LUTE

Combata o bom combate da fé. Tome posse da vida eterna, para a qual você foi chamado e fez a boa confissão na presença de muitas testemunhas - 1 Timóteo 6:12

SE DEIXE TRANSFORMAR

Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus - Romanos 12:2

ACEITE O SACRIFÍCIO

Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna - João 3:16

VÁ NA CONTRA-MÃO

Converta-se cada um do seu caminho mau e de suas más obras, e vocês permanecerão na terra que o Senhor deu a vocês e aos seus antepassados para sempre. Não sigam outros deuses para prestar-lhes culto e adorá-los; não provoquem a minha ira com ídolos feitos por vocês. E eu não trarei desgraça sobre vocês - Jeremias 25:5-6

REFLITA A LUZ DE JESUS

Pois Deus que disse: "Das trevas resplandeça a luz", ele mesmo brilhou em nossos corações, para iluminação do conhecimento da glória de Deus na face de Cristo - 2 Coríntios 4:6

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23 de dezembro de 2011

2 TIMÓTEO 3:1-7

Após bastante tempo, voltei a fazer a leitura bíblica proposta pelo calendário da Junta de Missões Mundiais. O do ano que vem já chegou, e espero conseguir fazer a leitura todos os dias, e viver os ensinamentos de Deus em minha vida, no meu dia a dia, porque é simplesmente isso que Deus deseja de nós.

A leitura de hoje era 2 Timóteo. Eu já havia lido alguns trechos deste livro no passado, mas ao lê-lo inteiramente hoje, percebo o óbvio para quem lê esta carta: trata-se de orientações de conduta e fé. Trata-se de exemplos práticos. E trata-se de coisas que ocorrem em nossas vida mesmo hoje, no terceiro milênio. Separei os trechos que mais falaram a mim e vou descrever o que eles me tocaram em uma pequena série de posts porque o texto final ficou muito grande.

Saiba disto: nos últimos dias sobrevirão tempos terríveis. Os homens serão egoístas, avarentos, presunçosos, arrogantes, blasfemos, desobedientes aos pais, ingratos, ímpios, sem amor pela família, irreconciliáveis, caluniadores, sem domínio próprio, cruéis, inimigos do bem, traidores, precipitados, soberbos, mais amantes dos prazeres do que amigos de Deus, sendo aparência de piedade, mas negando o seu poder. Afaste-se também destes. São estes os que se introduzem pelas casas e conquistam mulherzinhas sobrecarregadas de pecados, as quais se deixam levar por toda espécie de desejos. Elas estão sempre aprendendo, mas não conseguem nunca de chegar ao conhecimento da verdade.


2 Timóteo 3:1-7
Com relação a esta passagem me veio a mente imediatamente muitas pessoas com quem eu tenho contato cotidiano, e que são resistentes a palavra de Jesus, quando não severos negadores. A maioria é constituída de pessoas muito inteligentes e esclarecidas, pessoas que estão sempre estudando algo, que consomem conhecimento, que buscam expandir seus horizontes a todo o tempo, em todos os assuntos. Mas é como diz o trecho: elas nunca chegam ao conhecimento da verdade, porque a verdade deste mundo é relativa e mutável, nunca é definitiva.

Eu tenho a impressão de que o ser humano tem uma fome dentro dele que nunca fica satisfeita. Ele tem que estar sempre comendo, sempre se alimentando. Só que Jesus fez uma analogia disso falando não de fome, mas sim de sede.

Em Salmos 42:1 já o versículo "Como a corça anseia por águas correntes, a minha alma anseia por ti, ó Deus. ".

Muitas passagens da Bíblia fazem a analogia de Jesus como a água que mata a sede de nossas almas, como aquilo que supre a origem de todas as necessidades.

Estas pessoas procuram nos conhecimentos para saciar esta sede. Mas nunca ficarão fartos, porque o que realmente importa eles não procuram, pelo contrário, rejeitam.

22 de dezembro de 2011

2 TIMÓTEO 2:22-26

Após bastante tempo, voltei a fazer a leitura bíblica proposta pelo calendário da Junta de Missões Mundiais. O do ano que vem já chegou, e espero conseguir fazer a leitura todos os dias, e viver os ensinamentos de Deus em minha vida, no meu dia a dia, porque é simplesmente isso que Deus deseja de nós.

