Eles pensam que por muito falarem serão ouvidos. Não sejam iguais a eles, porque o seu Pai sabe do que vocês precisam, antes mesmo de o pedirem.
Mateus 6:1-8

Deus manifesta-se neste texto, assim como em muitos outros textos das escrituras. E o que eu entendo que Ele quer manifestar aqui é algo muito simples.

Deus deseja ter intimidade conosco. Deus anseia por ser nosso confidente. Deus espera que sejamos humildes. Deus quer que sejamos vazios de nós mesmos e cheios do Espírito Santo. Deus quer que façamos coisas boas não porque é apenas o certo, não apenas para saciarmos nosso ego e obtermos elogios, tapinhas na cabeça, reconhecimento publico e provação das pessoas pelos misericordiosos atos de bondade que desempenhamos.

Deus não quer que apontemos os holofotes para nós mesmos, mas sim para Ele, que é a quem pertence de fato dora honra e toda a glória.

Ele simplesmente espera que desempenhemos o amor, a justiça e a bondade para com todos porque isso se tornou orgânico em nosso modo de ser devido a presença dEle em nossas vidas de uma maneira constante, devido ao reinado de Jesus em nossos corações e devido a nossa transformação constante em seres cada vez mais parecidos com Cristo.

Desta forma, realizar obras de bondade, misericórdia e caridade torna-se consequência de nossa conversão a Deus, e não causa. Somos bons porque somos salvos por Jesus mediante reconhecimento total, aceitação e compreensão de seu sacrifício na cruz, e não o contrário.

Não que isso impessa que pessoas que não creiam em Jesus sejam boas. Elas existem, inúmeras, e sou grato por isso porque de alguma forma elas tornam o mundo melhor. Ser bom não é exclusividade de nenhum grupo.

Mas ser bom não lhes garante absolutamente nada perante Deus, porque a motivação de nossa bondade é mais importante do que ela própria.

12 de março de 2012

HUMILDADE E APERFEIÇOAMENTO

como você é por dentro?
Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração; prova-me, e conhece os meus pensamentos. E vê se há em mim algum caminho mau, e guia-me pelo caminho eterno.
Salmos 139:23-24

Quem nós realmente somos por dentro, nem o mais poderoso pet scan do mundo pode ou poderá mostrar algum dia. Não me refiro anatomicamente, mas sim espiritualmente, ou se preferir, psicologicamente.

Qual a nossa verdadeira identidade? Quais são nossos pensamentos mais poderosos e profundos? O que realmente pensamos e sentimos, mas não revelamos a ninguém, nem a nós mesmo algumas vezes?

Deus, apesar de ser quem é, nos respeita. Veja bem, Deus sabe exatamente quem somos, de uma maneira muito mais exata e completa do que jamais poderemos ter compreensão, mas Ele não interfere mesmo que estejamos errados. Salvo, é claro, quando pedimos claramente por isso.

Todos nós, sem excessão, temos maus caminhos dentro de nós, em maior ou menor grau. Não são raros os caminhos ruins que nem sequer temos consciência de que possuímos. Mas eles estão lá. Deus sabe deles. E quer que nós tomemos conhecimento deles, para o nosso bem, pois disso depende o processo de cura que Ele deseja para todo ser humano. Ele quer arrependimento sincero e conversão. Ele quer pessoas que busquem se comportar e sentir e pensar respeitando aquilo que ele nos apresentou como bom e perfeito, ou seja, repletos de amor verdadeiro para com Ele acima de tudo e para com o próximo.

Quando nos colocamos diante de Deus em oração sincera, com o coração verdadeiramente quebrantado e repleto de humildade, e pedimos a Ele o que o salmo introdutório deste post descreve, Ele começa a agir. Começa a nos mostrar nossos maus caminhos por meio de ação direta, de relacionamentos com outras pessoas, e principalmente por meio das escrituras, que balizam o desejo de Deus para nós e que nos apresenta o modelo perfeito ao qual devemos seguir em todos os sentidos: Jesus Cristo.

Devemos pedir o que este salmo pede, todos os dias, verdadeiramente submissos a palavra de Deus. Porque até nossa morte, o processo de aperfeiçoamento não para, e sempre haverá algo para tomarmos conhecimento sobre nós mesmos e mudar para a honra de Deus.