20 de janeiro de 2014
DEPRESSÃO E IDENTIDADE
Eu sabia que a depressão seria uma espécie ferida que nunca cicatrizaria. Que estaria comigo todos os dias, espreitando alguma fraqueza para poder se alimentar de novo e voltar a ter o tipo de prioridade que tinha em minha vida até alguns anos atrás. Me mudando novamente, fazendo com que eu deixasse de ser eu mesmo mais uma vez. Eu era uma pessoa e passei a ser uma segunda, e agora essa segunda passou a ser uma terceira. Não sei mais quem sou, e como tal não sei o que quero, nem o que aspiro. Não tenho sonhos, desejos, gostos ou propósitos. Estou perdido dentro de um labirinto em mim mesmo.
A depressão me parecia distante até algum tempo atrás. Pelo menos até hoje de manhã, quando vinha andando para o trabalho e, em um lugar muito ruim para se andar, onde a calçada quase não existe e onde eu tenho que andar praticamente na avenida - que é muito movimentada - e observei os carros passando a uma velocidade grande bem próximos a mim e pensei: e se eu "escorregasse" e caísse na frente de um desses carros? Tudo estará resolvido, toda a minha dor desaparecerá, eu não estarei mais vivo e nenhum questionamento e aflição permanecerão.
A ideia pareceu fazer sentido por alguns instantes, que duraram uma eternidade em minha mente.
Pensei se sentiria dor ao ser atropelado por um carro a 80km/h ou se eu sentiria apenas uma inércia confortante, um silêncio e uma paz que não encontro em lugar, momento ou pessoa algumas.
Obviamente constatei que sentiria dor - muita. E ainda haveria o risco de não morrer mas sim ficar aleijado, entrevado em uma cama, sofrendo por anos, definhando, e arrastando minha família comigo.
Isso me fez desistir.
Como já li em muitos lugares, suicídio não é para os fracos e covardes. Uma pessoa precisa de muita coragem para dar fim a própria vida - uma coragem que eu não tenho e nem sei se um dia terei. E se a pessoa tem coragem para isso, por que não tem coragem para algo menos drástico, como por exemplo dar uma guinada em sua vida e mudar o que tanto lhe aflige?
Porque essa pessoa não tem poder para mudar o que lhe aflige já que o que lhes afligem é a própria vida, as próprias pessoas, o próprio conceito de viver.
Me sinto oco novamente. Vazio, repleto de dor, aflição, ansiedade, auto-piedade, abandono e ódio. Muito ódio. Ódio contra o mundo e contra mim mesmo. Ódio devido a impotência diante de tudo. A incapacidade de resolver qualquer coisa, de solucionar o menor dos problemas, de ser alguém... alguém que nunca serei. Ódio das pessoas por vê-las bem e felizes (algo que me parece ofensivo e patético). Ódio por me sentir totalmente diferente delas, inferior. Ódio por não ser capaz de sentir e viver e apreciar o mundo. Ódio, ódio, ódio... apenas ódio por me ver preso em armadilhas mortais, amarrado a situações das quais poderia me desamarrar mas com medo das conseqüências não o faço. Ódio por ser um covarde, por temer mudanças, por não ser seguro de quem sou e do que posso fazer e de como me sairei. Ódio, apenas ódio... e vergonha, e medo, e pânico, e nojo de mim mesmo.
1 de janeiro de 2014
UM AUTÊNTICO ALIENÍGENA
| Illustrations from the Nuremberg Chronicle, by Hartmann Schedel (1440-1514) |
Um autêntico alienígena. É assim que me sinto em momentos como este - réveillon de 2013 para 2014.
Com a existência do Facebook fica mais fácil experimentar esta sensação. Vejo todos compartilhando fotos e comentários sobre como estão curtindo o momento, festejando com amigos e familiares na praia ou em suas casas ou em shows da virada, queimando fogos de artifício, comendo, bebendo e conversando. E eu aqui, em casa, escrevendo isso, jogando, conversando com minha esposa, ouvindo música, ou seja, passando este período tentando ao máximo possível ignorar o que meu preconceito classifica como reação exagerada de felicidade incondicional, mas que na verdade é apenas a expressão da liberdade individual que cada um tem em comemorar um acontecimento como lhe convêm dentro dos limites legais - e se todos aceitam uma convenção social que lhes diz para usar roupas brancas, queimar fogos de artifício e se comportar de uma certa forma, não tenho o direito de julgar, mas me reservo a opção de não adotar a conduta convencional - não para ser intransigente, mas sim por não gostar desta.