A leitura de hoje era 2 Timóteo. Eu já havia lido alguns trechos deste livro no passado, mas ao lê-lo inteiramente hoje, percebo o óbvio para quem lê esta carta: trata-se de orientações de conduta e fé. Trata-se de exemplos práticos. E trata-se de coisas que ocorrem em nossas vida mesmo hoje, no terceiro milênio. Separei os trechos que mais falaram a mim e vou descrever o que eles me tocaram em uma pequena série de posts porque o texto final ficou muito grande.

Fuja dos desejos malignos da juventude e siga a justiça, a fé, o amor e a paz, juntamente com os que, de coração puro, invocam o Senhor. Evite as controvérsias tolas e fúteis, pois você sabe que acabam em brigas. Ao servo do Senhor não convém brigar mas, sim, ser amável para com todos, apto para ensinar, paciente. Deve corrigir com mansidão os que se lhe opõem, na esperança de que Deus lhes conceda o arrependimento, levando-os ao conhecimento da verdade, para que assim voltem à sobriedade e escapem da armadilha do diabo, que os aprisionou para fazerem a sua vontade.


2 Timóteo 2:22-26

Discussões sobre fé, política e futebol acabam sempre sendo polêmicas. Hoje em dia, o leque de assuntos "proibidos" aumentou, há um patrulhamento tremendo por parte da mídia e das próprias pessoas. Todos estão sensíveis a qualquer coisa que vá contra sua opinião, independente de qual ela seja. TODOS, até mesmo os crentes.

Uma coisa é conhecer e não se abster da realidade de Jesus, de seu amor e de sua salvação. Outra é tentar fazer outras pessoas se convencerem disso. Nós não convencemos ninguém, mas sim o Espírito Santo de Deus. Não é manipulação psicológica ou emocional. É o espírito de Deus que toca a pessoa. Só que muitos não se deixam tocar, resistem. Em pate por desconfiança da própria igreja, que errou e erra. Falta às pessoas entender que a igreja deve ser exemplo no mundo, mas ao mesmo tempo, não há como ela ser perfeita. Falta entendimento de ambos os lados.

O próprio Jesus disse ainda, em Mateus 22:14 "Pois muitos são chamados, mas poucos são escolhidos".  Quanto a isso nada podemos fazer, a não ser conversar até onde nos seja permitido, e orar, mesmo porque não cabe a nós julgar nada e nem ninguém.

ARREPENDIMENTO

Sabemos que o conhecemos, se obedecemos aos seus mandamentos. Aquele que diz: "Eu o conheço", mas não obedece aos seus mandamentos, é mentiroso, e a verdade não está nele. Mas, se alguém obedece à sua palavra, nele verdadeiramente o amor de Deus está aperfeiçoado. Desta forma sabemos que estamos nele: aquele que afirma que permanece nele, deve andar como ele andou.

1 João 2:3-6



Não amem o mundo nem o que nele há. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele. Pois tudo o que há no mundo — a cobiça da carne, a cobiça dos olhos e a ostentação dos bens — não provém do Pai, mas do mundo. O mundo e a sua cobiça passam, mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre.

1 João 2:15-17
O que significa arrepender-se?

Eu percebo que muitas pessoas gostam de viver a idéia do "eu não me arrependo de nada do que fiz". Pelo contrário, dizem se arrepender do que não fizeram. Eu mesmo em minha adolescência fiz algumas besteiras me deixando levar por este conceito que hoje eu entendo ser totalmente equivocado. Me arrependo de algumas coisas que fiz com base nesta ideologia torta. Eu amava o mundo, como João disse acima que não devemos fazer. Queria ser amado por ele também. É assim que muitas pessoas vivem sua vidas. Na esperança de um amor, de uma vitória, que nunca virá, e que se vier, será vazia em significado espiritual, o que em ultima instância, é o que importa.
 
Assim sendo, arrepender-se parece que virou algo proibido e ruim, algo que é prejudicial ao ser humano porque causa sofrimento psíquico desnecessário. E tudo isso porque, alega-se, "é impossível mudar o que passou". O que é verdade.

Mas as pessoas se esquecem do papel fundamental que o arrependimento tem na vida e na sociedade humana, esquecem do seu valor e da sua capacidade transformadora.

ARREPENDIMENTO GERA MUDANÇA.

