LUTE

Combata o bom combate da fé. Tome posse da vida eterna, para a qual você foi chamado e fez a boa confissão na presença de muitas testemunhas - 1 Timóteo 6:12

SE DEIXE TRANSFORMAR

Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus - Romanos 12:2

ACEITE O SACRIFÍCIO

Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna - João 3:16

VÁ NA CONTRA-MÃO

Converta-se cada um do seu caminho mau e de suas más obras, e vocês permanecerão na terra que o Senhor deu a vocês e aos seus antepassados para sempre. Não sigam outros deuses para prestar-lhes culto e adorá-los; não provoquem a minha ira com ídolos feitos por vocês. E eu não trarei desgraça sobre vocês - Jeremias 25:5-6

REFLITA A LUZ DE JESUS

Pois Deus que disse: "Das trevas resplandeça a luz", ele mesmo brilhou em nossos corações, para iluminação do conhecimento da glória de Deus na face de Cristo - 2 Coríntios 4:6

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2 de abril de 2013

A GUERRA SANTA MODERNA

Uma acusação séria, mas no meu entender, improcedente

Discussões acaloradas, bate boca, irritação, divisão. Tudo o que mais odeio na raça humana tem infestado a Internet há muito tempo, mas vem se intensificando muito nos últimos meses. Isso porque o ser humano é puro ego e quer estar sempre certo, não quer se submeter a nada e nem a ninguém, muito menos em termos filosóficos. Cada um vê a vida de uma forma, cada um deseja vivê-la como bem entender. Todos querem estar certos. Mas para sentirem-se certos, precisam que todos a sua volta comportem-se da mesma forma. O certo é o que todo mundo faz, certo?

A Bíblia diz que não. Multidões exaltaram Jesus em sua entrada em Jerusalém, e a mesma multidão, poucos dias depois, pediu por sua crucificação. A multidão é portanto volúvel e manipulável desde a antiguidade, e confiar nela é como confiar suas posses aos políticos ladrões.

Mas como muitos acham que o certo é o que a maioria faz, manipular a massa para uma dada ideia, preconceito ou comportamento é fundamental, e para pessoas com dinheiro, poder e conhecimento, é algo relativamente simples. Os mecanismos usados para isso são os mesmos desde sempre:

  • Falta (restrição) de informação indesejada e isenta
  • Manipulação da pouca informação que chega até as pessoas
  • Uso das paixões e medos (e preconceitos previamente criados inclusive) das pessoas para potencializar a ação da informação manipulada


Diferenças de idéias é algo que existe desde o início dos tempos, e esse planeta já bebeu muito sangue devido a conflitos decorrentes da falta de capacidade que o ser humano tem de conviver e respeitar diferenças. Não há inocentes nessa história: qualquer um dos lados comeria o outro se tivesse oportunidade.

O que vem ocorrendo no Brasil e no mundo é uma polarização de ideais, uma guerra ideológica que usa dos mesmos mecanismos acima citados como "armas de guerra". Dizem que os cristãos - especialmente nós de fé protestante, os genericamente chamados de "evangélicos" - tem síndrome de perseguição, mas no Brasil ao menos o que ocorre é exatamente isso: perseguição.

Uma guerra santa moderna está em andamento. Um preconceito imenso e generalizado toma conta da sociedade. Se uma pessoa no congresso é dita evangélica, e ela é uma má pessoa, não protestam falando que ele é uma má pessoa, mas sim protestam porque ele é evangélico, como se evangélico significasse imediatamente uma pessoa de mal caráter, fundamentalista, preconceituosa e atrasada. Você não vê isso ocorrer com um católico, ou com um espírita, ou com qualquer pessoa de qualquer outra religião.

Como exemplo, vou citar algo que vi hoje: um manifesto na Internet (coisa cada vez mais comum) com abaixo assinado pelo AVAAZ, que conclama as pessoas a se mobilizarem contra o PEC 99/11. Peço que leia ambos os links e note o "aumento" do problema pela declaração que está no AVAAZ. Lá ela afirma  que a aprovação da lei vai, na prática, levar ao fim do Estado Laico. Mas leia bem o que a PEC propõe, e veja se em algum lugar ela diz que isso vai ocorrer direta ou indiretamente.