Voltando ao Facebook, vejo postagens das pessoas se vestindo e maquiando super bem, se produzindo, tirando fotos para mostrar como estão felizes, como tem vidas divertidas, como são bacanas e como a depressão, estresse, miséria psicológica, intriga, maldade, pressão, medo, abandono e tudo o mais podem ser esquecidos por uns instantes. E eu aqui, de pijamas, tentando acalmar meu cachorro que está todo aflito com os barulhos dos rojões, e fazendo questão de viver este momento exatamente como vivo todos os demais.
Sei que momentos como este são importantes do ponto de vista psicológico e emocional. Ciclos são importantes e a comemoração destes (para a maioria das pessoas) é algo muito importante. Não acho nada disso errado. Eu mesmo devia estar na igreja - íamos passar o ano novo lá em uma reunião de oração e comunhão com outros membros e que deve ter sido maravilhosa, mas não fomos por receio das ruas, repletas de pessoas bêbadas guiando carros e porque não bandidos a espreita de pessoas desavisadas indo e vindo de comemorações, totalmente distraídas. Ficamos em casa, como sempre temos ficado há anos. Esperamos os fogos passarem, e então vamos dormir. Este anos fizemos um brinde com Calpis.
Eu sei que sou recluso, e esse tipo de comportamento se repete nas demais festividades coletivas, ou mesmo nas particulares que são comuns a todos (aniversários por exemplo). Eu ão tenho a necessidade de comemorar estas coisas com a mesma importância e intensidade que o coletivo parece precisar - ou desejar. Não vejo motivos para comemorar entusiasticamente uma passagem de ano além de fazer uma simples reflexão do que passou no ano, aprender com os erros e acertos, ser grato a Deus por tudo e no máximo pensar em algumas coisas que gostaria de fazer no ano seguinte, pedindo a orientação de Deus sobre isso e sua benção de acordo com sua vontade.
Na verdade já estou acostumado a ser "estranho" neste sentido - e muitas vezes me sentir estranho por mim mesmo, sem um julgamento ou sensação de julgamento de uma outra pessoa. Ou seja, eu mesmo me acho estranho por não ser como os demais.
Por exemplo: a própria comemoração do Natal já me incomoda há bastante tempo e eu não compartilho do senso comum quanto a como ela deve ser experimentada. O mesmo diz respeito a maioria do modo operante em quase todas as coisas. Eu tenho opiniões próprias quanto a muitas coisas, mas que vão contra o senso comum.
Isso me causava, na infância e adolescência, uma sensação de deslocamento imenso. Isso evoluiu para revolta por muitos anos, e creio que meus familiares se lembram dessa época com medo pois eu era bem revoltado. Depois isso evoluiu para indiferença, e hoje, para o que acho ser o início de uma compreensão mais equilibrada: sou um ser humano como outro qualquer, mas que está fadado a viver com o constrangimento de ser sempre visto como diferente porque de fato eu sou.
Assim, consigo imaginar um pouco como um alienígena se sentiria disfarçado entre nós.
27 de dezembro de 2013
DESCONECTADO
Moro em um lugar que não gosto, trabalho em um serviço que me desmotiva, com pessoas que não simpatizo, em um país que odeio, com uma cultura que não valorizo e em meio a um povo que julgo estúpido, sórdido, alienado, tolo, ignorante, mau e nocivo, que anda por ai em carros com o som "no talo" e que não se preocupam com o próximo mas sim com as celebridades - e consigo mesmos. Pessoas que se acham excelentes, baluartes da justiça e da educação que são, no máximo, elaborados embustes.
Mas eu ainda persisto. Por que?
O que me move se não uma esperança profundamente baseada na fé?
Mas fé no que?
De que as coisas vão melhorar ou que eu vou mudar e não me importar mais com o que tanto me incomoda?
Não, não mudarei. Tão pouco julgo que o mundo vá mudar. As pessoas, idem.
Tudo permanecerá como está, degradando-se cada vez mais, caminhando ao inexorável destino da degradação completa do ser humano e da matéria.
Minha fé não repousa neste mundo e nem em qualquer conquista ou recompensa.
Sofro, choro, agonizo. Mas sei que isso terá um fim. Pois todo desatino, toda maldade, toda espera, toda dor, toda aflição serão sepultadas com meu corpo - ou melhor, queimadas, já que prefiro pensar que serei cremado.