O arrependimento não pode mudar o passado, mas pode alterar o presente e moldar o futuro. Isso causa sofrimento é claro, toda mudança gera estresse e todo estresse incomoda. Mas o arrependimento é algo totalmente BOM se ocorrer diante da constatação de erros perante Deus, ou de erros perante a lei, ou de erros perante tudo o que é justo e correto.
 
Por exemplo: bandidos tem que se arrepender de seus crimes. Se não se arrependerem, o que os impedirá de cometerem os mesmos crimes novamente após sua prisão e julgamento? Por isso existe uma pena para crimes cometidos, algo que lhes faça se arrepender de seus erros. Quando o bandido comete um novo crime, sua pena fica mais pesada. Isso deveria gerar arrependimento, mas no Brasil isso não ocorre exatamente assim por causa da corrupção, das falhas do sistema judiciário, etc. Isso não ocorre obviamente com Deus.

Você acha que conosco, que cometemos crimes contra o amor de Deus (pecado), não há a mesma necessidade de arrependimento? Claro que há, e digo que ela é mais urgente e importante do que qualquer arrependimento para com erros humanos. Porque é deste arrependimento que surgirá uma mudança tão básica e fundamental em nós que afetará todo o resto em um verdadeiro efeito dominó.
 
Mas se há a necessidade de arrependimento você pode se perguntar qual é a pena que nos levará a tal mudança de comportamento então. Ela existe, pode acreditar. O nome desta pena é "morte".

"Mas espere um pouco... todo mundo morre, até mesmo os crentes mais fiéis". É verdade, mas não é dessa morte física que eu falo. É da morte espiritual. Muitas pessoas passam por esta morte após a morte física, indo para o inferno por não terem se submetido ao amor de Deus em suas vidas, tendo satisfeito suas mentes e almas com supérfluos e anestésicos. Muitas pessoas também passam por esta morte ainda em vida.
 
Mas não e engane: o mesmo pode ocorrer com muitos daqueles que julgam conhecer e seguir a Jesus. Por isso há tanto pecado e coisas erradas em diversas igrejas, o que é muito grave porque afasta os não crentes da verdade, escandalizando-os. Lembro-me do livro "Deixados para Trás" onde, no arrebatamento¹, um pastor foi deixado para trás com muitos não crentes. O pastor não era uma má pessoa, ele era bondoso, ele fazia trabalhos sociais, ele cuidava da igreja com zelo, mas não havia dentro dele a fé de fato, a crença derradeira, a busca pelo viver diante de Deus e com Deus. Não houve um verdadeiro arrependimento.
 
É como o trecho no início deste post diz. Há pessoas que apenas falam que são de Deus, mas em seus corações não há a humildade para reconhecer que estão se enganando. Eu não me excluo desse grupo. Não sei até que ponto realmente sou de Deus, pois há em minha vida pecados que não consigo superar. Gosto de pensar que tenho reconhecido meus defeitos e tentado (não com muito sucesso infelizmente) erradicá-los. Busco me arrepender de cada um deles, e mudar.
 
Como falei, não é tarefa fácil. Não é agradável para nós mesmos, mas é agradável para Deus. Não porque ele goste de nos ver sofrendo, mas sim porque é este o bom combate do Senhor, é nossa determinação em abandonar o pecado e procurar nos relacionar com nosso Pai, mesmo que seja doloroso. Porque é simplesmente a coisa certa a ser feita. E se isso agrada a Deus, vou lutar esta luta até minha morte física, na esperança de alcançar sua graça.

E qual graça é esta? É o perdão de Deus, é a revogação da minha pena.

"Mas não é necessária uma pena para o arrependimento? Como vai se arrepender se não houver a pena? A ordem das coisas ai não está invertida?"

Sim, está.
 
E sabe o que é mais maluco ainda? A pena existe, nós deveríamos pagar por ela, mas na verdade ela já foi cumprida. Por Jesus Cristo.
 
Tudo o que ele sofreu, tudo o que ele passou, eu merecia. Cada um de nós merecia. Então não devia ocorrer arrependimento, não é mesmo? Se não vamos sofrer nada, se Jesus sofreu por nós, não há por que nos arrepender.
 
Errado.
 
Quando você busca conhecer a Deus você já está reconhecendo que há algo errado em sua vida. Com todos os crentes isso ocorreu em algum momento. "Há um Deus que me ama e eu não tenho feito nada para amá-lo, o que eu tenho que fazer?"
 