O que a PEC propõe é, no meu entender, desnecessário. Mas está longe de ser o fim do Estado Laico. Ela apenas propõe algo que eu entendo já ser garantido pela Constituição, que é a de que qualquer um possa questionar a constitucionalidade de uma lei - ou seja, questionar perante o judiciário se uma dada lei fere alguma disposição constitucional prévia. A PEC apenas tenta garantir que entidades religiosas tenham o mesmo direito, o que para mim é redundante. Mas não é perigoso para o Estado Laico.

Entidades religiosas não poderiam chegar ao STF, portanto, e alegar que uma lei não pode ser validada por ir contra a Bíblia ou o Alcorão ou a doutrina espírita ou qualquer outra coisa. A única comparação que poderiam fazer seria com a própria Constituição, e esta garante o Estado Laico claramente, o que desvincula qualquer lei de atender demandas religiosas que vão além daquelas que garantem o direito de culto.


Mobilizações como esta citada no abaixo assinado me preocupam por causa disso: a maioria das pessoas não se dá ao trabalho de pesquisar e ler a respeito (eu mesmo deixo de pesquisar a maioria das coisas). Ir no site do Congresso e ler o texto da PEC nesse caso foi bem simples, mas as pessoas não leem e apenas assumem que a manifestação é legítima porque a mídia tem falado mal dos evangélicos das religiões e insinuado que estão tentando implementar uma ideologia fundamentalista no país, o que implica automaticamente na sensação de que a acusação é real e, portanto, devem apoiá-la baseado nos seus próprios preconceitos a respeito do assunto, independente do lado que normalmente apoie - religiosos fazem igual ou pior neste quesito infelizmente.


Para mim, ações como esta votação são no mínimo suspeitas.

Até que ponto mobilizações como essa são realmente preocupadas com a liberdade e bem-estar da sociedade? Até que ponto isso é apenas mais uma batalha fútil entre religiosos e laicos, batalhas que visam apenas criar mais divisão na sociedade e fortalecer preconceitos de ambos os lados?

Porque para mim isso tudo é cavalo de batalha apenas para este fim: criar barulho, gerar divisão entre o povo, desviar a atenção pública, desestabilizar a sociedade criando movimentos de interesses antagônicos e irreconciliáveis.

Eu entendo e defendo que o Estado Laico é necessário em uma sociedade plural como a nossa - eu não ia querer que uma religião, mesmo a minha, me obrigasse a fazer qualquer coisa por lei pois espiritualmente eu vivo pela graça de Jesus - mas quando tenho visto manifestações como essa eu tenho ficado com um pé atrás, porque no final das contas se uma religião qualquer questionar algo no STF, a palavra final será dos ministros e não dos religiosos, e espera-se que os ministros façam o que tem que fazer, que é aplicar a lei fria e pura, isenta de qualquer partidarismo.

O que me deixa mais inquieto é a sensação de que a sociedade quer negar aos evangélicos (e outras religiões quem sabe) de se manifestarem, de se fazerem representados e de opinar, de lutarem por certas leis, exatamente como eles tem feito. Querem isolar e exterminar ideologicamente o cristianismo porque incomoda. O que infelizmente é entendível, vendo o comportamento errático, hipócrita e falho dos "cristãos", principalmente daqueles que se dizem líderes e daqueles que se envolvem com a política. O mal testemunho tem matado o cristianismo como movimento mais do que qualquer coisa.

Finalizando, o capítulo 3 de 2 Timóteo sempre me retorna quando penso no porque das coisas serem como são. Creio ser explicação de Deus.

Saiba disto: nos últimos dias sobrevirão tempos terríveis. Os homens serão egoístas, avarentos, presunçosos, arrogantes, blasfemos, desobedientes aos pais, ingratos, ímpios, sem amor pela família, irreconciliáveis, caluniadores, sem domínio próprio, cruéis, inimigos do bem, traidores, precipitados, soberbos, mais amantes dos prazeres do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando o seu poder. Afaste-se também destes.

São estes os que se introduzem pelas casas e conquistam mulherzinhas sobrecarregadas de pecados, as quais se deixam levar por toda espécie de desejos. Elas estão sempre aprendendo, mas não conseguem nunca de chegar ao conhecimento da verdade.