Minha fé repousa no dia da minha morte e no que ocorrerá comigo após abandonar essa realidade.
Só me resta aguentar, suportar a tortura deste mundo, de ver pessoas comendo pessoas, de ver a crueldade cotidiana, mesquinha, gananciosa, opressora e silenciosa da qual ninguém se da conta correndo solta, de ver pessoas em pior estado do que eu, de ver o estimulante para o mal ser distribuído de graça em qualquer esquina, conversa, trajeto, trabalho, computador, revista e relacionamento.
Minha fé repousa na salvação de Deus, minha crença em Jesus Cristo, a quem me machuca envergonhar por todas as minhas falhas e pecados, mas que a cada dia vejo trabalhando em mim um pouco mais, me entristecendo e me revoltando comigo mesmo, me incomodando com minhas fraquezas, me despertando para seus objetivos. Me preparando não para ser perfeito, mas para entender que a busca pela perfeição representada nEle é o que chamamos de caminho da santificação, e que nunca estaremos aptos ao reino dos céus por nós mesmos, mas sempre e unicamente porque Ele nos ama e nos ofereceu isso de graça.
Continue trabalhando em mim, Senhor. Cada dia que passa fico mais consciente de que em vida nunca serei perfeito como Jesus, e nunca deixarei de pecar. Mas coloco-me em suas mãos para ser moldado pela Sua vontade, pois como disse, toda a minha esperança repousa em Ti.
6 de dezembro de 2013
SONHO: PERSEGUIÇÃO
Recorrentemente (pelo menos 3 vezes nas ultimas 4 semanas) tenho sonhos cujo tema é minha perseguição por alguém não identificado. Em pelo menos um dos sonhos eu me virei contra meu perseguidor e o enfrentei. Nos demais, o perseguidor me seguia de perto. Em pelo menos um dos sonhos (o que tive esta noite) meu perseguidor me lembrava muito o homem que vem aparecendo nos sonhos de milhares de pessoas pelo mundo, o que pode indicar alguma contaminação cultural no meu subconsciente - afinal eu acompanho essa história há alguns anos - ou simplesmente que as teorias a respeito dele sejam reais.
De qualquer forma refletir o porque destes sonhos é quase obrigatório para mim. E de certa forma, creio que simples. Após uma pesquisa pela Internet, o significado ficou relativamente claro, para não dizer obvio: ansiedade.
Tenho tido alguns problemas chatos ultimamente. Nada que seja o fim do mundo, veja bem. mas são problemas que me deixam inquieto. Pelo menos dois problemas de saúde moderados - um dos quais pode ser fruto da ansiedade ou sintoma de um inicio de diabetes, que é um boca seca e leve desconforto na região do visícula - fora problemas sociais, com uma academia barulhenta na porta do meu condomínio e uma operadora de telefonia celular que insiste em fazer cobranças incorretas há meses mesmo eu reclamando e pedindo correção da situação desde o início da situação. Fora situações pontuais em meu emprego - estresse, mudanças, etc.
Destes problemas há um - o da operadora de telefonia - que eu encaixo no sonho e que me virei contra o perseguidor e o enfrentei, uma vez que estou entrando com ação contra a empresa no juizado de pequenas causas. Dos demais, eu literalmente fujo.
Há ainda o ódio e sentimento de frustração e impotência diante desses problemas, o que gera uma boa dose de irritação e frustração. Os sonhos de perseguição normalmente significam uma forma de lidar com problemas ou sentimentos que queremos negar, ocultar ou fugir, e aspectos de nosso eu que deixamos nas sombras de nosso subconsciente por não aceitarmos ser como somos. E eu não aceito muitas coisas em mim.
O que fazer então? Como lidar com isso? Enfrentamento? Continuidade da fuga? O que manter e o que mudar? Não tenho tido tempos fáceis ultimamente, e o fato de achar que não devia achar essa situações tão pesadas quanto a sinto torna meu sentimento de culpa e fraqueza piores ainda, gerando mais ansiedade e vergonha de quem sou. Há pessoas enfrentando problemas muito piores e com muito mais alegria, então porque eu, enfrentando coisas mais leves, sofro tanto?
Peço a Deus orientação, proteção, mudança de meu ser e livramento.
Não sei se esse sonho pode ser ligado a um outro sonho que tive anos atrás. A situação era outra, não me lembro pelo que eu andava passando na época, mas agora eu sei que meus sonhos atuais tem a ver com o que falei acima.