Eu mesmo sempre me perguntava, antes de entrar para uma igreja de fato e me converter (tenho formação católica mas me batizei na Igreja Batista quando adulto): há algo além deste mundo, há algo após a morte; a vida humana, a mente, os sentimentos, o Universo é complexo demais para se restringir a apenas uns 100 anos de vida mais ou menos, então qual é a verdade que rege isso tudo, quem é que puxa as cordas para tudo funcionar?
 
Algo dentro de mim dizia que havia uma "coisa" que transcendia todo o entendimento, que dava significado a tudo, que expandia a realidade até além do que eu poderia ver, sentir ou ouvir. Havia algo sobrenatural.
 
Como João disse no texto inicial deste post, quando você busca compreender a Deus, quando entende o seu sacrifício por meio de Jesus, o seu amor, você se arrepende. Porque você entende que estava andando errado este tempo todo, e que você vai morrer por isso se não mudar sua conduta, e então você se arrepende. Se fosse tivesse que deixar de existir para se arrepender de algo, de nada adiantaria, pois você não existiria mais para que o arrependimento existisse. Por isso que Deus enviou seu único filho, Jesus, para pagar esta pena.

É Jesus que nos permite o arrependimento em tempo hábil.



¹ O momento anterior ao início do final dos tempo onde Jesus leva para os céus os crentes para poupá-los da grande tribulação final. Pelo menos é assim que o livro define, há um certo debate teológico a respeito disso nas escrituras

21 de dezembro de 2011

2 TIMÓTEO 1:7-13

Após bastante tempo, voltei a fazer a leitura bíblica proposta pelo calendário da Junta de Missões Mundiais. O do ano que vem já chegou, e espero conseguir fazer a leitura todos os dias, e viver os ensinamentos de Deus em minha vida, no meu dia a dia, porque é simplesmente isso que Deus deseja de nós.

A leitura de hoje era 2 Timóteo. Eu já havia lido alguns trechos deste livro no passado, mas ao lê-lo inteiramente hoje, percebo o óbvio para quem lê esta carta: trata-se de orientações de conduta e fé. Trata-se de exemplos práticos. E trata-se de coisas que ocorrem em nossas vida mesmo hoje, no terceiro milênio. Separei os trechos que mais falaram a mim e vou descrever o que eles me tocaram em uma pequena série de posts porque o texto final ficou muito grande.


Pois Deus não nos deu espírito de covardia, mas de poder, de amor e de equilíbrio. Portanto, não se envergonhe de testemunhar do Senhor, nem de mim, que sou prisioneiro dele, mas suporte comigo os sofrimentos pelo evangelho, segundo o poder de Deus, que nos salvou e nos chamou com uma santa vocação, não em virtude das nossas obras, mas por causa da sua própria determinação e graça. Esta graça nos foi dada em Cristo Jesus desde os tempos eternos, sendo agora revelada pela manifestação de nosso Salvador, Cristo Jesus. Ele tornou inoperante a morte e trouxe à luz a vida e a imortalidade por meio do evangelho. Deste evangelho fui constituído pregador, apóstolo e mestre. Por essa causa também sofro, mas não me envergonho, porque sei em quem tenho crido e estou bem certo de que ele é poderoso para guardar o meu depósito até aquele dia. Retenha, com fé e amor em Cristo Jesus, o modelo da sã doutrina que você ouviu de mim.


2 Timóteo 1:7-13

Ultimamente eu venho me sentido esmagado pelo mundo. Tudo e todos parecem não acreditar em Deus, todos parecem ter prazer em rejeitá-lo, seja pelos mais diversos motivos (decepção, descrença, outra crença, etc). A sensação é de que falar de Jesus e Deus OFENDE as pessoas, e logo uma discussão chata e agressiva se inicia.
O que este trecho me diz é que isso ocorre desde o início.

As pessoas não estão dispostas a ouvir, mas isso não significa que eu tenha que me envergonhar, pelo contrário. Devo me orgulhar e perseverar.

Eu não preciso testemunhar com minha boca, mas sim com minha vida e com minhas atitudes. Mudar é difícil, mas pelo menos eu vou dar mais ouvidos a Deus do que a maioria das pessoas. Se conseguir mudar minha vida, o testemunho será mais efetivo perante tudo e todos. E é por isso que venho orado e trabalhado nos últimos tempos. Creio que deva ser assim com todos os crentes em Jesus.