Como Janes e Jambres se opuseram a Moisés, esses também resistem à verdade. A mente deles é depravada; são reprovados na fé. Não irão longe, porém; como no caso daqueles, a sua insensatez se tornará evidente a todos.

Mas você tem seguido de perto o meu ensino, a minha conduta, o meu propósito, a minha fé, a minha paciência, o meu amor, a minha perseverança, as perseguições e os sofrimentos que enfrentei, coisas que me aconteceram em Antioquia, Icônio e Listra. Quanta perseguição suportei! Mas, de todas essas coisas o Senhor me livrou!

De fato, todos os que desejam viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos. Contudo, os perversos e impostores irão de mal a pior, enganando e sendo enganados. Quanto a você, porém, permaneça nas coisas que aprendeu e das quais tem convicção, pois você sabe de quem o aprendeu. Porque desde criança você conhece as sagradas letras, que são capazes de torná-lo sábio para a salvação mediante a fé em Cristo Jesus.

Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção e para a instrução na justiça, para que o homem de Deus seja apto e plenamente preparado para toda boa obra. 

2 Timóteo 3

1 de abril de 2013

IRRITAÇÃO, MEDO E ZONA DE CONFORTO

Este final de semana eu fiquei tão irritado que fiquei até cansado. Tenho certeza de que as pessoas que tiveram contato comigo (minha esposa principalmente) ficaram de saco cheio de mim. E hoje, segunda pela manhã, a irritação continua muito forte. Eu sei o que a motiva e o que ela significa. Só não sei o que fazer com ela. Acho que escrever e desabafar sobre ela podem me ajudar.

No próximo sábado começa meu curso de pós-graduação, um MBA de Gestão de Segurança de Informação. Durante o período de um ano a partir de agora meus sábados estarão totalmente dedicados a esse curso. De manhã cedo até o final da tarde. Isso significa que o único dia da semana que eu via como "meu" não é mais "meu". O único dia que eu tinha pra dormir até tarde, ficar de bobeira em casa sem fazer nada ou (raramente) arrumar algo para fazer não me pertence mais até abril de 2014.

Veja que esse "não me pertence mais" é uma ilusão. Me pertence sim. É claro que eu estou fazendo esse curso por vontade própria, mesmo que eu acredite ter sido levado a esta decisão mediante uma pressão nebulosa e incerta do mercado de trabalho e da sociedade que espera que alguém na minha idade e cargo tenha um MBA ou algo do tipo - isso pode ser apenas uma paranoia também, reconheço.

A decisão final foi minha de uma forma ou de outra. Mas emocionalmente eu não queria fazer nada aos sábados.

Emocionalmente eu só queria dormir até tarde aos sábados, acordar tendo o dia inteiro livre diante de mim. Emocionalmente eu só queria ficar "de boa". E agora eu tenho que acordar cedo, e estudar, e me preocupar com notas e avaliações, e conhecer e me enturmar com novas pessoas (o que é especialmente complicado para mim), e me sair bem porque minha empresa está pagando uma bolsa parcial para mim e devo corresponder ao investimento. Tudo porque eu quis, porque eu fui atrás, porque eu escolhi. Então porque fico irritado?

Estou irritado porque estou saindo da minha zona de conforto, e mesmo que a decisão tenha sido minha, acho que não foi e me sinto preso a uma situação de forma obrigada.

Fico pensando no quão cansativo será, mas também fico me aterrorizando com pensamentos de que não vou dar conta dos estudos, de que vou reprovar e ter que pagar o curso do meu bolso, de que não vou entender as coisas, e fico me questionando se o curso que escolhi é mesmo adequado para mim - mesmo que o orientador do curso tenha me dito em minha entrevista que, diante dos objetivos que expus, o curso seria bem interessante e aderente a meus objetivos e perfil profissional e acadêmico.

Temores, muitos temores.

De fato me sinto como Bilbo no começo da história do Hobbit. Confortável em Bolsão, no Condado, reluto em sair em uma aventura e abandonar minha toca, meu cachimbo, minha comida e minha paz - coisa que prezo acima de quase tudo.

Imagino que minha pós será como a jornada de Bilbo de alguma forma, onde me verei irritado e assustado inicialmente, e desajeitado, e achando que aquilo é um erro terrível e que eu não deveria estar ali, sentindo saudades de minha toca e minha zona de conforto. Mas uma hora as coisas acabarão se encaixando e a experiência se torná agradável e memorável.