Não sei se esse sonho pode ser ligado a um outro sonho que tive anos atrás. A situação era outra, não me lembro pelo que eu andava passando na época, mas agora eu sei que meus sonhos atuais tem a ver com o que falei acima.
5 de novembro de 2013
SONHO: INCÊNDIO EM HOTEL ASIÁTICO
O lugar era alguma cidade na Ásia, quente e úmido (Tailândia, Malásia, etc). Em uma cidade com uma luz amarelada, eu estava em um hotel. Estava na cidade para fazer algo, algo que algumas pessoas dessa cidade não queriam que eu fizesse. Era como se eu fosse um agente secreto, buscando alguma coisa oculta na cidade tentando não chamar a atenção, e as autoridades desta cidade não quisessem que eu a encontrasse.
Estas autoridades começam a me procurar, e em uma perseguição eu consigo me esconder. Vejo-os perguntando por mim na recepção, já que toda a ação ocorre dentro do prédio deste hotel.
As autoridades começam a me perseguir novamente, e é neste momento que o prédio do hotel começa a pegar fogo. O fogo está em andares superiores a aquele em que estou, e no meio da multidão, sou evacuado do prédio. Não chego a ver fogo, apenas a fumaça. E assim sei que as autoridades não me pegarão. Me sinto livre, mas ao mesmo tempo triste. O ar parece pesado e eu não estou exatamente feliz. O sentimento é de perda.
E neste momento eu acordei.
Interessante notar que tenho passado por um momento de estresse mais intenso em meu trabalho e a sensação de depressão vem me atormentando novamente desde então. No dia anterior, na Igreja, tive uma sensação, um pensamento. Foi como se Deus estivesse falando comigo porque um pensamento surgiu do nada, e não foi agradável pois o pensamento foi “você terá que perder tudo o que tem”. Esse pensamento me arrebatou sem um motivo aparente. Pode ter sido apenas minha mente estressada? Pode ter sido uma influência maléfica? Pode ter sido Deus? Não sei.
Acho que quando Deus fala conosco, ainda mais assim, sabemos que foi Ele quem falou por vir acompanhado de uma sensação de paz e liberdade – se bem que Deus pediu a muitas pessoas que fizessem coisas que elas não queriam e que as perturbou bastante também. Paz e felicidade não foi o que eu senti quando o pensamento me surgiu. O que eu senti foi pavor, medo e, acima de tudo, opressão. De onde veio esse pensamento então? Da minha mente cansada e estressada, ou de fora de mim mesmo?
Tentei entender o que essa possível perda significaria. Será que minha vida atual me desvia de Deus de tal forma que tenho que ser despojado de tudo e todos para poder ter uma vida de acordo com a vontade de Deus? Essa foi a única interpretação que tive, mas mesmo assim, a coisa é muito mais complicada do que meramente meus bens – que na verdade são bem comuns e até simplórios. Ocorre em todo o meu ser – meu comportamento, minhas atitudes, meus desejos, meus pensamentos, meus objetivos (ou falta deles).
Seria a perda relativa a algo diferente do material? Seria a perda, por exemplo, da sanidade? Seria minha depressão voltando? Ou o surgimento de alguma nova condição psicológica, desencadeada pelo estresse e sentimento de prisão, falta de escolha e falta de orientação que se intensificou mais nos últimos tempos? Coisas que debati de forma bastante intensa em minha última sessão de terapia, poucos dias antes deste sonho.
O sonho veio depois disso tudo, e não pude notar de ver estampado nele algumas situações que vivenciei naqueles dias e em momentos anteriores de estresse. Desejo de fuga de uma situação onde me sinto oprimido e perseguido. A fuga ocorrendo por meio de algo que está fora do meu controle, que ocorre de forma quase milagrosa – um incêndio. E o próprio incêndio, analisado do ponto de vista simbólico no subconsciente, sendo o fogo um elemento destruidor e ao mesmo tempo purificador. A mente é uma coisa fantástica e incompreendida, e o subconsciente trabalha medos, ansiedades e memórias de formas estranhas, usando s sonhos para diversas funções. Mas ao mesmo tempo, há muitos casos que demonstram que os sonhos são mais do que mero produto dos processos mentais.
Algo ocorrerá? Sofrerei alguma perda? Sofrerei a perda de tudo que tenho? Ficarei esquizofrênico ou depressivo? Eu não sei. A ansiedade inicial com a situação já diminuiu, de bem que permaneça aqui inconvenientemente.