16 de dezembro de 2011

JOSUÉ CODO

Faleceu hoje às 04h00, aos 66 anos de idade, meu sogro, Josué Codo. Uma figura rara, diga-se de passagem.

O velório e sepultamento ocorreram no Cemitério das Saudades em Campinas, em um dia quente de verão, com bastante sol e ar úmido. Diversas pessoas compareceram ao local, dentre pastores, colegas de infância, familiares, membros de igrejas de Campinas e amigos de longa data. Seu hino predileto foi cantado, e nas mãos de seu corpo foram colocadas uma de suas flores preferidas. Um gesto de respeito e reconhecimento a tudo o que ele foi, afinal todos ali já sabiam que ele estava na companhia de Deus, provavelmente contando alguma piada para os amigos que já o estavam esperando por lá. Ele era assim.

Sabe, eu não sou uma pessoa fácil de conviver, infelizmente. Por isso mesmo nunca fui muito próximo do meu sogro, ao menos não tanto quando eu imagino que deveria ter sido já que eu era o único genro que ele poderia ter, uma vez que minha esposa é filha única. Mas eu o respeitava, gostava e admirava ao meu modo, e gosto de pensar que ele entendia isso. Posso não ter sido um genro ideal mas também sei que estava longe de ser um genro ruim.

Eu não o admirava pelo trabalho de contabilidade e economia que ele adorava e que desenvolveu em centenas de empresas, nem pelo exército de amigos que ele possuía, nem pelo gosto musical que permeava todos os momentos de sua vida, nem pelos hobbys na área de som que ele desenvolvia dentro e fora da igreja.

Não que estas não sejam coisas a serem admiradas. Claro que são, mas eu mesmo nunca me importei com isso porque de certa forma, isso está ligado à personalidade individual de cada ser humano. E estas coisas não tinham muito a ver com a minha personalidade.

O que eu realmente admirava nele era sua fé inabalável e constante, que o levavam a ter um comportamento tão digno diante de diversas situações que abalariam muitos outros (eu principalmente). Ele foi uma pessoa que VIVEU o evangelho, um crente a moda antiga, alguém que procurou em qualquer circunstância adorar a Jesus com sua vida e com seus atos, dos mais simples aos mais complexos.

Ele lutou o combate do Senhor, tendo evangelizado até o ultimo dia no leito do hospital.

Lutou contra o câncer de uma maneira tão digna e corajosa que comovia vê-lo debilitado e com dores, quase sem conseguir comer, andar ou mesmo respirar, mas mesmo assim, pensando nos outros e nunca nele mesmo.

Nos momentos mais íntimos é claro que ele teve medo, mas nunca, NUNCA teve dúvidas de que Deus estava no comando, e que como servo, qualquer coisa que lhe ocorrece seria visando seu próprio bem. Como ele disse a um dos pastores que estava no local (e relembrou isso com todos os presentes) ele dizia: Deus sabe o que faz.

Mas que bem você pode imaginar vindo de tanto sofrimento com esta doença tão terrível e por fim com sua morte? Eu vejo tantos... ele deu um testemunho de vida tão forte que levará muitos a fazer uma reflexão profunda de suas vidas, assim como ocorre comigo mesmo. Ele levou, direta ou indiretamente, muitos ao conhecimento de Cristo e de seu evangelho. Ele mostrou que não devemos temer a morte, mas entender que ela faz parte da vida e ao mesmo tempo foi derrotada por Jesus Cristo na ressureição. E por fim, imagino que por sua fidelidade Deus o tenha poupado de coisas piores, já que o mundo tem se mostrado cada vez mais descrente, com uma sociedade cada vez mais corrompida, cruel, malévola e dominada pelo medo, terror, doenças, falta de valores e falta de fé.

Conversando com uma das irmãs dele, disse que eu o admirava por todas estas coisas, e que eu esperava ser pelo menos metade do crente que ele foi. Agora percebo que eu não queria ser parecido com ele, mas sim com Jesus. A irmã dele me disse então que, quando eu tiver a idade dele, provavelmente terei esta firmeza, pois a vida, as dificuldades e as perdas nos ensinam a amar ao Senhor com mais intensidade. É basicamente o que John Piper prega. Eu acredito nisso porque vivo esta mesma experiência. O cristianismo é uma experiência de amor, e ao mesmo tempo de sofrimento:

O meu mandamento é este: Que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei.