Muita coisa nessa vida, não apenas para mim mas sim para a maioria das pessoas, eu acho que são feitas dessa forma: nos forçamos a agir porque caso contrário, ficaríamos estagnados. Apesar do meu ser emocional me dizer e lutar para que eu ficar parado e estagnado, o fato de ter tido forças para me obrigar a fazer algo que eu sei que é certo já me dá algum alento, mesmo com a irritação colateral.

Eu sei que esse curso é bom, sei que é importante para minha carreira e sei que é certo, independente da minha resposta emocional. Sou grato a Deus por entender isso, e por saber que Ele estará comigo em todos os momentos, nesse curso inclusive.

18 de março de 2013

A GATINHA NO MOTOR DO CARRO


Eu e minha esposa vamos viajar em breve, então após sairmos da igreja ontem pela manhã fomos almoçar, voltamos para casa, pegamos o Xaveco e fomos com ele até um hotel canino que nos indicaram, que fica a uns 30 minutos de casa.


Tanto na ida quanto na volta a gente ouvia, vindo de algum lugar indefinido, o miado de um gato. Pensamos que era da rua. Ainda brinquei com minha esposa e falei "deve ter um gato no motor", mas totalmente na brincadeira. O miado parou e fomos até o lugar.


Na volta, o miado ocorreu mais forte ainda. "Pare o carro" eu disse. Minha esposa parou no meio da rua, abrimo o capô e lá estava ela, essa linda gatinha siamesa da foro, apavorada. Ela ficou no motor do nosso carro por pelo menos umas 2 horas!



Ela estava, milagrosamente, ilesa!

Trouxemos ela para casa, mas ela estava apavorada, ainda mais  com a presença do Xaveco, que trancamos no quarto. Demos leite morno para ela beber, e alguma coisa para comer. Ela se enfiou na estante de livros e ficou ali, escondida no meio dos volumes. 

Como moramos em apartamento com um cachorro louco como o Xaveco, e ainda por cima minha esposa é alérgica a gatos, não podíamos ficar com ela. Uma amiga da minha esposa, que tem e ama gatos, se prontificou a ficar com ela até acharmos um lar adotivo definitivo, o que ocorreu em menos de 24 horas. Ela já deve estar em sua nova casa neste exato momento, enrolada com os novos guardiões, brincando e se recuperando do susto que infelizmente eu participei involuntariamente.

Isso me trouxe um monte de lembranças e emoções a tona. Quando criança, tivemos em casa um gato siamês que eu adorava de paixão. Dormia com ele na minha cama, e foi com ele que me tornei um servo fã de gatos. O nome dele era Maradona e é esse ai na foto ao lado.

O Maradona foi encontrado morto pelo meu irmão mais velho na porta de nossa casa, atropelado. Ele gostava de dar umas escapadas, e na noite anterior estava louco para dar uma volta noturna. Foi sua última.

Não costumo falar muito disso, mas pelo que me lembro, a morte dele foi um dos meus grandes traumas de infância. Lembro claramente que prometi a mim mesmo nunca mais estabelecer vínculos daquela forma (não com essas palavras) porque a dor foi terrível, quase insuportável, e eu não queria sentir aquilo de novo nunca mais. É muito triste para uma criança perder seu amigo querido assim tão abruptamente, sem ter uma maturidade emocional de suporte.

Rever esta gatinha me fez sentir isso tudo de novo. Mesmo sabendo que era impossível, eu adoraria ter ficado com ela. De certa forma vivenciei a perda mais uma vez no nível emocional, porque tive comigo essa gatinha para logo em seguida perdê-la de novo. Perdê-la pelos motivos certos dessa vez, para que ela tivesse uma família que a amasse e cuidasse adequadamente dela. Mas mesmo assim, uma perda.

Acho que vou ficar alguns dias meio deprimido.

11 de março de 2013

CONTANDO ATÉ 10

Quando eu era criança eu via muitos desenhos animados na TV. Não vou me lembrar em qual dele foi - Pica-Pau quem sabe - mas foi assistindo a estes desenhos que tive contato com essa história de "contar até 10" para me acalmar diante de alguma irritação. É uma lição importante para crianças e adultos. E fundamental para um convívio tranquilo.