Porém, ocorrendo alguma perda ou não, que Deus esteja no total controle de minha vida, e seja lá o que for, que me leve cada vez mais para perto de Jesus. O medo de sofrer perdas materiais e/ou emocionais são grandes, ninguém as quer sofrer, muito menos eu. Mas se for ocorrer, que ocorra para a glória de Deus.
17 de outubro de 2013
THE BIBLE 1 - ABRAÃO
Ontem teve início, na Record, a exibição nacional da minissérie “The Bible”, uma produção moderna da TV norte-americana que visa exibir as principais passagens das escrituras da melhor forma possível, visto que exibir tudo o que as escrituras trazem em episódios de uma hora de duração é algo humanamente impossível.
Assim, dividido em 10 episódios, a série começa mais ou menos pelo início, com a primeira aliança que Deus faz com um homem, a saber, Abrão (mais adiante renomeado para Abraão).
O interessante é que, com uma boa produção, ver a mesma história na TV leva a outros tipos de reflexão. A primeira delas é que nem todos naquela época eram crentes. É interessante observar que muitas pessoas descritas na Bíblia sequer acreditavam em Deus, e muitas eram crentes nominais, que se revelavam quando um problema real surgia e sua fé precisava ser praticada.
Abraão fala a sua família que Deus falou com ele (prometendo terras e descendência). A reação dos atores foi interessante, demonstrando a descrença deles diante do exposto. Deus? Por que Deus falaria com ele? Estraria Abraão louco?
Descrentes, ainda assim o seguiram, provavelmente por ser ele um líder. Logo houve diversas divisões e dores devido basicamente a falta de fé daqueles que com ele estavam. Inclusive sua esposa, Sara, arrumou sua serva Hagar para ter um filho com Abraão e depois se comportou de forma ciumenta e magoada, inclusive fazendo Abraão mandar a mulher e o filho embora, para o deserto, após Isaque nascer.
Depois disso, quando Isaque cresceu e Abraão foi impactado pelo pedido de seu sacrifício por Deus, e ele levou o garoto disposto verdadeiramente a sacrificá-lo, mesmo com profunda tristeza e sofrimento por ter que matar seu único filho – uma apologia ao sacrifício que o próprio Deus faria séculos depois por meio de Jesus – Abraão demonstrou fé ao realmente estar pronto para tal ato, do qual foi poupado por Deus em cima da hora.
E ai, outra reação que julgo bastante humana demonstrada pelos atores, foi que Sara sentiu ódio de Abraão por ele ter estado disposto a matar seu único filho em sacrifício a Deus. Não sei se ela teve maturidade espiritual para entender o que Abraão fez ali, mas a alegoria é interessante.
Quando ouvimos a voz de Deus (ou seja, quando lemos as escrituras, oramos, descobrimos a sua vontade para nossas vidas e passamos a nos comportar segundo esta vontade) as pessoas a nossa volta acham que estamos loucos, que somos estúpidos. É a loucura da salvação citada por Paulo.
E então, quando sacrificamos aquilo que mais amamos – quando conseguimos – por ser o correto perante Deus, algumas pessoas nos odeiam, mesmo as mais próximas.
Assim, a história de Abraão me fez refletir que nossa relação com Deus é de fato pessoal, e não pode depender do entendimento de ninguém externo. Não se deve esperar que entendam, nem que aceitem, nem que nos sigam, nem que nos amem. É impossível agradar a Deus e aos homens ao mesmo tempo. E disso seria falado mais adiante nas escrituras, que não podemos ter dois senhores.
O próximo capítulo será sobre Moisés. Espero conseguir assistir. Creio que novas reflexões surgirão, já que a minissérie realmente é muito boa.
12 de outubro de 2013
EXCLUSÃO DE ARQUIVOS DUPLICADOS
Se você é daqueles que faz o download de um monte de músicas, videos e imagens da Internet e vai salvando tudo em um HD externo (ou mesmo no HD do seu computador) você sabe que tem uma boa quantidade de arquivos duplicados, não? Coisas que você salvou há meses ou anos ficaram esquecidas, e quando você se depara com elas ao navegar na Internet, faz o download novamente como se nunca a tivesse visto. E o processo ocorre duas, 3, N vezes.
Bem, você não está sozinho. A maioria das pessoas faz exatamente a mesma coisa. E ai um HD de 1Tb, que parecia espaço pra caramba quando você comprou o dispositivo de armazenamento fica lotado de duplicatas inúteis.