Ninguém tem maior amor do que este, de dar alguém a sua vida pelos seus amigos.

Vós sereis meus amigos, se fizerdes o que eu vos mando.

João 15:12-14


Na última vez que eu o ví, a última coisa que ele me disse, foi uma piada. De cadeira de rodas, um dia antes de ir para o hospital do qual não saiu com vida, quando eu me despedi para ir embora, ele me disse: "Daniel, arrume mais uma cadeira de rodas e vamos apostar uma corrida na ladeira aqui em frente de casa". Eu disse que ia arrumar uma, e uma garrafa de 51 pra gente beber e perder o medo de cair.

Ele deixará saudades. Mas sabemos que vamos nos reencontrar um dia junto do Senhor.

1 de dezembro de 2011

POR QUE COMEMORAR O NATAL?

Bem, ai vem mais um natal.

Este ano o natal será mais melancólico e triste para mim. Tudo indica que é o último que meu sogro passará conosco graças ao câncer. O ano de 2012 promete ser difícil para mim, minha esposa e minha sogra. Será um ano de muitas mudanças.

Mas a verdade é que eu nunca gostei muito do natal, qualquer pesquisa neste blog revela isso. Na verdade nunca gostei muito de qualquer tipo de festa ou festividade, mas com relação ao natal meu descontentamento é maior. Acho que ele é um feriado muito pretensioso.

A primeira coisa que eu não gosto nele é que a igreja católica o associou ao nascimento de Jesus no séc. III e isso pode ter funcionado por alguns séculos para agregar novos "convertidos" (se é que eram mesmo convertidos), mas hoje não funciona mais. As igrejas falam que esta época deve servir para comemorar o nascimento de Jesus, mas todos já estão cansados de saber que a data era, antes disso, uma data comemorativa do solstício de inverno no hemisfério norte, como descreve por exemplo a Wikipedia:

O Natal ou Dia de Natal é um feriado comemorado anualmente em 25 de Dezembro (nos países eslavos e ortodoxos cujos calendários eram baseados no calendário juliano, o Natal é comemorado no dia 7 de janeiro), originalmente destinado a celebrar o nascimento anual do Deus Sol no solstício de inverno (natalis invicti Solis),[2] e adaptado pela Igreja Católica no terceiro século d.C., para permitir a conversão dos povos pagãos sob o domínio do Império Romano,[3][4][5] passando a comemorar o nascimento de Jesus de Nazaré.[6][7] O Natal é o centro dos feriados de fim de ano e da temporada de férias, sendo, no Cristianismo, o marco inicial do Ciclo do Natal que dura doze dias.[8]

Embora tradicionalmente seja um feriado cristão, o Natal é amplamente comemorado por muitos não-cristãos,[1][9] sendo que alguns de seus costumes populares e temas comemorativos têm origens pré-cristãs ou seculares. Costumes populares modernos típicos do feriado incluem a troca de presentes e cartões, a Ceia de Natal, músicas natalinas, festas de igreja, uma refeição especial e a exibição de decorações diferentes; incluindo as árvores de Natal, pisca-piscas e guirlandas, visco, presépios e ilex. Além disso, o Papai Noel (conhecido como Pai Natal em Portugal) é uma figura mitológica popular em muitos países, associada com os presentes para crianças.[10]

Como a troca de presentes e muitos outros aspectos da festa de Natal envolvem um aumento da atividade econômica entre cristãos e não cristãos, a festa tornou-se um acontecimento significativo e um período chave de vendas para os varejistas e para as empresas. O impacto econômico do Natal é um fator que tem crescido de forma constante ao longo dos últimos séculos em muitas regiões do mundo.

No meu entender o natal deveria ser oficialmente desvinculado do cristianismo, ficando o "aniversário" de Jesus sendo comemorado da forma apropriada: todos os dias do ano.

A todo instante Jesus tem a oportunidade de nascer em nossos corações, este é o convite que Ele nos faz. É no cotidiano que devemos comemorar o nascimento e o sacrifício do Senhor, sua salvação. São nas relações que temos, nas conversas, no trabalho... complicado, né? É mais fácil se preocupar com isso só uma vez por ano.

Eu não quero mais comemorar o natal que o mundo comemora já faz tempo.