Já passei por muitas situações de irritação, e em muitas delas acabei explodindo (tomando ações de externalização da frustração e descontentamento). Na maioria absoluta delas me senti muito mal depois porque percebi que não havia afinal motivos para ter ficado irritado para início de conversa. Ou seja, o problema era em mim e não na situação/pessoa que havia me irritado.

Não mando muito nas reações emocionais que tenho, mas mando nas reações racionais e conscientes  As emoções são muito mais poderosas no entanto, e tentam comandar as reações racionais - grite, reclame, seja grosso! Mas ai vem nossa força de vontade e sangue frio para nos controlar... e esperar.

Na maioria das vezes em que me segurei, e esperei por exemplo um dia, percebi o que disse antes: não havia razão legítima para me irritar. E evitei os problemas, mágoas e ferimentos que minha explosão teria causado. Analisando a mim mesmo, pude me conter, porque no final das contas esse é um dos únicos pequenos controles que temos nesse mundo - nosso comportamento, assim mesmo, bastante limitado de certo modo.

É claro que se conhecer é fundamental, e conversar é tão importante quanto. Se você convive com alguém que faz alguma coisa da qual você não gosta, que te irrita, mesmo que não seja nada errado, é sábio conversar com a pessoa e explicar o que ocorre, já que assim a pessoa pode te ajudar, quem sabe, evitando fazer aquilo, que como eu disse não era algo necessariamente errado para início de conversa - apenas te irrita. Ao mesmo tempo você passa a se esforçar para deixar de achar aquilo irritante, e ambos podem viver bem juntos.

Pensar desta forma é saudável, e já vivenciei bençãos por evitar falar diversas coisas a diversas pessoas simplesmente porque contei até 10.

Minha esposa por exemplo se esquece de muitas coisas, e isso me irritava muito. Depois que entendi que ela não faz por mal, e que o fato dela ter DDA e hiperatividade a impede de se lembrar de tarefas e compromissos como alguém dito "normal" (porque não há como estabelecer um critério de normalidade nesse caso) eu passei a ser mais tolerante, contar até 10, e muitas vezes antecipar os esquecimentos dela e avisá-la de compromissos, ajudando-a.

Recomendo muito que todos aprendamos a tolerância. O mundo carece muito dela. Uma matéria da revista Galileu diz que pesquisadores descobriram que a rejeição dói tanto quanto uma queimadura. Bater boca a troco de banana também deve machucar bastante a gente.

5 de março de 2013

DEVAGAR

Esse começo de ano (começo? já é março!) está bem devagar para mim. Gosto de pensar que é porque este ano será cansativo a partir do começo de abril, uma vez que vou começar minha pós-graduação. Mas não é bem assim. Acho que simplesmente estou cansado e doente.

Eu estava conseguindo ir aos treinos de kung-fu duas vezes por semana desde o retorno das férias da academia, mas estou entrando na segunda semana sem ir devido a orientações médicas. Dores no ombro  e clavícula me levaram a fisioterapia e a descoberta do que parece ser não uma mera tendinite ou inflamação, mas sim um quadro de encurtamento dos ligamentos do ombro e pescoço, provavelmente devido a uma vida inteira sentando-me com uma péssima postura, tensionamento constante dos ombros e pescoço e nunca me alongando corretamente, não apenas nessa região do corpo, mas em todas as demais também.

Recomendo você a cuidar do corpo, fazer alongamentos, exercícios e relaxamento. Você pode não sentir  os efeitos do descaso com seu corpo nos primeiros anos, mas vai sentir lá na frente com toda certeza.

Os exercícios de alongamento são dolorosos mas necessários agora (assim como eram antes e eu os negligenciava), e já começo a cogitar a possibilidade, ainda não ventilada por nenhum fisioterapeuta ou ortopedista que me atendem, de que tais exercícios serão meus companheiros pelo resto da vida, caso eu opte por não deixar que tais dores voltem a me incomodar.

Além dos exercícios no entanto outra atividade que eu vinha desempenhando bastante ano passado está totalmente parada este ano: minhas leituras. O livro em inglês que estou lendo, enorme, ainda me desafia. Todas as noites o volume me encara de cima de minha mesa, e quase posso ouvi-lo sussurrar ofensas e declarar minha derrota. Não o escuto, e mesmo que em doses menores, volto a ele e dou-lhe combate com leitura.