As vezes você fica revoltado ao perceber isso e começa a fazer uma limpeza manual do disco, tarefa que inicialmente parece simples mas que depois de alguns minutos demonstra ser extenuante. As duplicatas não tem os mesmos nomes, e muitas vezes nem o mesmo tamanho. Não raramente você salva o mesmo vídeo em formatos diferentes, ou resoluções distintas, e em pastas diversificadas. A tarefa parece impossível, ainda mais se você tem centenas, milhares de arquivos.
A solução para muitos é "deixar quieto" e comprar um novo HD, que em pouco tempo começará a sofrer do mesmo problema. Mas existe algo mais simples, efetivo e barato que pode ser feito. Você pode usar a cabeça - ou melhor, um software.
Existe no mercado diversos softwares que se propõe a detectar e remover duplicatas em seu HD. Alguns são pagos, outros gratuitos. Como estou com este problema, fiz uma pesquisa e encontrei um software muito bacana - e free - que faz o serviço de forma exemplar: o Duplicate Cleaner, da Digital Vulcano. Outros devem fazer a mesma coisa de forma semelhante, mas para este teste, foi o que usei.
Ele utiliza algoritmos configuráveis que lhe permite estipular como deseja fazer a comparação de arquivos a partir de uma origem (por exemplo, todo seu HD ou uma pasta específica com suas subpastas ou não). Pode pesquisar o conteúdo dos arquivos, ignorando o nome - algo muito útil - por meio de hash MD5 ou outras formas (nome igual, nome semelhante, etc). Isso significa que se o arquivo não tiver exatamente o mesmo conteúdo - por exemplo, for de uma resolução ou formato diferente - o software não o identificará como uma duplicata.
Se ele não é perfeito, é próximo disso. Em um teste rápido, fiz um scan em meu HD externo de 1Tb e ele encontrou rapidamente mais de 15Gb de arquivos duplicados no modo de pesquisa mais simples, o que significa um total de 7,5Gb de duplicatas inúteis que eu poderia excluir.
Assim, fica a dica: antes de sair comprando um novo HD por não ter paciência para fazer uma limpeza em seus arquivos, tente usar
Bem, você não está sozinho. A maioria das pessoas faz exatamente a mesma coisa. E ai um HD de 1Tb, que parecia espaço pra caramba quando você comprou o dispositivo de armazenamento fica lotado de duplicatas inúteis.
As vezes você fica revoltado ao perceber isso e começa a fazer uma limpeza manual do disco, tarefa que inicialmente parece simples mas que depois de alguns minutos demonstra ser extenuante. As duplicatas não tem os mesmos nomes, e muitas vezes nem o mesmo tamanho. Não raramente você salva o mesmo vídeo em formatos diferentes, ou resoluções distintas, e em pastas diversificadas. A tarefa parece impossível, ainda mais se você tem centenas, milhares de arquivos.
A solução para muitos é "deixar quieto" e comprar um novo HD, que em pouco tempo começará a sofrer do mesmo problema. Mas existe algo mais simples, efetivo e barato que pode ser feito. Você pode usar a cabeça - ou melhor, um software.
Existe no mercado diversos softwares que se propõe a detectar e remover duplicatas em seu HD. Alguns são pagos, outros gratuitos. Como estou com este problema, fiz uma pesquisa e encontrei um software muito bacana - e free - que faz o serviço de forma exemplar: o Duplicate Cleaner, da Digital Vulcano. Outros devem fazer a mesma coisa de forma semelhante, mas para este teste, foi o que usei.
Ele utiliza algoritmos configuráveis que lhe permite estipular como deseja fazer a comparação de arquivos a partir de uma origem (por exemplo, todo seu HD ou uma pasta específica com suas subpastas ou não). Pode pesquisar o conteúdo dos arquivos, ignorando o nome - algo muito útil - por meio de hash MD5 ou outras formas (nome igual, nome semelhante, etc). Isso significa que se o arquivo não tiver exatamente o mesmo conteúdo - por exemplo, for de uma resolução ou formato diferente - o software não o identificará como uma duplicata.
Se ele não é perfeito, é próximo disso. Em um teste rápido, fiz um scan em meu HD externo de 1Tb e ele encontrou rapidamente mais de 15Gb de arquivos duplicados no modo de pesquisa mais simples, o que significa um total de 7,5Gb de duplicatas inúteis que eu poderia excluir.
Assim, fica a dica: antes de sair comprando um novo HD por não ter paciência para fazer uma limpeza em seus arquivos, tente usar