Se é uma época do ano em que as pessoas gastam mais, bom para a economia e para quem ganha presentes. Se é uma época do ano em que as pessoas pensam mais nas outras e tentam fazer alguma caridade, ótimo também. Mas o porque destas pessoas fazerem isso só nesta época do ano e não no ano todo é que me deixa bolado.

Ter uma época do ano especial para sermos bons é um pouco estranho. Devíamos ser bons todos os dias do ano, não?

Por que sermos bons sob alguma condição apenas? O amor de Deus para conosco ocorre gratuitamente, e gratuitamente deveríamos amá-lo, buscando o amor ao próximo, a justiça e a paz.

Mas preferimos trocar presentes para aquecer a economia, sermos bonzinhos ocasionalmente para nos promover perante os outros ou perante nossa própria consciência. Há aqueles que dizem que a moralidade independe da crença em Deus. Mas Deus é a pedra fundamental de qualquer definição de moralidade, e Jesus o cumprimento desta moralidade em seu mais alto grau de perfeição.

É no legado dEle que todos nós cuspimos ao resumirmos o natal a uma festa com troca de presentes e distribuição de esmolas.

Deus e Jesus choram diante da humanidade se perdendo cada vez mais dentro de seu próprio ego.

TÉDIO


O tédio é um sentimento Humano descrito como um estado de falta de estímulo, ou do presenciamento de uma ação ou estado repetitivo - por exemplo, falta de coisas interessantes para fazer, ouvir, sentir etc. As pessoas afetadas por tédio em caráter temporário consideram este estado muitas vezes como perdido, perda de tempo, mas geralmente, não mais do que isto. Alternativamente, alguns acham que ter tempo de sobra também causa tédio. Para as pessoas entediadas, o tempo parece passar mais lentamente do que quando elas estão entretidas. Tédio também pode ser um sintoma de depressão.Tédio é uma das piores coisas que uma pessoa pode sentir.

O tédio pode levar a atitudes impulsivas e às vezes mesmo excessivas, que não servem para nada e podem causar danos. Por exemplo, estudos mostram que acionistas da Bolsa de Valores podem vender ou comprar ações sem nenhuma razão objetiva para tal, simplesmente porque eles sentem-se entediados por não terem nada para fazer, onde o tédio é desencadeado por uma situação de saída de uma atividade rotineira de fazer contas, verificar investimentos, etc.




Após dias de correria, o tédio surge como mofo, brotando para alimentar-se da decomposição de algo que antes era desejado. Acumula-se como poeira em um ambiente fechado de ar viciado. Nada escapa a ele, que macula tudo, tudo toca, tudo impregna.

Existem pessoas que não se entediam. Na minha opinião são idiotas felizes.

Qualquer pessoa que consegue se manter entretido constantemente precisa obviamente de uma dose de auto-motivação que certamente tem sua raiz em alguma ignorância crônica. São pessoas tolas que acreditam em ditados como "Deus ajuda a quem cedo madruga" ou na história de que o ser humano é em essência , bom.

Há também aqueles que se mantêm entretidos com base em um otimismo irrecuperável, e da mesma forma são idiotas felizes porque de alguma forma fecharam os olhos para a realidade terrível de nosso mundo e escolheram ocupar suas mentes apenas com o que há de melhor.

Eu gostaria desesperadamente de ser um idiota feliz.

Mas o fato é que eu não sou, e nunca serei.

Após 3 anos de terapia cheguei a esta conclusão. Eu sou o que sou, e no máximo poderei aprender como não deixar o que sou me destruir muito rapidamente. Digo rapidamente porque no final das contas sempre somos nós mesmos quem nos destruímos.

O tédio pelo menos no meu caso não é um capricho, tão pouco é romantizado. É um mal que me aflige e me define ao mesmo tempo. É o mal-humor, o senso crítico e a acidez que fazem com que saibam quem eu sou, assim como a incapacidade de tomar decisões sérias rapidamente para que sejam bem tomadas, a má-vontade de assumir responsabilidades porque quando são assumidas me consomem muita energia e tempo no comprometimento, ou a falta de vontade de participar de qualquer tipo ou espécie de competição porque na verdade eu odeio perder, e ganhar dá muito trabalho.

O tédio é portanto uma das facetas de quem sou, parte constante da inconsistência chamada Daniel Paixão Fontes, ex-muitas-coisas, outrora cheio de sonhos e hoje cheio de pensamentos perdidos no infinito de sua insignificância.