Nem tudo é dor e derrota no entanto. A grande viagem ao Japão que eu e minha esposa faremos se aproxima, e ela pode ser outro motivo do porque tudo está sendo levado tão vagarosamente até aqui.

O que eu tento entender no entanto é que nem tudo na vida é velocidade. A vantagem de se envelhecer é ir percebendo que a pressão pela velocidade é algo artificial, e a vida encontra um ritmo próprio que muitas vezes é tido como lento. Realizar coisas é importante, mas tudo a seu tempo. Leitura, exercícios, estudos, viagens... tudo ocorrerá, mas no tempo certo e querer acelerar as coisas só causará estresse desnecessário.

13 de fevereiro de 2013

CARA, DE NOVO?


Quarta-feira de cinzas. O ano começa oficialmente no Brasil na próxima segunda, porque quinta e sexta após o Carnaval nunca contam.

Este ano começou como os demais: preguiçoso. A mesma velha luta de sempre em minha mente começa com culpa. Culpa por não me prestar a fazer nada. E ai ela piora por constatar que isso já ocorreu antes uma série de vezes. Frequentemente tenho esta sensação, e se a sinto constantemente é porque não fiz nada para resolvê-la, certo?

Este feriado é um exemplo do que foi meu ano até aqui. Não li nem uma página de um livro. Muito menos a escrevi. Não fiz o passeio que planejei para tirar fotografias, nem dei aquela volta de bicicleta que havia planejado, e nem levei o cachorro para passear. Não aprendi nada, não fiz nada, não fui a lugar algum. Apenas descansei e vi 3 temporadas de "The Office". Os feriados foram feitos para isso, não? Não devia me sentir culpado... mas me sinto. Não pelo tempo gasto com absolutamente nada no feriado, mas pelo restante do tempo, aquele que ocorre entre nosso nascimento e nossa morte, e que chamamos de vida, entende?

A culpa que sinto brota da sensação de que este feriado foi uma espécie de resumo da minha vida. OK, eu fiz faculdade. OK, eu tenho um bom emprego. OK, vou começar a fazer pós-graduação daqui a dois meses. Mas a sensação de que eu não estou de fato fazendo nada de construtivo com minha vida me assombra.

Os problemas que citei nos últimos posts foram resolvidos. Acho que o intervalo que fiz sem escrever nada no final das contas era porque eu precisava de um tempo sem fazer nada mesmo. Espero que isso tenha passado.

Na academia estão me pressionando para fazer o exame para a faixa marrom. Espero conseguir fazê-lo em breve, mas não me sinto bem fisicamente para tal. Dores e um péssimo condicionamento físico me deixam inseguro.

Quanto a tudo isso, seja culpa, ansiedade e inanição (se é que ela é real ou apenas fruto de minha própria paranoia) deixo nas mãos de Deus e vejamos o que Ele tem reservado para mim nos próximos meses.

2 de novembro de 2012

"VÍRUS DO PEN-DRIVE" - PASTAS DO HD EXTERNO VIRAM ATALHOS

Um amigo meu até que tem razão: "Windows é um lixo".

Tenho tido um problema recorrente com meus pen-drives e HD's externos. Alguma espécie de vírus (não consegui identificar qual, mas na Internet chamam-no apenas de "vírus de pen-drive") muda as propriedades de todas as pastas no raiz do dispositivo tornando-os ocultos, criando atalhos para as pastas. Acabo acessando os arquivos da mesma forma, mas é chato assim mesmo.

A solução costuma ser executar o attrib na linha de comando (DOS) com os seguintes parâmetros (sendo o F: a letra mapeada para o pen-drive/hd externo.

attrib -h -r -s /s /d F:\*.*



Comigo funcionou, e logo em seguida apaguei os atalhos e rodei um anti-virus no dispositivo e no meu notebook. Nada é encontrado. Ainda não entendi porque isso ocorre.

O Recicle-bin costuma ser uma pasta legítima do sistema operacional, apenas as ocultei novamente porque o comando attrib as torna visíveis. Mas não custa nada passar anti-vírus em tudo de novo.